quarta-feira, 11 de julho de 2012

a luta já não vai ser a mesma

Carvalho da Silva saiu no principio do ano de Secretário Geral da CGTP. João Proença será substituído em 2013 por Carlos Silva na UGT. 
Arménio Carlos não conseguiu ainda alcançar o mediatismo e importância que o anterior líder tinha junto das massas. Apesar das manifestações continuarem concorridas, a CGTP não tem um secretário geral forte. Com a UGT vai-se suceder o mesmo após a saída de João Proença. Não que o futuro lider seja mau ou incompetente, mas porque o legado deixado foi enorme. É preciso recordar o mediatismo e a adesão que as greves gerais e algumas manifestações tiveram aquando da liderança, quer de Proença quer de Carvalho da Silva.

Não sendo um grande defensor do sindicalismo, considero que tanto Proença como Carvalho da Silva conseguiram unir as pessoas nos momentos em que foi necessário sair para a rua. Os dois lideres eram vistos como verdadeiros chefes de tribo na altura de contestar. Duvido que tanto Arménio Carlos como Carlos da Silva consigam mobilizar as pessoas para a lutas que se avizinham. E num período tão problemático para os trabalhadores, Proença e Carvalho da Silva vão fazer falta.

Depois da luta sindical, segue-se a mesma luta mas agora via partidária. O sonho de Carvalho da Silva em ser secretário geral do PCP é conhecido. Quanto a João Proença continuará a sua carreira política no PS. É curioso verificar que o próximo lider da UGT também é dirigente socialista. Perante isto, não é de prever que o PS faça muito barulho na rua, aproveitando melhor o espaço político. Na rua estará sempre a UGT. 

É um facto que a luta sindical vai ficar mais pobre em termos de ideias, da própria defesa mas sobretudo a nível mediático. 


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