terça-feira, 3 de julho de 2012

Ideias Politicas : O Estado IV

Quando há confronto ideológico muito se fala do papel do Estado na sociedade. A grande diferença que separa os partidos que normalmente estão no poder, com particular relevância para Portugal; tem o Estado como o principal foco de interesse político-partidário.

Se seguirmos uma linha mais socialista notamos que existe uma preponderância intervencionista, não só na economia, regulação e outros aspectos mas essencialmente na vida comum das pessoas. O Estado não pode como deve influenciar e ser um guia orientador na vida de cada um de nós. O papel estatal não é só interventivo mas igualmente decisor. Ou seja, quer assumir um papel primordial na vida das pessoas. E isso nota-se principalmente em áreas como a saúde e a educação. O Estado não aconselha, impõe a sua vontade. Tudo isto porque as infra estruturas criadas com o dinheiro público devem ser utilizadas a todo o momento.


Numa perspectiva mais liberal, o Estado deve apenas funcionar como regulador de um mercado que se quer e deseja livre. As regras são criadas pelos próprio intervenientes na economia, deixando apenas a "mão invisivel" atenta a eventuais abusos. No que toca ao individuo, o Estado não deve em circunstância alguma meter-se na vida privada das pessoas, isto é, não lhe cabe a função de tentar condicionar as escolhas das pessoas através da lei. Cada um é livre para seguir o seu próprio caminho, mas dentro da regulação efectuada pelo próprio Estado.

No entanto, há que "pensar" o Estado de uma outra forma, relacionando-o com as liberdades de cada um. Deve o Estado condicionar as liberdades de cada um através da lei? Ou a nossa liberdade não tem limite?

(continua dia 9....)

Sem comentários:

Share Button