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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Caso Relvas p.v. académico

A recente polémica da licenciatura de Miguel Relvas tem duas vertentes. A politica e a académica. Sobre a política já me debruçei, no entanto falta analisar a questão do ponto de vista académico.

Esta problemática vem levantar a questão de saber até que ponto as universidades privadas não sofrem com este tipo de acontecimentos. Todos nos lembramos do que aconteceu à Universidade Independente depois do caso Socrates. Agora é a Lusofona a sofrer com esta ligação ao super Ministro que conseguiu tirar o curso num ano. Se em termos de imagem politica o Ministro fica mal visto, a Universidade não fica melhor. E isso é mau para a qualidade do ensino mas também para tentar atrair novos alunos.

Se os estabelecimentos de ensino como a Independente, Lusiada, Lusofona, Autonoma já têm enormes dificuldades em concorrer com as Universidades mais prestigiadas, seja em que curso for; estas notícias fazem com que as quatro acima citadas, não consigam aumentar a qualidade do ensino que por lá se pratica. O rótulo de "cursos pagos" ganha maior dimensão quando sabemos que actuais Ministros ou PM conhecidos pelo seu carreirismo político, frequentaram aqueles estabelecimentos e tiraram cursos ultra rápidos. Perante esta situação é dificil sobreviver a um mercado dominado por três ou quatro universidades publicas.

Isto também levanta a questão de saber da utilidade e qualidade do ensino nas privadas, porque depois a maioria dos seus alunos não tem oportunidades de trabalho.

No meio desta polémica quem acaba por pagar são as Instituições e os seus alunos que acabam por estar associados indirectamente a esquemas pouco legais e morais. É preciso também averiguar se estas faculdades cumprem na integra o papel para que foram constituidas. Para ensinar é o objecto a que se destinam.  

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