sábado, 7 de julho de 2012

14.4 - A Ajuda Inglesa - a mais velha aliança de sempre

A aliança entre portugueses e britânicos é histórica. Desde há muito tempo que ingleses e portugueses se relacionam entre si. Quer na ajuda para derrotar inimigos externos, nas trocas comerciais e até na celebração de tratados comerciais. O mais carismático dos acordos portugueses e anglo-saxónicos foi o chamado Mapa Cor de Rosa. 

Perante a impossibilidade de conseguir manter as tropas napoleónicas afastadas do seu território, no entanto nem tudo foram rosas na aliança luso-britânica.

Antes da amizade, houve momentos complicados. Após a invasão de Espanha ao Alentejo com a conquista de Olivença, e com a vitória de Napoleão aos Prussianos, é feito a Portugal um ultimato para que bloqueie os seus portos à Inglaterra e sequestrar e prender todos os ingleses que se encontrassem em território português. Portugal não cumpre este pedido devido à histórica aliança com os britânicos, isto com medo que os ingleses invadissem as colónias portuguesas. Perante a recusa da monarquia, a Invasão por parte de Napoleão era uma certeza. No entanto, Portugueses e Ingleses celebraram secretamente um tratado que iria levar a familia real ao Brasil.

Espanhois e Franceses partilharam em segredo as partes do território nacional. O Norte era para os franceses e o Sul do Tejo para espanhois. Contudo esta aliança não correu bem, porque, Napoleão ao querer impôr o seu irmão José como Rei de Espanha criou um conflito no país vizinho.

O primeiro desembarque britânico deu-se ainda com a primeira invasão. A 24 de Julho de 1808, Arthur Wellesley, futuro Duque de Wellington desembarcou no Porto. Igualmente desembarcaram tropas na Figueira e em Leiria. As batalhas de Roliça e do Vimeiro foram vencidas pela mais velha aliança de sempre.
Como os espanhois também estavam a ser invadidos pelos franceses, Wellesley decide passar a fronteira, no entanto perde na batalha da Corunha e decide regressar ao nosso país.

Por fim, as tropas francesas tentaram o cerco a Lisboa, mas as tropas luso-britânicas conseguiram interceptar a tempo e vencer a Batalha do Bucaço. Ao ter conseguido prever o que iria acontecer, Wellesley salvou Portugal das tropas napoleónicas.

A tentação de trair o velho aliado podia ser muito, mas Portugal não quis desonrar os seus compromissos com o ingleses, até porque com ou sem bloqueio aos ingleses, Napoleão iria invadir a Península Ibérica mais tarde ou mais cedo. Note-se o que aconteceu com os espanhois. Apesar da ajuda dada para conquistar Portugal, o plano de Napoleão era que o seu irmão tomasse conta do país vizinho. Em boa parte, a derrota francesa em Portugal deve-se à tentativa de conquistar ao mesmo tempo os dois países ibéricos. Se já dificil seria tomar Lisboa, complicado era iniciar duas frentes de batalha num tão curto espaço temporal e físico.

Ao perceber a esperteza francesa, os portugueses não se deixaram iludir e estando preparados para a vinda de Napoleão, chamou a tempo os seus velhos amigos. Como não podia deixar de ser os velhos aliados responderam de imediato. 

Não é por acaso que Portugueses e Ingleses se dão muito bem. Em parte porque, de um lado houve a manutenção de compromissos e por outro a ajuda necessária para a sobrevivência de um Estado livre. Ao contrário dos portugueses, os espanhois caíram no erro e foram enganados, pagando com vidas a sua ousadia de querer ficar com o país vizinho, uma vez mais. Mas nas costas...




1 comentário:

daga disse...

desculpa, Francisco, mas o "Mapa Cor de Rosa"não foi uma aliança entre Portugueses e anglo-saxónicos, foi um conflito entre essas duas nações que acabou por originar o ultimato inglês de 1890, exigindo que os portugueses se retirassem da faixa entre Angola e Moçambique. Como o rei D. Carlos cedeu, os republicanos ganharam mais força. Foi muito depois das invasões fancesas, durante as quais pudemos realmente contar com a ajuda dos britânicos como aliados (que depois tb deixaram cá o Beresford a mandar...)

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