quarta-feira, 20 de junho de 2012

A solução de unidade nacional

Ao contrário do que seria expectável, a formação de um governo de unidade nacional na Grécia vai ser uma realidade. Não com o Syriza mas com o Dimar, uma espécie de Esquerda Democrática grega que obviamente não partilha dos mesmos valores e ideiais de Tsipras, nomeadamente em relação ao que fazer com o memorando da troika.
ND, PASOK e DIMAR constituirão assim o futuro governo grego que tentará em primeiro lugar evitar a mais que anunciada bancarrota grega. No entanto, afigura-se dificil a coabitação entre estes partidos, não só pela suas diferenças ideológicas que desde logo são enormes, mas sobretudo pela visão que têm para o país e o seu papel na Europa.
Com um governo fraco quem fica a ganhar é novamente a esquerda radical, que numa possível terceirea eleição pode ficar em primeiro lugar. Neste momento todos os cenários e não é de excluir um novo acto eleitoral. É óbvio que o governo de unidade nacional tem de ter tempo, mas se a Grécia tiver que sair do Euro uma nova crise política abrir-se-à. 
Apesar de algumas melhorias, o futuro da Europa e dos países sob ajuda do FMI continua a jogar-se em Atenas, sendo que muito irá depender daquilo que o novo governo irá fazer, isto se conseguir mudar o estado das coisas.
 Para mim, estas eleições não resolveram o problema político, porque dificilmente haverá consenso dentro de um governo com ideias tão díspares. Mesmo que todos queiram tirar a Grécia do actual marasmo em que se encontra, o que se comprova que os governos de unidade nacional nem sempre são a solução para resolver as crises politicas e até financeiras. Esta hipotese dificilmente teria viabilidade no nosso país.

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