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quinta-feira, 28 de junho de 2012

O nosso fado será sempre o mesmo?

fotografia tirada da página de Cristiano Ronaldo no facebook




O Jornal Record juntou todas as capas após os jogos decisivos das fases finais de europeus e mundiais em que Portugal participou desde 2000 até ao jogo de ontem. Desde o Euro 2000 na Holanda e Bélgica que a selecção não falha um torneio, aumentando assim as probabilidades de conseguir conquistar o torneio ou simplesmente chegar o mais longe possível.
Desde esse ano, o de 2000 que os resultados da equipa das quinas foi o seguinte:  Euro 2000, Meias finais - eliminados pela França, Mundial 2002 - não passámos da fase de grupos, Euro 2004 - eliminados pela ...... na Final, Mundial 2006 - Eliminados pela França nas Meias finais, Euro 2008 - eliminados pela Alemanha nos Quartos, Mundial 2010 - Eliminados pela Espanha nos Oitavos e Euro 2012 - Eliminados pela Espanha nos penalties.

Estes foram os nossos resultados desde o começo da década, desde que a nossa presença tem sido permanente. Esquecendo 84 e 66 porque já vai longe, Portugal conseguiu 4 meias finais, ultrapassando apenas uma vez essa fase. Foi no nosso Euro. Portanto, há muito que a selecção faz parte das quatro melhores equipas dos torneios, sendo que falta passar com maior frequência essa barreira. Quando Portugal não consegue bons resultados de inicio, ficámos pelos Quartos, Oitavos ou mesmo, no caso de 2002, não conseguir passar a fase de grupos.

Concluimos que as bestas negras de Portugal são a França e a Espanha, embora a Alemanha também não seja um bom adversário. Em quatro ocasiões, a nossa selecção foi eliminada por estas três equipas. França por duas vezes em 2000 e 2006, a Espanha em 2010 e 2012 e a Alemanha em 2008. Ao invés, nunca eliminámos estas equipas na nossa caminhada em termos de jogos a eliminar, porque como se sabe, a Espanha caiu aos pés de Portugal na fase de grupos do Euro 2004, mas era outra Espanha. No fundo, foi o fim de uma geração que depois deu lugar a uma que ganha tudo. A ultima derrota da La Roja em europeus foi precisamente frente a Portugal. Contudo, nem só de bestas negras se faz o caminho da selecção. Holanda, Inglaterra e Rep Checa nunca lograram vencer a equipa de todos nós.

É quase um dado adquirido que se Portugal quiser estar presente outra vez numa final terá forçosamente de tentar evitar Espanha, França ou Alemanha no começo da segunda fase das provas.
Também é uma realidade que os resultados de 2002, 2008 e 2010 relacionam-se com algo mais do que uma derrota desportivo. Em 2002 foi a vergonha que se viu com o seleccionador António Oliveira, em 2008 o ciclo Scolari já tinha chegado ao fim e em 2010 Queiroz não conseguiu domar um grupo de vedetas, acabando ele próprio por se queimar.

No entanto, é nosso destino que algo de "sobrenatural" aconteça para não passarmos o ultimo obstáculo. Em 2000 foi aquele penalti de Abel Xavier. Nada a dizer mas seria escusado meter a mão. No Mundial da Coreia todos se recordam do murro de JVP e dos castigos a Paulo Bento e não só. E que dizer do facto da equipa não ter sido informada que não era preciso jogar para ganhar, pois o Polónia-EUA favorecia a selecção. Em 2004, quando o país estava quase a festejar, Charisteas decidiu estragar a festa antecipada. Em 2006, mais um jogo contra a França e mais um penalti que deixou a desejar. Em 2008 foi também um golo irregular de Ballack que nos eliminou, no Mundial 2010 as questões de divisão não podem explicar tudo e até houve um golo meio-irregular de David Villa que nos colocou fora. Apesar de ontem não haver razões de queixa do árbitro, a trave impediu-nos de continuar a sonhar. E o poste ajudou a Espanha poder conquistar algo inédito na história do futebol.

Ainda não foi desta que o nosso destino se encontrou com a Taça Henri Delaunay. Apesar das tentativas e de alguns infortúnios, esta Selecção sabe que a sua hora chegará. Há que continuar a lutar contra as estatisticas e as bestas negras, contra algumas ajudas extra para os adversários, um possível mau estar que haja antes e durante os campeonatos, mas a bola não irá bater trave sempre. E pode ser já no Brasil, onde além da selecção da casa, a portuguesa será de certeza acarinhada em qualquer estádio que entre.




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