quarta-feira, 2 de maio de 2012

O país real e o do Pingo Doce

No discurso do 1º de Maio, perante os TSD, Pedro Passos Coelho deixou um aviso importante : o desemprego nos próximos dois anos será enorme. 
Não querendo optar por uma oratória fácil e populista, o PM preferiu uma mensagem realista num momento importante como é o 1ºde Maio. Não fugiu dos habituais discursos das centrais sindicais, e foi ao encontro das dificuldades que o país atravessa. É de salutar esta forma de fazer política, optando sempre por "dizer" a verdade aos portugueses em vez de omitir situações complicadas. Esse era muito o estilo do anterior PM.
PPC fez estas declarações num dia historicamente importante, mas também no momento em que muitos portugueses esqueceram a crise e foram gastar milhares de euros no supermercado Pingo Doce que fez uma campanha de promoção em que dava 50% de desconto a quem gastasse mais de 100 euros em compras.
Ora, enquanto Passos Coelho alertava o país real  para uma situação grave, o país imaginário e que nos levou a esta situação estava todo às portas do Pingo Doce. O caso do supermercado é apenas um episódio singular, mas que mostra bem porque razão tivemos de pedir ajuda externa. Neste momento a troika deve estar a pensar duas vezes se deve continuar ou não a emprestar dinheiro a Portugal. 


4 comentários:

expressodalinha disse...

Não percebo a relação?!

Francisco Castelo Branco disse...

enquanto que o PM alertava o país para uma situação dificil, uma parte andava a gastar dinheiro desnecessariamente, do meu p.v.

mas a situação do Pingo Doce para, perante as declarações do PM, demonstrar os tempos dificeis que se avizinham.

Fernando Vasconcelos disse...

Discordo como sabe Francisco da segunda parte não da primeira. Na realidade apontar como razão para a crise o "gastar demais" é tentar tapar o sol com a peneira. Por várias razões. 1) Mais do que uma questão do "gastar demais" é uma questão daquilo em que se gastou 2) Se não existir gasto "desnecessário" não existe economia ... 3) A verdadeira crise tem causas bem mais profundas e quanto a essas o PM nada diz 4) Como também nada diz sobre as razões exclusivamente de ambito financeiro que não só agravam a crise como muito possivelmente a alimentam em particular a forma de financiamento dos estados (e não apenas o português). Quanto ao primeiro ponto - o dizer verdade do nosso primeiro concordo - mas note-se que tanto se mente por optimismo insustentado como por omissão.

Francisco Castelo Branco disse...

É que nem foi de propósito que o PM disse aquilo....

Parece que ia adivinhar aquilo que se ia passar no Pingo Doce

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