segunda-feira, 14 de maio de 2012

E se o candidato for do CDS?

Ainda falta um ano e meio para as autárquicas, mas como é normal em vésperas de eleições, os bastidores dos partidos já estão a preparar os seus candidatos para a próxima luta eleitoral. As autárquicas de 2013 são importantes sob dois aspectos : em primeiro lugar porque em ano de crise, o governo deverá receber um cartão amarelo, pelo que Seguro pode ter um importante balão de oxigénio. Em segundo lugar, muitos dinossauros autárquicos terão que terminar os seus mandatos, devido à lei de limitação de mandatos. Rui Rio, Mesquita Machado, bem como irão fazer a despedida daqueles municipios.
Em Lisboa, prevê-se a continuidade de António Costa. Ainda é cedo para uma candidatura ao Largo do Rato, até porque se o PS vencer as autárquicas, Seguro tem legitimidade para fazer face a Passos em 2015. Perante uma provável vitória do PS em Lisboa, questiona-se qual será o candidato do PSD e CDS à principal câmara do país.
Fernando Seara? Marques Guedes? Santana Lopes? Tendo em conta que as eleições são para perder, não é de todo descabido pensar que o candidato a Lisboa seja do CDS. Para Portas apoiar Menezes no Porto, Passos Coelho tem de lhe dar algo em troca. É aqui que entra a CML, até porque tanto na capital como no Porto, PSD e CDS irão juntos a jogo, pelo que, para o PSD não faz diferença alguma que o candidato a Lisboa seja alguém ligado ao CDS. Assim, em caso de derrota, quem fica a perder são os centristas e não os sociais democratas. No caso de vitória inesperada, ficam os dois partidos a ganhar.
Esta era uma estratégia boa para o PSD e má para Portas. Não vale a pena estar a "queimar" um candidato laranja como aconteceu em anteriores eleições locais. O melhor é esperar que Costa faça o seu trabalho e depois se mude para o Largo do Rato, deixando a Praça do Municipio livre para um candidato social-democrata bem forte.
Até porque nessa altura já não há coligação PSD-CDS.


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