domingo, 22 de abril de 2012

Populismo e nacionalismo na América Latina




O populismo e nacionalismo, na América Latina, têm sido as principais marca dos governos de Hugo Chávez e Evo Morales.

Na Venezuela, a onda de nacionalizações atingiu as principais empresas dos sectores das telecomunicações, do petróleo e gás, da siderugia, cimentos e outras, A banca, através do Banco da Venezuela (Grupo Santander), também despertou o voraz "apetite" nacionalizador de Chávez.
Os investidores e empresas estrangeiras ficaram em alvoroço com as intervenções estatais e muitos abandonaram o país, sendo que, em alguns casos como a Lafarge e a Holcim, aceitaram continuar no país como parceiros minoritários.

O último foco destas políticas de cariz populista teve lugar na Argentina. Este país, durante o período do peronismo (1946 a 1955), levou a cabo uma onda de nacionalizações e expulsão de multinacionais do país.
Depois do ímpeto populista de Juan Domingo Perón, a Argentina volta a colocar em causa o investimento estrangeiro através da decisão de nacionalizar a companhia de petróleo YPF. A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, num discurso para justificar a decisão, citou a sua admiração pela Petrobrás, a gigante estatal do petróleo do Brasil, e outras empresas estatais de petróleo da América Latina.

O apoio político, surgiu, naturalmente, de países como a Venezuela, que, em 2008, tomou o controle da maior siderugia do país, a Sidor, até então administrada pela argentina Ternium, e do Uruguai, tendo o presidente deste último, José Mujica, um ex-membro do grupo guerrilheiro Tupamaros ,apelidado a nacionalização de resposta à “Europa rica”.

A reprovação desta atitude foi esmagadora, desde, a directamente atingida, Espanha (satirizada nesta montagem da revista El Jueves) até aos latino americanos Brasil, México e Chile. O ministro da Economia do Chile, Pablo Longueira, disse, em declarações à Reuters, que a nacionalização pode ser prejudicial para toda a América Latina, transformando-a numa “região menos confiável” se comparada com a Ásia. “O fluxo de capital muda-se para os lugares onde a confiança do investidor é maior”.

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