segunda-feira, 16 de abril de 2012

ficar no euro, mas com outras regras

De quase todos os questionados pelo Jornal Expresso, o caminho apontado não é o de uma fuga para a frente mas sim de uma resposta alternativa aos problemas actuais. Coisa que o novo Tratado Orçamental Europeu não irá resolver. Apesar do clâ Sarkozy-Merkel pretenderem maior rigor e disciplina; o que na minha opinião é benéfico, mas o problema não se resolve com imposições constitucionais ao limite da dívida.

Peter Wahl afirma que "as situações de excedente e défice têm de ser reduzidas", pelo que o problema não está unicamente naqueles países que têm défices elevados. Países como a Alemanha, Austria, Holanda e Bélgica têm excedentes. O que provoca desde já um desequilibrio financeiro. No fundo, é por isto que se fala numa europa a duas velocidades, como constata a grega Mareca Frangakis.

Não se pode culpar apenas os países deficitários pelos problemas que a Europa e o euro em particular têm neste momento, tal como defendia John Keynes. É a via mais fácil e sobretudo é uma acusação arrogante de quem nos empresta dinheiro. Convêm não esquecer que essas economias também são poderosas devido à ajuda desses mesmos países menos capazes.

No entanto, existe uma verdade la palissiana : a Alemanha tem uma hegemonia que dificilmente deverá ser ameaçada por qualquer outro país europeu, ou mesmo pela própria União Europeia.

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