Etiquetas

sexta-feira, 2 de março de 2012

O facciosismo e provincianismo da imprensa desportiva

Quando hoje de manhâ olhei para as capas da imprensa desportiva fiquei estupefacto. Esperava uma promoção do clássico e não um apoio óbvio a uma das formações.
Esta é uma guerra que também se faz fora do campo. Os jornais de Lisboa contra os do Porto. E com isso misturam sentimentos com o dever de informar e isenção que todo e qualquer orgão de comunicação tem de respeitar. Ao mostrar o apoio a uma das formações, os jornais que deveriam ser neutros estão a tomar partido. Ora, nenhum jornalista deve escolher um dos lados, independentemente das paixões clubisticas, partidárias ou mesmo corporativas.
O que o jornal Record e a Bola fizeram foi mau jornalismo. Dizem que se o Benfica ou o Sporting estiverem na capa vendem mais. Essa é uma verdade lapalissiana, mas em primeiro lugar está a ética e a obrigação de ser parcial.
Para além do facciosismo, a atitude demonstrada revela um enorme provincionismo que ainda existe no nosso país nas mais diveras áreas. É com isto, estão a optar não só por um clube, mas também por uma região, por uma cidade ou mesmo por uma classe. Ao contrário da Bola, o Record publica uma frase de um ex-jogador do Benfica com a camisola do seu actual clube. Também é por isto que os pequenos clubes não conseguem a atenção mediática....o Sp.Braga pelo que tem feito já merecia uma capazinha...

3 comentários:

expressodalinha disse...

Por acaso acho que os jornalistas devem escolher lados e dizê-lo claramente. No futebol, como na política. O mal é exactamente essa "deontologia" sem estatuto editorial. Escolher é fundamental.

Francisco Castelo Branco disse...

mas isso é contra a deontologia...

informar não é a mesma coisa que opinar.

expressodalinha disse...

Por isso é que não se entende nada. Não há informação iseenta. Isso é um mito perigoso e enganador.

Share Button