domingo, 26 de fevereiro de 2012

Olhar a Semana - Jornalismo em tempo de guerra

A recente morte de dois jornalistas na cena de guerra da Siria, vem levantar algumas questões sobre a importância da informação "ao vivo" e "no local", mesmo que para isso se arrisque a própria vida.
É já um dado adquirido que nenhum jornalista tem a sua vida protegida mesmo que use um colete e capacete a identificar que faz parte de um média. Aliás, segundo rezam as crónicas, as mortes do jornalista francês e inglesa foi propositada e com claras intenções de ofender o Ocidente que como sempre costuma meter a face em guerra alheia.

É importante saber se com os meios electrónicos que hoje todos dispomos, valerá a pena mandar profissionais que antes de mais são pais e mães de familia para o terreno de guerra, porque como todos sabemos hoje um cenário de guerra já não é um local para fazer reportagem. Episódios como os do Egipto em que uma jornalista americana foi violada e alguns esmurrados são cada vez mais frequentes, porque o jornalista é visto como aquele que mostra aquilo que ninguém quer que seja relatado, para depois existir mais ódio e repúdio contra o regime em causa. Perante isto é normal que os jornalistas sejam vistos como Persona non grata das forças aliadas aos regimes.

A informação é um bem necessário, mas a vida humana está acima de qualquer linha editorial.

3 comentários:

Fatyly disse...

Há profissionais que gostam, outros não e como tal..."Quem anda à chuva molha-se" e como tal vão porque os mandam e sei lá se ao não aceitarem não serão despedidos!?

Em todas as profissões..."A vida humana deveria estar acima de tudo" mas a actual frieza empregadora (salvo raras excepções) só vê números e marimba-se para o resto...!

Francisco Castelo Branco disse...

nao quero acreditar na situação dessa primeira frase.

hoje em dia já não faz sentido serem mandados para la

Fatyly disse...

Não queres acreditar mas como eu leio muito, deixo-te aqui este pedaço de um artigo que li já há algum tempo e que guardei

"Repórteres de Guerra

A imagem do repórter de guerra, autêntico herói que em nome da verdade suprema se aventura em lugares inóspitos, isolados pela guerra, trespassados pelos tiros, pela morte e devastação é, assim, quase uma miragem. Como ficou já retratado, as pressões sobre os jornalistas são inúmeras, estando muitas vezes a manutenção do posto de trabalho dependente da aceitação ou não dessas imposições."

http://www.ipv.pt/forumedia/4/13.htm

Hoje, FCB, já não faz sentido serem mandados para lá... mas há tanta, mas tanta coisa que não faz sentido que por vezes penso que muitos perderam a essência da evolução coerente e positiva e o egocentrismo está a instalar-se a passos largos.

Desculpa em insistir!

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