terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Duelos Intelectuais - As duas velocidades 3º acto

Com a provável saída da Grécia do Euro, a Europa entrará num caminho de dúvida.
Portugal e Irlanda estão sob ajuda financeira durante os próximos anos e há o risco de Itália e Espanha virem a seguir o mesmo caminho.
Sarkozy e Merkel prometem um novo tratado que não tem o Reino Unido. Tanto o primeiro como a segunda podem não estar à frente dos respectivos governos no próximo ano. A mudança será mais evidente no caso francês do que no do Alemão.

O problema da Europa a duas velocidades é uma questão importante. Se todos têm o direito de participar na União Europeia, com o Euro já é bem diferente. Mas uma das obrigações para se ser membro da UE é que venha a entrar na moeda unica mais dia ou menos dia.

A questão da Grécia vai mudar tudo, desde os requisitos para entrar no grupo até às politicas económicas de cada país. Muito se tem falado do rigor orçamental e da obrigatoriedade de inscrever o défice nas respectivas constituições. Ora, aqui está uma sobreposição do primado do direito comunitário sobre o direito nacional. A pouco e pouco, os países vão perdendo soberania e os Parlamentos nacionais servirão para acatar ordens vindas de Bruxelas ou de Berlim. Mas como as Instituições comunitárias não funcionam como saber quem manda? Não podemos aceitar que seja apenas o eixo....

Assim, a maneira de tornear este problema é criar o grupo dos que cumprem com as imposições de Bruxelas...perdão de Berlim e os outros que são os excluídos e têm de se reger pela sua própria vida. Mas em contrapartida, ao não aceitarem as obrigações não recebem a ajuda financeira necessária.

Há muito que a Europa funciona assim e o caminho parece ser cada vez mais esse, porque efectivamente já se criou a ideia que os países do Sul (PIGSS) são preguiçosos, corruptos, gastadores e os do Norte são os cumpridores e os bem intencionados. Se já paira no ar este sentimento é porque a UE está claramente dividida em termos políticos. Porque para além do problema económico grave, a Europa está separada politicamente, e a posição do Reino Unido mostra bem o que acabo de referir. Os ingleses, e bem; querem uma Europa unida e fraterna e não o Velho Continente dominado pelos velhos inimigos França e Alemanha.

A Europa a duas velocidades já é uma realidade embora não muito palpável. O futuro da Grécia dentro da zona euro e até na própria UE será determinante para colocar em prática esta situação....

4 comentários:

expressodalinha disse...

Com a queda da Grécia (que se pôs completamente a jeito) a UE tem de fazer a tal "firewall", senão acaba.

Fatyly disse...

e talvez Portugal ganhasse mais em sair também e já, antes que se faça tarde!

expressodalinha disse...

Só há duas hipóteses: ou ficamos dentro ou ficamos fora :))

Francisco Castelo Branco disse...

temos de saber as condições das duas situações

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