sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Desta água não pouparei

A discussão em torno da não introdução de água da torneira nas reuniões parlamentares por causa da poupança faz-me lembrar a situação em que era necessário tirar as tomadas da ficha para poupar uns cêntimos na factura da electricidade, mas a paranóia de cumprir o défice orçamental tem levado a situações rídiculas como esta. Quem não se lembra ainda da invenção da Ministra da Agricultura de não usar gravata para poupar a electricidade através do ar condicionado.

Curiosamente esta questão da água da torneira já tinha surgido em Nova Iorque quando foi aconselhado aos seus habitantes para beber da torneira e assim não produzir lixo com as garrafas de plástico.

É verdade que temos de controlar os nossos gastos e viver consoante a possibilidade de cada um, mas não temos de chegar a este ponto. Por acaso gostava de saber qual a factura no fim do mês da empresa que distribui as águas aos senhores deputados que na maioria dos casos nem sequer se dignam a abrir a garrafinha. E para onde vão as garrafas inutilizadas?

A Assembleia dava um bom exemplo se começasse por reduzir o número de deputados, as inumeras regalias e subvenções que cada um ganha até ao fim da vida por estar sentadinho no hemiciclo. E que tal falar dos computadores instalados em cada lugar que serve unica e exclusivamente para os senhores deputados andarem a namoriscar no facebook em vez de estarem atento ao que diz o orador. E por acaso não se lembram de dispensar aqueles dois "fantoches" que estão à porta da AR a fazerem de cavaleiros da távola redonda? O dia todo parado não merece um salário que podia ser aplicado noutro lugar qualquer.

Com a crise, entramos definitivamente na onda da palermice. Esperemos que não poupem no trabalho que têm de efectuar.

3 comentários:

Fatyly disse...

A pouco e pouco...chegas lá, ora pois claro. A Assembleia, como todas e esta não é excepção, começam bem, mas pouco tempo depois é "uma turma de meninos mal criados, desatentos e outras coisas como dormitarem, ao telefone, limparem o salão etc e tal", mas mesmo estando nisso batem palmas ao seu representante para quê?...e a gente paga...

A factura das águas engarrafadas é tudo menos "coerente com os cortes no despesismo", assim como os cafés e deve haver por detrás "altos negócios" e a gente paga...

Não achei tão descabida a história da gravata, porque a maioria dos homens se pudessem bem que a dispensavam e porque não? poupariam e muito na factura da electricidade.


Em vez de internet deveria haver apenas "intranet" (julgo ser este nome) e serem chamados à pedra...e a gente paga...

Oiço imensos debates e vejo tudo o que disso e que faltou por dizer em todos os partidos - salvo raras excepções igualmente em todos os partidos, porque há quem sabe e cumpre na integra para o que foi eleito!

A onda da palermice, para não dizer cretinice... já tem imensos anos e todos falam, falam...mas nenhum acerta!

Francisco Castelo Branco disse...

não vou ficar como a fatyly mas acho que esta é uma questão ridicula, porque podiam ter feito de forma discreta.

quanto á gravata - odeio

daga disse...

pois o exemplo devia vir de cima devia...

Share Button