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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

13 - Terramoto de 1755 e o Período Pombalino

No dia 1 de Novembro de 1755, Lisboa sofreu um enorme terramoto que devastou por completo a cidade naquela altura. Foi neste período que a capital portuguesa e o país sofreram uma enorme mudança sociológica e política.
Para além do Sismo, Lisboa foi atingida por um tsunami com cerca de 20 metros. Embora seja dificil de calcular, pensa-se que o sismo atingiu a magnitude 9 na escala de Richter. Com o sismo de Lisboa deu-se inicio ao nascimento da sismologia.
O Sismo não foi só sentido em Lisboa. Todo o Sul de Portugal, incluindo o Algarve foram afectados pela catástrofe.

Morreram 90 mil pessoas no terramoto, tendo a zona do Terreiro do Paço ficado totalmente destruída.

O Rei D.José I sobreviveu ao terramoto por se encontrar em Santa Maria de Belém, depois de manhâ ter assistido a uma missa na cidade. Quem também escapou à catástrofe foi o Marquês de Pombal, de nome Sebastião José Carvalho e Melo, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Seria também futuro Primeiro-Ministro devido à sua intervenção no processo de reconstrução da cidade.

À pergunta sobre o que se fazia após o terramoto, Marquês de Pombal respondeu "Enterram-se os mortos e cuidam-se dos vivos". O Marquês mandou apagar os incêndios e tentar evitar as epidemias, mas foi a sua grande obra foi recuperar a cidade o mais depressa possível.

À margem do terramoto, convêm referir que o ano de 1755 ficou marcado pela Revolução Industrial, pelo Iluminismo e o capitalismo. Muitos foram aqueles que usaram o terramoto para desenvolver a sua capacidade intelectual. Um tal de Kant publicou três textos sobre o acontecimento na cidade portuguesa.

Iniciava-se assim uma nova era não só em Portugal mas também na Europa. A época das Ideias estava a começar.

8 comentários:

Fatyly disse...

e na actualidade se houver um simples abanico toda a sua obra irá Tejo abaixo porque ao longo dos anos tem-se destruído estruturas fundamentais (as célebres estacas de madeira) e preservação de imóveis quase ZERO!
Como é óbvio e mais uma vez na maioria dos imóveis novos que foram surgindo com o factor "construção anti-sísmico" o material foi cobrado como tal mas...mais uma vez e bem ao estilo português enganam e metem o dinheiro ao bolso!

Questiono-me muitas vezes...como seria e o que faria se... um horror!

Francisco Castelo Branco disse...

vai acontecer um dia

Washington View disse...

Meus amigos, duas pequenas achegas.
.....as estacas Fatyly ficarão " lá " por muitos milhares de anos, quer dizer, enquanto estiverem alagadas e, assim vão continuar porque os níveis freaticos vão subir enquanto durar esta quadra de aquecimento global!
.... No Algarve,embora mal documentado sabe-se que o grau de devastação foi mais elevado que no centro do país já até porque fica mais perto do que foi o epicentro. Como curiosidade informativa, para quem conhece, hoje em frente ao farol do Cabo de S. Vicente em Sagres, encontramos-se dois rochedos enormes, eram três até ao terramoto, um deles não resistiu ao sismo e.....desapareceu.

DCS ( retired ATP)

expressodalinha disse...

As ideias precisam de crise para começar?

Francisco Castelo Branco disse...

Acho que sim, porque é nestes momentos em que existe vazio de ideias; porque a crise também afecta; é que nascem novos ideiais e até movimentos.

expressodalinha disse...

DSC: SÓ SE POR BURRICE SE FECHAR A ENTRADA DO TEJO COM TUNÉIS SUBTERRANEO DE METRO.

Fatyly disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fatyly disse...

Expresso

e o problema é mesmo esse e a maioria das estacas estão secas e irão apodrecer, o que não ocorreria se continuassem submersas!

Não sou engenheira, sou mais engenhocas:) mas quando vi...o que vi no papel...nem queria acreditar.

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