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domingo, 22 de janeiro de 2012

Olhar a Semana - Fim da linha para o sindicalismo

Esta semana o Governo, Sindicatos e Patrões chegaram a acordo para mais uma reforma laboral. É mais uma reforma assinada em concertação social que terá caducado daqui a 3 ou 4 anos quando for preciso rever mais uma vez o código do Trabalho. E assim vai andando o nosso país de reforma em reforma e de novos diplomas que servem apenas para baralhar e chatear quem tem de os aplicar.

No acordo fizeram parte Governo, os Patrões e a UGT. A CGTP ficou de fora e prometeu revoltas na rua. Nada de novo neste capítulo, mas apenas a continuação da história do nosso sindicalismo. Carvalho da Silva vai sair no final do mês e todos estamos à espera de uma nova cara mas também de uma atitude diferente por parte da Intersindical. Não é que Manuel Carvalho da Silva não seja um homem inteligente e brilhante nas ideias que defende, mas os seus ideiais estão caducos e não são úteis para quem tem de defender os trabalhadores na segunda década do século XXI.

Mas esta semana surgiu um dado novo. O confronto entre os dois sindicatos. UGT e CGTP parecem ter chegado a vias de facto, estranho para quem em Novembro andou de mão dada na Greve Geral.

Este desentendimento e troca de acusações só prova que o movimento sindical em Portugal está velho e gasto e necessita urgentemente de caras novas para que os trabalhadores sejam defendidos de forma digna e não de maneira disparatada estando contra tudo e contra todos como se ganhasse aderentes à conta das suas ideias marxistas. Porque quem fica a perder são os trabalhadores e não o executivo que olha para estes sindicatos como meras organizações que nada têm para propor em alternativa às medidas do governo. Em relação a este aspecto, a CGTP é uma autêntica nulidade pois não se lhe conhece nenhuma proposta ou alternativa para que os "seus" trabalhadores sejam tenham trabalho em condições dignas de um ser humano.

Este é um problema que o país tem de resolver, nomeadamente através de uma revisão constitucional em que também se mexa no direito à greve; porque o país não pode continuar a viver sob o espectro do comunismo sindical.

7 comentários:

Fatyly disse...

qual dado novo, qual carapuça...A UGT e CGTP já tiveram vários confrontos e vai lá aos anos oitenta e um pouco mais à frente.

Na actual conjuntura do país (já não falo na UE) os trabalhadores é que ficam sempre a perder...e vai aumentar e muito o número dos desempregados!

A sede do PSD/CDS-PP é tão grande que ao mínimo embate é: revisão constitucional e no que referes a meu ver deve-se manter o actual "direito à greve" e fazer cumprir "os serviços mínimos" onde muitos falham.

O que deveriam alterar e que ainda não vi nada...é a via sacra burocrática e taxativa e falta de verbas para... de quem quer investir num negócio ou manter o seu, ou seja as das pequenas e médias empresas!

É mau o comunismo sindical, desculpa radical, como o é a direita radical!

Francisco Castelo Branco disse...

Em Portugal não há direita radical mas sim Comunismo. E esse é radical em todas as suas formas

Fatyly disse...

Percebeste muito bem o que disse...e nem te respondo!:)

Francisco Castelo Branco disse...

por acauso nao percebi

Kruzes Kanhoto disse...

Há muitos anos que não faço greves, mas se um dia o direito à greve estiver em causa voltarei a fazer. Pretender fazer crer que a culpa do estado a que chegámos tem alguma coisa a ver com os sindicatos é desculpabilizar outros com muito mais culpas no cartório.

expressodalinha disse...

Assistimos a uma culpabilização e demonização do factor trabalho que é, erradamente, considerado um custo. A partir deste erro económico está tudo dito. Qt a esta legislação, para além de ser confusa e subjectiva, nada resolve. O crescimento faz-se com boa gestão, inovação e motivação dos trabalhadores. Em Portugal há poucos empresários e muitos patrões.

Francisco Castelo Branco disse...

concordo expresso

Muitas pessoas que querem mandar mas pouco activas

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