quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Obama State of the Union Speech

Um prestar de contas, um relançar do optimismo ou mesmo um inicio de campanha presidencial podem ter sido o mote do "State of the Union".
Uma responsabilidade presidencial que emana da Constituição e que punha o Presidente perante as duas câmaras do Congresso. Esse tempo passou, hoje em dia, com todas as cadeias de televisão, rádio e blogosfera atentas. Ele fica perante a nação e é julgado por aliados, adversários políticos internas bem como inimigos externos.
Desta vez, como acontece em cada quatro anos, o Presidente traça as linhas gerais do que foi a governação passada, futura e importante para Obama, o que vai ser a sua campanha para a reeleição. Sem nunca falar em tal, lê-se nas entrelinhas. Foram mais ou menos trinta e cinco os temas abordados. Desde a emigração, tema quente em cada campanha;a economia em franco crescimento, defendendo o empréstimo de 0% à indústria automóvel onde a GM voltou a ser o maior produtor mundial, justificando a autorização para novas pesquisas de petróleo na plataforma continental, ao mesmo tempo financiando o desenvolvimento das energias renováveis, novos programas de financiamento a universidades e estudantes. Em tudo deu o seu toque democrata.

O ponto alto foi quando afirmou que nenhum inimigo da América pode dormir descansado e fez referência a Bin Laden. Nos cumprimentos habituais à chegada felicitou o Secretário da Defesa pelo "bom trabalho de hoje à tarde". Veio a saber-se já hoje que se referia aos dois americanos libertados na Somália pelos "Navy Seals". Pôs em pré-aviso que o tempo dos ricos pagarem impostos irrisórios "is over", numa clara alusão directa que vai ser o seu cavalo de batalha na campanha. Não foi um discurso à Obama mas satisfez os seus. Deixou apreensivos os seus adversários, retirando-lhes algum oxigénio ao anunciar um crescimento estável na economia. A resposta Republicana, servida imediatamente pelo Governador do Indiana veio tímida, a meu ver.

Numa coisa todos os comentadores são unânimes : o discurso vai ter reflexos nas primárias republicanas que estão em "full swing" esta semana na Flórida. A escolha, a meu ver vai recair em Gringich que, não sendo o candidato perfeito é de certeza, o único à altura de debater e se bater com Obama.

texto de Diogo Sousa

2 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

Pelo que leio parece-me um discurso de propaganda e campanha eleitoral, à semelhança do yes we can.

tal como Romney, Obama também quer que os EUA liderem o mundo, mas isso vai ser dificil.

vou ler o discurso na integra e depois emito uma melhor opiniao

Fatyly disse...

Não comento sobre o "sistema" de eleições que é areia demais para a minha camioneta...mas desde que me lembro que sou gente, Obama é 2º presidente que gosto e sobretudo transmitem confiança e sempre cumprem alguma coisa do que prometeram.

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