quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O exemplo do Concordia

O Comandante do Barco Costa Concordia que naufragou em Itália está em prisão domiciliária e acusado de homícidio duplo, naufrágio e abandono de navio.
Este é o castigo para quem provocou a morte a dezenas de pessoas, apenas e só para cumprimentar um familiar, segundo avançam as ultimas notícias.
Este é um caso muito similar à queda da ponte entre-os-rios no Rio Paiva. Na altura pediu-se a cabeça dos responsáveis pelo desastre. Com razão o povo protesta pela negligência das empresas ou pessoas que têm de cuidar da nossa segurança. Tal como aconteceu com o naufrágio do Concordia, a queda da ponte entre-os-rios foi um acto negligente.
Como é natural em Portugal nada foi apurado e ninguém responsabilizado. Em Itália, o Ministério Publico italiano não demorou muito tempo a abrir um inquérito e apurar de imediato responsabilidades a quem foi o principal causador do desastre.
Por estas situações se nota o estado calamitoso em que se encontra a nossa justiça.
Que não seja preciso caírem mais pontes para que a nossa justiça seja célere e eficaz. E justa!

5 comentários:

Fatyly disse...

Subscrevo inteiramente e no caso que referes foram apuradas as responsabilidades, como em milhares de processos por cá, mas graças ao recurso, do recurso, do recurso...a treta irá continuar e é horrível esperar-se por JUSTIÇA, e não estou a ver abolirem ou alterarem as milhares de leis da treta como recurso atrás de recurso que mostram uma impunidade sem precedentes, pondo as vitimas quase na loucura!

expressodalinha disse...

A comparação é demagógica. A ponte foi um conjunto de actos negligentes e espassados no tempo. Aqui foi um acto singular e imediatístico na relação causa/efeito, ainda por cima acompanhado de fuga. Fora isso, concordo que a nossa justiça está péssima.

Anónimo disse...

Venho um pouco atrasado.....como preencher o tótobola à segunda feira ou ser treinador de bancada mas mesmo assim deixo duas considerações decorrentes da minha experiência.

Ponto 1).... Não tenho a mínima duvida de que o comandante tinha conhecimentos suficientes para comandar um " vessel" daquela envergadura. Mas isso não chega e, leva-me ao ponto dois.

Ponto 2).... Quem dentro da sua competência dentro da empreza não se apercebeu que aquele senhor, com toda a competência técnica que demonstrava, faltava-lhe o mais importante para comandar; a PERSONALIDADE!

No campo criminal não meto estôpa. Deixo isso para quem de direito mas, deveriam arrastar no processo o " chief pilot"..... A ele cabe a responsabilidade das escolhas!
Ou haveriam pressões internas para que aquele senhor fosse " comandante"?

DCS ( retired ATP)

Francisco Castelo Branco disse...

Ele tinha personalidade, só que como qualquer ser humano quis foi fugir quando viu que ia morrer.

antes preso do que morto.

por cá já se discute se o comandante deve ser o ultimo a abandonar o navio.

lembro quando cairam as torres gemeas : os primeiros a entrar foram sempre os chefes da corporação

Anónimo disse...

Eu creio que não há lei nenhuma que o obrigue a ser o ultimo a abandonar o barco! Quando refiro à personalidade, refiro-me ao saír de rota para atender um pedido de seja de quem fôr! Há rumores mais ou menos fundados que foi isso que aconteceu ! A rota é a rota!... Lembra-se o que aconteceu ao 747 da air Coreia quando entrou no espaço aereo sovietico nos anos oitenta?.... E não entrou lá por engano como tentaram fazer querer na altura!

DCS ( retired ATP)

Share Button