quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O caminho para a felicidade está no liberalismo moderno

Uma sociedade feliz é uma sociedade onde os cidadãos vivem num estado de plenitude, satisfação pessoal com as suas vidas e equilíbrio físico e psíquico.
                      
No seguimento de vários estudos sobre a chamada “happynomics”, O economista do Deutsche Bank, Stefan Bergheim, no seu artigo “The happy variety of capitalism, characterised by an array of commonalities”, analisou 22 países considerados ricos e concluiu que numa sociedade onde os indivíduos se consideram felizes estão verificados os seguintes 10 indicadores:

1. Elevado grau de confiança nos demais cidadãos;
2. Baixo nível de corrupção;
3. Baixo desemprego;
4. Elevado grau de educação;
5. Salários elevados;
6. Elevada taxa de ocupação das pessoas idosas;
7. Economia paralela muito reduzida;
8. Ampla liberdade económica;
9. Baixa protecção do emprego;
10. Elevada taxa de natalidade.

Ora, estas condições só se verificam numa sociedade assente no princípio de que o Estado deve ser um pano de fundo, regulando mas não se imiscuindo quer na vida dos cidadãos quer na economia, criando as condições acima elencadas que permitam aos seres humanos a sua realização plena em liberdade ao invés de criar dependências e actuar de forma paternalista, protegendo os cidadãos deles próprios.

Como? É simples, nesta sociedade, todos os indivíduos devem ter uma palavra a dizer sobre a direcção das suas vidas em tudo aquilo que for razoável. Para que uma sociedade deste tipo seja uma realidade, a mesma deve assentar no respeito pelo individualismo e num profundo entendimento sobre a natureza humana, i.e., o que move os seres humanos, quais os seus medos e aspirações, bem como criar instituições que satisfaçam as necessidades básicas dos seres humanos. Só assim podem os cidadãos deixar de se preocuparem com a sua sobrevivência e passar a pensar noutro nível – a sua realização pessoal.

Agora, qual o tipo de governo que permite uma sociedade deste tipo existir? Um governo assente no liberalismo moderno, que regule a economia de forma a dar a muitos o que o liberalismo clássico apenas dá a alguns. Ora, segundo Alan Wolfe em “O futuro do Liberalismo” o liberalismo moderno assenta em 3 vertentes: (i) vertente substantiva – liberdade dos cidadãos para realizarem as suas aspirações em condições de igualdade; (ii) vertente procedimental – obediência ao direito na resolução de conflitos e respeito pelos direitos fundamentais dos seres humanos; e (iii) vertente temperamental – na medida em que ser liberal é um estado de espírito (um liberal inclui em vez de excluir, aceita em vez de censurar, respeita em vez de rejeitar.



Concluindo, as sociedades onde os indivíduos se consideram mais felizes, são também as mais desenvolvidas – segundo Stefan Bergheim – Austrália, Suíça, Canada, Reino Unido, EUA, Dinamarca, Suécia, Noruega e Holanda. Ou seja, quanto maior o grau de liberdade de uma sociedade, maior o valor criado pelos seus cidadãos, o que leva ao aumento da realização pessoal dos cidadãos e à criação de riqueza.

6 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

Boa entrada e bem vinda.

Sem duvida que ninguém é feliz ao ter o Estado a meter a foice em seara alheia.

o Estado quer dar tudo e depois as pessoas ficam acostadas ao Estado. É na Educação, Saude, Cultura .....

Em portugal foi este o principal problema da crise que agora vivemos, e que muito bem PPC quer mudar

Fatyly disse...

Concordo plenamente daí os que referes serem países desenvolvidos e a sociedade mais feliz, mas tudo funciona e principalmente a justiça, ao contrário de Portugal onde tudo piora, onde nada funciona, cada um a remar para o seu lado, informação do pior...

Mas os corruptos de milhares de milhões de euros continuam intocáveis e nesses países já tinham prestado contas à justiça!

Obrigado Lara por este post que me deixou imensamente TRISTE porque nunca me arrependi de nada, excepto ter ficado em Portugal!

Francisco Castelo Branco disse...

A Suécia onde o Bruno está é um exemplo disso mesmo.
Tudo funciona e bem, menos o tempo.

Fatyly
também quis desistir? não percebo as criticas a soares dos santos

Fatyly disse...

FCB
Desistir agora? Jamais! e à minha volta ninguém desistirá. Quando saí da minha terra tinha 26 anos e depois de sair do Brasil tive 3 países para onde ir trabalhar e por "razões privadas que não interessa falar" fiquei em Portugal.BURRAAAAAAA!

As criticas que fiz a Soares dos Santos? Deves ter lido mal, ou não me expressei devidamente, porque sempre disse *- isto, que se eu estivesse no lugar dele faria o mesmo porque na Holanda a carga fiscal é bem menor e com isso ele assegurou três mil e tal empregos em Portugal!
Só não concordei com "as lições patrióticas do blá, blá que deu quando entrevistado, indo contra a posição tomada pela maioria das do PSI20".
Também sempre disse que se morasse na fronteira de Espanha, Portugal não veria mais um tostão meu em termos de gastos, porque o que me tiram todos os meses deve dar para pagar uns cafés a S.Exªs.
Certo?

Fernando Vasconcelos disse...

Os exemplos citados não têm de todo os mesmo tipo de organização do estado ... Em particular a Suécia está felizmente muito longe de um modelo "liberal" ... Bom não concordo muito com o exposto neste post ... e obviamente sou tudo excepto liberal nesse sentido

expressodalinha disse...

Não concordo com quase nada, mas curiosamente é verdade :))
Boa participação e bem vinda.

Share Button