segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Coelho Seguro

Este ano os dois lideres dos principais partidos portugueses e consequentemente Primeiro-Ministro e lider da oposição irão ter uma jornada política decisiva.
Passos Coelho tem o desafio mais dificil que um Primeiro-Ministro em Portugal teve de enfrentar. E o pior é que Coelho pode estar a hipotecar o seu futuro político pelo facto de ter que resolver um problema criado por anteriores executivos. E mesmo assim, o sucesso do país pode não depender das politicas implementadas. Mas é de tirar o chapéu a este Coelho pelo facto de não governar para os votos mas antes em benefício do país. Nenhum Primeiro-Ministro alguma vez ousou ir tão longe nos cortes de subsídios de férias e natal.
Ora, Passos Coelho tem um ano decisivo. Se a instabilidade social for muito grande podemos em 2013 a assistir a eleições antecipadas ou então mesmo à queda do governo e à nomeação de um governo composto por tecnocratas à semelhança do que aconteceu na Grécia e em Itália. Caso existam sinais de retoma no fim deste ano, então Passos Coelho tem via verde para o Sebastianismo.

O lider da oposição, António José Seguro tem também um ano muito importante, apesar do grande teste das autárquicas ser apenas em 2013. Agarrado ao memorando da troika, Seguro não tem por onde criticar o governo. Com isto, o lider do PS terá de se preocupar com a oposição interna que já começa a falar em "lider ausente". Mas é dificil nestas circunstâncias fazer oposição, até porque o PS será sempre acusado de ser o responsável pela actual crise financeira. Normalmente o período para que um lider na oposição aguente é de 2 anos. Veremos se Seguro chega até às eleições autárquicas onde aí sim pode ganhar alguma credibilidade, mas nessa altura pode já ter o Costa à perna.

1 comentário:

Fatyly disse...

"Mas é de tirar o chapéu a este Coelho pelo facto de não governar para os votos mas antes em benefício do país. Nenhum Primeiro-Ministro alguma vez ousou ir tão longe nos cortes de subsídios de férias e natal."

achas mesmo? A sério? ok respeito mas pergunto e onde anda a Economia e defesa de grandes investidores?

Pois é, por vezes há que pensar muito bem nas ousadias... e num final do ano lá se foram foram embora mais uns milhares de impostos que iriam ser supostamente cobrados, não é? e puseram-se a salvo dando o primeiro tiro de 2012:

Dona da Jerónimo Martins vende totalidade do capital a subsidiária holandesa

http://noticias.sapo.pt/economia/artigo/jeronimo_martins_2084.html

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