terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Caminhos de Ferro entupidos

A recente onda de greves da CP provoca enorme indignação. Não só porque milhares de pessoas foram afectados pela paralisação da transportadora mas essencialmente por estarmos a assistir a uma falta de bom senso dos maquinistas neste processo.

Sempre que há greve, a CP aproveita para fazer greve. Nem os serviços mínimos são cumpridos. Num espaço de dois meses, a CP fez quase quatro greves. Aproveitou a greve geral mas também os dias festivos para se fazer ouvir. Neste novo ano estão prometidas mais greves por parte desta empresa que está falida porque durante anos e anos andou a pagar aos seus maquinistas salários de luxo.

Todos sabemos a situação periclitante que a CP atravessa. Quase na bancarrota, estas greves têm causado prejuízos enormes na própria empresa que respira muito mal. Toda esta situação prejudica os transeuntes mas também a empresa. A solução é mesmo privatizá-la ou então vendê-la aos chineses. Já que agora eles compram tudo.

Como dizia uma passageira outro dia "eles estão a fazer mal a si próprios".

Deveria existir um limite do direito à greve num curto espaço de tempo para que situações como a da CP voltassem a repetir. O Estado de Direito deve ser salvaguardado mas não se deve abusar de um direito que prejudica milhares de pessoas. As pessoas estão à frente do direito dos trabalhadores, e quando este direito é exercido de forma exagerada e prejudica milhares, então devemos repensar na legalidade ou no abuso do uso desse direito....

2 comentários:

Fatyly disse...

As várias greves na CP e falo apenas na Linha de Sintra que sempre frequentei e frequento aos anos, mas aos anos que é sempre a mesma coisa e 99,9% feitas sempre a partir do dia 8 quando já tinham cobrado os passes. Ora era dos revisores, dos que vendem os bilhetes, dos controladores e dos maquinistas, do raio que os parta, sem qualquer respeito por quem tinha pago e não tinha como ir.
Houve um ano que foram 25 dias seguidos e nem imaginas o que era apanhar a alternativa que por vezes demorava mais de 3 horas e picava o ponto, trabalhava sobre rodas e lá me deixavam sair muito mais cedo para fazer a mesma seca.
Danada e furiosa, fiz o que todos deveriam fazer quando há abusos: não comprei o passe e no lugar da vinheta pus: ESTOU DE GREVE e andei um mês! Fui ao chefe da estação e sei lá as ameaças que recebi e disse ponham-me um processo que eu tenho quem me defenda e de borla:), mas também tenho direito a fazer greve e mais nada. Fiquei conhecida como a "refilona e revolucionária" tudo porque o meu grupo de anos aderiu e éramos 20 e até hoje não apareceu nenhum processo.
Pelo menos deveriam ter assegurado os serviços mínimos...mas pelo menos no fim do ano...

Subscrevo!

Pedro Coimbra disse...

Greves da CP já nem são notícia.
Notícia é quando não há greve.

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