segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tema do Dia XXIII

Qual é a principal razão para que o Mundo Árabe esteja em revolução?

8.2. A Conquista de Ceuta

Jaime Cortesão em Os Factores Democráticos na Formação de Portugal assinala que desde o século XIII que os portugueses frequentavam os portos da Flandres, da Inglaterra, da França, da Espanha, do norte de África e também do Levante. Este comércio cresceu no século XIV graças ao tratado de 1353 com a Inglaterra de Eduardo III e com o privilégio dado aos portugueses em vários portos franceses no Mediterrâneo e no Atlântico. Em pleno reinado de D. Afonso IV os portos de Lisboa e do Porto tornam-se centros comerciais de monta na Europa; a burguesia comercial enriquece e torna-se uma classe importantíssima na viragem do país durante a crise de 1383-85, enquanto apoiantes do partido do Mestre de Aviz.
A segunda dinastia portuguesa alinha nos novos movimentos europeus em torno da burguesia comercial; esta presença é atestada pela contrariedades próprias dos séculos XV e XVI que se fizeram sentir entre os filhos de D. João I: o D. Pedro das sete partidas e do Tratado da Virtuosa Benfeitoria, o D. Henrique da estratégia dos descobrimentos ou D. Duarte o rei filósofo; é também nessa altura que a corte portuguesa passa a estar em contacto com a emergente cultura renascentista e que o comércio europeu intensifica os contágios culturais.
A conquista de Ceuta é normalmente considerada como o primeiro momento da grande saga dos Descobrimentos. No entanto, numa data incerta entre 1325 e 1336 já D. Afonso IV ordenara uma expedição às Canárias com ajuda de Genoveses. Este interesse pelas Canárias acompanha também o interesse pelo controlo das rotas do norte de África. A conquista de Ceuta representava também um importante marco na navegabilidade do Atlântico; atingir as ilhas da Madeira e do Porto Santo dependia, em grande parte, do controlo de uma área de terra no norte de África que permitisse fazer frente aos ventos e aos Corsários marroquinos. A conquista de Ceuta iria representar o controlo da entrada do Mediterrâneo, tornando-se possível entreposto entre o comércio do Levante e o comércio do Mar do Norte.
Apesar das múltiplas hipóteses historiográficas sobre a conquista de Ceuta em 1415, a verdade é que todos estes objetivos não foram concretizados. A conquista de Ceuta representou, como iria dizer o infante D. Pedro, uma autêntica perda de tempo, numa altura em que o Mar do Norte continuava animado pelos produtos trazidos pela rota do Levante através dos portos italianos do Mediterâneo. Será por essa razão que Portugal prosseguirá o seu interesse pelo controlo de entrepostos comerciais que possibilitassem o fim da rota do Levante e do monopólio das cidades italianas, eliminando os custos acrescidos de intermediários em produtos que vinham do Próximo Oriente, da Índia e do Extremo Oriente.

The King´s is no longer Facebook

The King´s Speech beats Facebook on best motion picture, best actor and best producer......

A word for INCEPTION who won three oscars in technical categorys.

All results on commentary box

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Duelo no Feminino

Caroline Wozniacki e Kim Clisjters estão a protagonizar um dos duelos mais interessantes da história do Ténis feminino. A dinamarquesa acabou 2010 no trono mas rapidamente foi ultrapassada pela belga que ganhou o Open da Austrália. Só que duas semanas mais tarde e devido a uma lesão da belga, Wozniacki voltou ao numero 1 do Ranking Mundial.
Ora, se no quadro Masculino Nadal e Federer disputam ha quase 4 anos o apetecível primeiro lugar, o ano de 2011 vai ser marcado pela ascensão destas duas tenistas.

Para os amantes do ténis será um ano delicioso para saber qual destas "meninas" é de facto a numero 1....

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A DESGRAÇA ÁRABE

1 - Não é agradável ser árabe nos dias de hoje. Depois dos dias de glória, dos califados e impérios transcontinentais, os árabes são vítimas de si próprios. Perseguições, ódio, condições económicas e sociais precárias, apelos ao terrorismo. Não é fácil ser árabe. Mesmo os sauditas dominantes e os ricos kuwaitianos deixaram de estar imunes desde o 11 de Setembro. Onde está o renascimento dos finais do século XIX, inícios do século XX? Onde está o movimento cultural da Nahda? Onde estão os pintores, poetas, músicos, dramaturgos e romancistas que contribuíram para reformular a cultura árabe no Cairo, Bagdad, Beirute e Casablanca? Hoje em dia caiu-se na ideologia da vitimização. Os árabes sentem-se vítimas de tudo e de todos. Povos bloqueados: analfabetismo; disparidade abissal entre ricos e pobres; sobrepovoamento das cidades; desertificação dos campos. Mas, acima de tudo, a desgraça árabe, mais do que nos números, reside nas percepções e nos sentimentos. Ela é sentida por aqueles que, noutro lado, poderiam seguramente escapar-lhe. Há um estigma entre os próprios árabes. Há uma comparação paralisante com o Ocidente, em termos de qualidade de vida, direitos humanos e sociais. Há uma menorização económica evidente com os “tigres orientais”. Há uma capitis diminutio em relação à transição democrática da América Latina. A revolução tecnológica não surge. O progresso político não existe. A economia não produz. Os direitos humanos estão ausentes. As mulheres são subservientes. A pobreza é uma constante. A demografia uma espiral. O petróleo beneficia sempre os mesmos. E os mesmos estão no poder político. O mundo árabe sofre uma carência cruel. Uma carência em todos os parâmetros ao mesmo tempo. A história não ajuda. A comparação com épocas remotas é inevitável. A impotência árabe é ainda mais dolorosa por nem sempre ter sido.
2 – Perante esta desgraça, há quem desespere e pense que o mundo árabe está num impasse. Ao pensar assim, agrava-se esse impasse. Aqui incluem-se os liberais, os iludidos do nacionalismo e os ex-militantes de esquerda. O nacionalismo só agravou o problema. Ele acabou por se afirmar numa cultura imperialista que, na esteira dos neoconservadores americanos, acredita que a mudança e a democratização só podem vir dessa dominação, sem verem que desse modo só agravam as frustrações e alimentam a vitimização e a cultura de morte, tornando perenes a desgraça árabe.
Ora, a vitimização árabe é pasto para as correntes islamistas jihadistas que, como bons messianistas, vêm na desgraça árabe um mau bocado a passar para atingir o Paraíso e as suas quarenta huris. Para eles tudo está bem quando tudo está mal. O Ocidente tende a confundir, na sua simplicidade comunicacional, o jihadismo como ideologia dominante, o que é de todo falso. No entanto, esta ideologia tem um efeito poderoso, já que propõe uma saída pela via da própria vitimização.
Este culto da vítima defende que os árabes são o principal alvo, senão o único, do Ocidente. Esquece que o Ocidente pilhou sucessiva e continuadamente África; esquece o genocídio quase total da América pré-colombiana; esquece a marginalização e subserviência de Indochina. É evidente que o Ocidente tem culpa. E muita. Mas uma coisa é tomar consciência disso. Outra é o comprazimento na vitimização.
3 – Para sair desta desgraça é preciso que sejam os próprios árabes a fazê-lo. Não podem esperar ajuda, nem arranjar álibis. E, acima de tudo, é indispensável que os árabes abandonem o fantasma de um passado inigualável para encarar a sua história de frente.
Jorge Pinheiro

cuidado com o burro

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Assembleia de Pinguins - A ideia genial XXX

(...)

Luisim tinha sempre ideias arriscadas e um pouco descabidas, por isso é que Dioguim esteve reticente em apoiar o plano do seu amigo independentemente do que iria sair dali.

- Sabes Dioguim deviamos ajudar a Morsa a reintegrar-se novamente na Ilha e a começar a falar com os outros animais. Para isso ela deveria ter um estatuto especial dentro da nossa tribo e assim ninguém a poderia insultar ou sequer tentar matar. Se conseguissemos convencer o nosso Mestre a lhe dar estatuto VIP, ela poderia estar na Ilha Minguim o tempo todo que ela quisesse. Sem ninguém lhe fazer mal. Era uma maneira de a proteger dos outros que a querem matar. E com o tempo Antalya se iria integrar na sociedade rapidamente e num instante os problemas passados iriam ser esquecidos. E acho que a nossa tribo é um exemplo de união, apesar dos problemas mas com isso a pouco e pouco ela ia sendo aceite e também deixava de estar solitária. Porque se ela continua nesta gruta de certeza que mais cedo ou mais tarde vai acabar por morrer. Há quanto tempo é que ela não fala? Tivemos de chegar nós para ter companhia e alguém para falar...... É muito dificil ser-se expulsa da própria tribo e depois da ilha onde vive.

- É uma ideia genial Luisim, mas estás a pensar para bem dela ou com intuito de resolver o problema da nossa tribo? - questionou Dioguim.

- Que problemas temos nós? É apenas uma questão politica, rapidamente isto vai acabar, se é que já não acabou. E com a sabedoria e experiência que ela tem, de certo que pode ajudar a unir as duas facções para bem do país. Tenho um feeling que Zéguim vai adorar conhecer a nossa amiga. - replicou Luisim

- Não tinha visto a questão por esse lado....e como reagirão as restantes tribos? vão quere-la matar de certeza? e se nos atacam por manter um animal indesejado.....? - Dioguim era muito filosófico e tinha sempre imensas questões.

- Ninguém pode atacar a nossa Ilha, e se o perigo vier de dentro realizamos uma Assembleia para lhe conceder um estauto VIP e assim tem a protecção dos Deuses.

- Acho que com ela estamos seguros e depois do que ouvimos temos o dever de ajudar quem precisa. Não podemos chegar aqui sem sermos convidados e ir embora de mãos a abanar. - concluiu um convencido Dioguim.

Luisim estava orgulhoso da sua proposta. Como sempre tinha excelentes ideias mas infelizmente ninguém na Ilha lhe dava ouvidos por ser muito novo. Nem mesmo Dioguim que era o seu melhor amigo. Se conseguisse convencer a Morsa a voltar ao Mundo, tinha a certeza que seria mais respeitado pelos seus. Quem sabe um dia chegar a Mestre.....

- Não fiques vaidoso Luisim, foi uma excelente ideia mas ainda tenho as minhas reservas quanto ao resultado prático. Primeiro é preciso convencer a Morsa. - atirou Dioguim.

- Eu aceito - disse a Morsa surgindo à frente dos dois amigos, já que estava a ouvir a conversa toda.

(continua dia 2 Março....)

Psd vira na direcção de Leiria

Acabou mais um ciclo da vida política leiriense.Último capítulo: a saída de cena de José António Silva, Presidente do Psd de Leiria.

No momento da despedida alegou estar cansado e justifica a sua decisão com o facto de ser esta a melhor forma de servir o Partido. E eu, lamentando, concordo… “A morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do género humano.”

Ainda assim este é o tempo de recomeçar mais uma vez. Como se de uma tábula rasa se tratasse. Um novo ciclo que legitimamente ambiciona um futuro porque responsávelmente não esquece o passado.

E recomeçando impõe-se agora a construção de pontes, com todos os militantes, sobretudo jovens, mulheres, autarcas e todos os demais que queiram… recomeçar. Sai o José António Silva e entra, desejo eu, uma pessoa nova, em todos os sentidos que saiba sobretudo e com serenidade dialogar e ainda mais importante… pensar!

Sem qualquer dúvida será um agente com enorme responsabilidade, sobretudo no que concerne à organização de uma estratégia para o Concelho de Leiria.

Termina assim uma peça, ou uma edição, ou uma história, desde que não nos esqueçamos de tudo o que aprendemos com ela então podemos ambicionar o futuro merecido para o Psd e consequentemente e sobretudo para os Leirienses.

 

 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A raça

Fotografia de Debora Santa Lucia www.cortejandoaarte.blogspot.com

A menina que se chama Facebook

Facebook Ibrahim é filha de Gamal Ibrahim e nasceu após a queda de Hosni Mubarak.
Como forma de homenagem à rede social que está a revolucionar o Mundo Arabe, este homem decidiu dar um nome invulgar à sua filha.

E se a revolução tivesse ocorrido no Messenger? Era complicado alguem se chamar Windows Live Messenger. ou no Twitter? era um nome muito curto para uma pessoa.

De facto, é um nome invulgar para uma pessoa, mas no Egipto já sabemos que tudo é possível. Será que a rapariga vai poder ter uma conta no Face? Já que devido aos direitos de autor deverá ser complicado..... e é uma pena a rapariga não poder ter uma conta não no Barclays ou Santander mas na rede social que tem o seu nome.

A partir de agora acabaram-se as Marias, Martas, Joanas, Carolinas em Portugal. A moda vai chegar a Portugal e é bem capaz de um dia destes uma amiga nossa se chamar Google!.

Este é o primeiro acontecimento de maior importância após a Revolução no Cairo e tem a ver com a importãncia das redes sociais nos nossos dias. E ainda há quem critique as novas amizades....

até deu para um pai babado encontrar o nome para a filha. Qualquer dia vai dar para casar!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Factos da Década (13) : Guerra no Iraque

Foi em 2003 que iniciou uma das guerras mais sangrentas e polémicas da década passada. Pela terceira vez os Estados Unidos tentaram invadir o Iraque tendo conseguido os seus propósitos : chegar a Bagdad, capturar Saddam Hussein e matá-lo. Curiosamente o ex-ditador iraquiano morreu por força da sua própria lei. Apesar do julgamento era nitido que o Presidente Iraquiano seria condenado à morte.

A invasão ao Iraque teve como pretexto o combate ao terrorismo na sequência dos atentados de 11 de Setembro mas também a existência de armas de destruição massiva naquele país, mas mais tarde veio a comprovar que não existiam. Daí que a guerra tenha sido um fiasco por causa disso mesmo. Muitos argumentaram que o que estava na base da invasão era o interesse norte-americano pelo petróleo.

Foi mais fácil chegar a Bagdad do que manter a paz no país após o controlo total das tropas. Milhares de atentados fizeram parte da rotina diária daquele país, o que veio a levantar certas dúvidas sobre a importância da ofensiva. Só que os EUA não podiam retirar sem mais nem menos. Devido a esta invasão, que foi anunciada em Portugal na Cimeira das Lajes ( que também falaremos nesta rubrica); Madrid e Londres sofreram atentados terroristas de enorme escala.

Desta guerra ficam duas imagens :

A do ministro da informação iraquiano a dizer que os soldados norte-americanos estavam a ser combatidos com coragem pelos guerrilheiros iraquianos enquanto que minutos depois as tropas aliadas entravam em Bagdad.

Os cidadãos iraquianos a festejarem a queda da estátua de Saddam (em cima...); só que a partir daquele momento, a insegurança foi maior.

Também fica desta guerra a morte de Sérgio Vieira de Mello após um atentado terrorista à embaixada da ONU no Iraque, da qual também falámos aqui.

De terrorista chamaram W.Bush e Blair por terem iniciado esta guerra. Nela perderam a vida milhares de soldados norte-americanos e ingleses.

No fim de tudo isto, pode-se concluir que a guerra não serviu para nada a não ser para fazer cair um ditador, mas valia a pena esperar mais alguns anos, porque o que está a acontecer no Mundo árabe de certeza que chegaria ao Iraque. E Saddam cairia por si.

Assembleia de Pinguins - Pros e Contras XXIX

(...)

Desta vez os pinguins tinham estado bastante mal e afectaram seriamente os sentimentos da Morsa. Sem querer ou de propósito, a verdade é que a conversa tomou o rumo menos agradavel para o grande animal. O problema é que os dois amigos não tinham assistido aquilo a que se chamou " a morte mais horrenda" que as Ilhas Caçola assistiram. E naquela noite não houve ninguém que defendesse aquele animal. Infelizmente com as águas escuras era dificil de prever que um leão marinho se intrometesse na caça da Morsa. Esta ao atacar o cardume deparou-se com um animal mais volumoso, mas já era tarde para o deitar fora.

Se já era dificil tirar a Morsa da toca, complicado era fazê-la voltar à conversa após o diálogo inicial.

- Vês o que fizeste meu anormal?

- Eu sabia lá, não pensava que um animal tão grande era sensivel ao ponto de abandonar uma conversa a meio.

- Tenho a certeza que foi dificil lidar com esta situação. Não é muito natural haver uma espécie de linchamento animal contra uma só criatura. Ainda por cima quase ninguém a defendeu.

- Acho a coisa mais normal. Se fosse com um de nós também reagiriamos assim. Não existe uma divisão profunda na nossa tribo por causa de uma morte causada pela Assassina? Cada um paga pelos erros que comete....

- Lá estás tu armado em moralista e defensor dos mais fortes. Não vês que foi um acidente? Quem nunca errou que atire a primeira pedra, e todos devem ter uma segunda oportunidade. E o pior é que a exclusão depois pode dar problemas. Com a sua envergadura, a Morsa poderia derrotar sozinha quase todos os animais aqui das Ilhas. Ela nem espaço deve ter para caçar.

Enquanto decorria o diálogo entre os dois Penguzan, Antalya ouvia atentamente cada palavra proferida por cada um. Por vezes sorria, mas ficava de trombas quando lhe apontavam o dedo acusador. Sabia perfeitamente que jamais seria aceite pela comunidade nas Caçola e que morreria naquela gruta sem direito a uma homenagem. Era o destino, pensava ela. Mas porque não teria direito a uma segunda oportunidade?. Por outro lado pensava que mal saisse da Ilha seria imediatamente assassinada, porque fora isso que os restantes animais haviam determinada, especialmente os Leões marinhos que estavam desejosos de uma vingança.

Entretanto o diálogo continuava....

- Moralista? eu? mas ela até foi expulsa da tribo dela. Duas vezes afastada por delitos é porque algo vai mal naquela cabeça.....

Foi neste momento que Luisim teve uma ideia genial.

- Bem acho que sei de uma maneira para ela voltar a ser aceite aqui dentro. Alinhas comigo Dioguim?

( continua dia 25...)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Cobra d´África

Chamei há uns tempos a Hosni Mubarak aquando da revolução no Egipto de Leão d´África. A Muammar Kadhafi dou-lhe o cognome de Cobra.
De facto, o continente africano é conhecido pelas suas savanas com os seus animais selvagens, mas também repleto de lideres animalescos que lidam com as respectivas populações com descrédito,mas pior do que isso tratam os povos como animais. Altissimas taxas de desemprego, pobreza nos seus limites e os seus lideres a viverem em tendas e palácios luxuosos. Quem não se lembra das exigências do Cobra aquando da sua visita a Portugal para a cimeira UE-África realizada em 2007...? Olhar Direito reportou o facto...
Kadhafi lidera a Libia ha 42 anos e o seu regime é dos mais opressivos do Mundo estando neste momento ser executada uma chacina contra os seus habitantes.

Agora é a vez da Libia, mas o Bahrein, Jordania, Yemen e Argélia estão a caminho. Se Mubarak tinha imensa influência então que dizer de Kadhafi, sem duvida um fanático mas que não é aliado. Pelo menos não é terrorista, mas é chato vê-lo governar um país. Perante esta situação, pergunto-me a mim próprio porque razão esta gente não arranja um blogue e começa a imaginar que está a liderar uma nação. Até estranho que estes países tenham pessoas e a sua população não seja constituida apenas pelos governantes.

Está visto que vamos ter entretenimento durante muito tempo, porque vai ser preciso muita limpeza naquela região. Mas tem de ser feito de cada vez. Enquanto Kadhafi não cai, ha que reservar lugar na fila de espera.....

O Estado Em que Estamos

Amanha apresentação do livro na FNAC Chiado pelas 18h30 com a presença do próprio e com direito a sessão de autografos

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A bird´s eye view on Indonesia

The Republic of Indonesia is a country in South East Asia that has a population of 240 million people from various religion, culture, tribes, traditions backgrounds, all living on around 17,000 islands.

Since the proclamation of independence from Japanese occupation forces on 17 August 1945, Indonesia has been quite active in international affairs. This is in accordance with its constitution which required an active non aligning foreign policy.

In 1955, Indonesia became the host to a conference that aimed to unite new Asia and African countries. And in the early ‘60s it became a co-founder of the Non-Aligned Movement together with Yugoslavia, Egypt and India.

Around 80% of its population is Moslems; most of them are moderate Sunni. And the other officially recognized religious are: Protestants, Catholics, Hindu, Buddha and Confucius. Indonesia adopted the presidential system, and Soekarno was the first president.

The first general election was held in 1955, won by the National Party, two Islamic parties as No: 2 (Masyumi) and No: 3 (MU), and the Communist Party as No: 4.

On 30 September 1965, six Army generals and one officer were brutally killed by a mysterious group of people. The Army, lead by General Soeharto, blamed the Communist for the killing. On 11 March 1966, the Army forced President Soekarno to hand over most of his power to General Soeharto. One year later, Soeharto became acting President, and in 1968 he became president.

Soeharto ruled using iron fists back by the military forces, whereby opposition were not allowed and crushed.

In 1971, the second general election was held, won by the pro-military Golkar Party, the remaining 10 other parties were forced to merge into 2 parties: an Islamic based party and a nationalist based party.

Majority members of the parliament were elected in general elections, and more than 15% of members were appointed military representatives and a few others.

General elections in 1977, 1982, 1987, 1992, 1997, were won by the ruling party. The 1997 world financial crisis. On 21 May 1998, people movement forced Soeharto to step down from his power, and replaced by his Vice President Habibie.

In 1999, the first full democratic general election was held, and the parliament elected Abdurrahman Wahid as President. In 2001, Wahid was replaced by Vice President Megawati who became the first woman president.

In 2004 the first direct president election was held won by General Susilo Bambang Yudoyono. In 2009 Yudoyono won more than 60% of the votes.

Unfortunately Yudoyono’s political party only won 25% of the seats in parliament, so he must rely on five coalition partners i.e the Golkar Party and four Islamic based parties.

In spite of the several suicide bomb attacks by few radical groups who claimed to be fighting in the name of Islam in the Island of Bali and Jakarta (the capital city), and few local inter-religious disputes, however the overall condition is quite safe. This can be seen from the fact that its economy is growing quite healthily attracting foreign investors and tourist to come to Indonesia.

The writer Harry Nizam is an Indonesian blogger who can be reached at the following sites : http://www.multibrando.biz/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cristal

Cliquem neste link e carreguem nas estrelas por baixo da fotografia no lado esquerdo http://concours.photo.fr/2010/70291-cristal.html?s=final&tag=124

Uma obra prima de um dos melhores arquitectos Mundiais. É português.

Olhar a Semana - Deolindologia

Muito se tem falado da nova musica não editada dos Deolinda. Um movimento geracional está agora nas redes sociais, blogues e nas câmeras de telemoveis de certos privilegiados.
Ao ouvir aquela musica, pensei que estava perante uma nova revolução iniciada por um grupo musical. Quando ouvi a frase "não vale a pena estudar", seguido de um bater de palmas fiquei preocupado porque pensei que com os meus 24 anos de estudo não iria a lado nenhum. De facto, no nosso país dá-se cada vez mais menos relevância ao diploma e o mais importante é ter o chamado "curso da vida". Nada mais errado.

Não podemos ensinar aos nossos filhos e netos que não vale a pena estudar porque não vamos ter futuro nenhum. É precisamente o contrário, cada vez as oportunidades são menores e se não tivermos um bom pedigree, como quem diz uma boa formação, aí sim corremos o risco de trabalharmos a vida inteira naquilo que não queremos.

Infelizmente nos dias que correm, até uma simples musica consegue mexer com o actual estado das coisas, mas nesta situação o exemplo dado pelos Deolinda não foi o melhor. O pior é que existem cada vez mais pessoas descontentes mas que acham que esta é a melhor solução, daí que já esteja marcada uma mega manifestação para o dia 15 em Lisboa e Porto sob o lema "Geração à Rasca". Veremos quais são as reinvidicações e motivações daqueles que vão protestar, porque nem sempre o Estado pode ser a fuga para a frente. O esforço individual tem de ser sempre a prioridade. E em Portugal ainda não existe esta noção.

Não sei porque é mas se uma musica revolucionária consegue mexer com tantas pessoas é porque algo está mal.

Resta saber se é a mentalidade ou a politica

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Coldplay - What If

E se...... É sempre a pergunta que fazemos...

Devemos meter a responsabilidade de decidir nos outros? e se algo de negativo acontecer? Como ficamos?

Pelicano esfomeado

este não escapa...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

72 horas

E se a vossa mulher estivesse presa? Que fariam?

Assembleia de Pinguins - A revelação XXVIII

(...)

A intimidade entre os dois amigos e a Morsa era cada vez maior, sobretudo depois da revelação feita por esta.

Os pinguins ficaram curiosos e quiseram saber mais.

- Mas então o que se passou? Tem algum nome? - Perguntou Luisim. Dioguim deu um empurrão ao amigo para que este não fosse indelicado.

- Podem-me tratar Alba, mas sou mais conhecida por Morsa. Aliás sou a unica existente à face da terra já que os meus antepassados morreram todos no recente aquecimento global.

- A sério??? Como foi possivel ter sobrevivido? - questionou Dioguim.

- Bem, infelizmente fui expulso da minha tribo. Nós viviamos no Sul de África mas eu tive de abandonar a minha comunidade, e então descobri estas ilhas e fiquei por cá. Todos os animais que viviam aqui sobreviveram ao aquecimento global porque construiram um abrigo que os protegeu durante muito tempo.

- Porque saiste da tua tribo? foste expulso? - mais uma pergunta indelicada e um empurrão de Dioguim a Luisim.

- Isso é uma história muito longa pela qual não posso responder - atirou a Morsa.

- Mas se foste expulso dos teus, também és rejeitado aqui, o que se passa com a tua personalidade? O que aconteceu para viveres isolado nesta ilhota?

- Bem, sabes eu um dia estava a caçar nestas águas e por engano matei um leão marinho bébé. Fui insultado por todas as comunidades das Ilhas, cheguei a ser preso e inclusivamente queriam-me atirar às baleias para servir de jantar. Só que mandaram-me para aqui de forma a morrer lentamente. Para que sofra da mesma forma que os outros sofreram com a perda do seu companheiro.

- Isso é muito grave - concluiu um espantado Luisim. Dioguim estava boquiaberto.

Foi nesta altura que a Morsa se retirou e enfiou-se novamente na sua gruta..

( continua dia 23....)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mubarak no Museu?

Faz amanha uma semana que Mubarak deixou o poder que detinha no Egipto há 32 anos. Após a queda do regime, foram muitos aqueles que quiseram saber onde estaria o antigo ditador e se estaria bem de saude. Todos menos o povo egipcio que está nas tintas para ele.

Sabemos que Mubarak vai procurar abrigo no Museu do Egipto e se colocar ao lado das grandes figuras do Cairo, quer pela positiva ou negativa.

Ao que apurámos nem todos os habitantes do Museu estão de acordo com esta decisão e para que o ditador seja definitivamente uma parte da História é necessário a aprovação da direcção do Museu. Esta é constituida por Ramses II, a eloquente mas desconfiada Cleopatra e Tutankhamon. Pensamos que em relação a Ramses II o voto é sempre influenciada pela sua mulher Nefertiti. É preciso uma maioria absoluta, ou seja as três grande figuras da História têm de estar em consenso. No que toca aos homens não há qualquer entrave e a entrada de Mubarak iria reforçar o poder ditatorial mas também o aumento da masculinidade. É por causa deste ponto que a ditadora dos tempos antigos e sempre independente Cleopatra é contra a entrada do Leão de África. E a entrada de uma figura mais nova iria certamente por em causa a ambição da egipcia em ficar responsável pelo Museu após a segunda morte de Tutankhamon e Ramses II. Além da enorme vontade em permanecer para sempre no coração dos egipcios. De Nefertiti trataria Cleopatra mais tarde ao lhe aplicar a cicuta.

Perante a teimosia da mais vil das mulheres, Mubarak dificilmente ficará na História do Egipto até porque apesar dos herois de outrora também terem sido ditadores, o ex-presidente não goza de popularidade dentro de portas.

Se a votação não sofrer um revés de ultima hora, o mais certo é Hosni Mubarak procurar um lugar na História noutro museu. Talvez europeu ou americano.

Tema III : Queda do Governo

És a FAVOR ou CONTRA a queda do governo?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Assembleia de Pinguins - O primeiro contacto XXVII

(...)

Sem saber o que fazer perante aquela voz grossa, os dois amigos mantiveram-se quietos e calados à espera que a Morsa desse o primeiro passo e fosse ter com eles. Enquanto os pinguins falavam sobre quem iria ser o corajoso. Mas tal não foi preciso já que nesse preciso momento um vulto enorme apareceu frente aos penguzan. A sombra metia medo a Luisim que estava de costas e apenas deu para identificar uns enormes dentes afiados e muito compridos. Ficaram cheios de medo e sem saber o que fazer perante tal monstruosidade..... Agarraram-se um ao outro temendo pelas suas vidas.

- Quem são vocês? e o que fazem na minha toca? Aliás como descobriram este local secreto? - rosnou a Morsa...

- Bemmmm................apenas viemos por curiosidade......que grande! - atirou de imediato Dioguim.

-Vamos embora Dioguim! Este local não é seguro - sugeriu Luisim.

- Ahahahaha, mas vocês pensam que chegam aqui, à minha casa e se vão embora assim sem mais nem menos? - ameaçou a Morsa.

Neste momento, todos os membros que fazem parte do Pinguim tremeram. Em ambos!. Sentiram que não saíriam dali vivos e iriam servir para o jantar do grande animal que estava perante eles.

- Bem, sabe como é....ouvimos dizer umas coisas sobre si...... é que nós estamos com uns problemas na nossa tribo e necessitamos de alguém que possa unir os nossos amigos - disse com coragem Luisim.

- É verdade, sabemos que a Grande Morsa é especialista em unir povos, isto para além de em tempos ter sido uma Grande Sábia aqui nestas Ilhas. - rematou Dioguim.

Agora, o medo tinha dado lugar à coragem de enfrentar aquele monstro e sentiam que a Morsa havia sido em tempos alguém muito respeitada dentro daquelas ilhas mas algo acontecera para que o Grande Animal se refugiasse na ultima ilha do arquipélago como tivesse sido castigada.

- A sério? Quem disse isso? E vocês são quem? Não me lembro de vos ter visto lá em baixo...vieram recentemente para cá? - perguntou com curiosidade a Morsa.

- Chegámos à pouco, devido ao aquecimento global tivemos de sair da Antártida e escolhemos um sitio mais quente para nos instalarmos. É precisamente por isto que a nossa população está dividida. Os de Esquerda querem regressar ao habitat natural mas como é a Direita que manda ficamos aqui. Aliás, as decisões são todas tomadas em Assembleia, porque gostamos muito da democracia.

- Bem, politica e joguinhos de influências não é comigo, para além que a minha reputação já não é a mesma. Enfiaram-me neste buraquinho e daqui não posso sair até ao resto das minhas vidas. - disse com tristeza a Morsa.

- Então porquê? - perguntaram os dois jovens em uníssono

( continua dia 18...)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Bloco Velho

No debate quinzenal da semana passada, o BE apresentou uma Moção de Censura. Todos se recordarão das palavras de José Manuel Pureza que afirmou peremptoriamente que não iria apoiar uma moçã do PCP para dar o governo à direita.
Antes, no rescaldo das eleições presidenciais o lider bloquista veio afirmar que o CDS e PSD já estavam de facas afiadas pelo poder. Ora, então porque apresenta o bloco uma moção? para meter no governo quem? .....
Pior do que tudo isto é Francisco Louça afirmar que o PSD está a ajudar o governo ao abster-se na votação da moção logo no dia 10 de Março.
Entre as palavras dos dirigentes bloquistas não se encontra o minimo de seriedade nem coerência politica, visto quem está a provocar a instabilidade é o próprio Bloco que não consegue ter uma linha de rumo porque simplesmente parece ter perdido palco. E já se esqueceram que estiveram ao lado do PS nas Presidenciais?
Isto tudo só tem uma explicação : a liderança e a linguagem bloquista está velha e gasta. Há mais dez anos como lider Louçâ deveria dar lugar a outro sob pena de arrumar de vez o partido. E não é de estranhar a saida de alguns dirigentes bloquistas.
Em tudo na vida é preciso mudança e se o BE não muda de liderança, politica, discurso radical que num tempo de crise não é aceitável porque as pessoas querem estabilidade e não propangandismo politico; pode correr o sério risco de ser "esquecido",visto que é um partido que necessita ainda de maior implantação para ter capacidade de renovação no futuro.
O que se tem passado nos ultimos dias é uma tentativa desesperada de aparecer após um retumbante fracasso nas legislativas de 2009 e nas ultimas presidenciais.
E os portugueses não gostam de instabilidade e não se esquecem de quem a provocou....

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

8.1 - A preparação

Não se pense que os descobrimentos nasceram de um dia para o outro e que a vontade de Portugal se fazer ao mar foi devido a uma ideia de génio de qualquer rei português.

Após a Reconquista, D.Dinis interessou-se pelo comércio externo e era necessário arranjar meios para que este chegasse a Lisboa. Também com o intuito de defender o país dos actos de pirataria muçulmana, o Rei nomeou em 1317 Manuel Pessanha como o primeiro almirante da frota real. Nascia assim a Marinha Portuguesa. Era igualmente necessário explorar e encontrar outras alternativas de forma a criar fontes de rendimento.

Mas foi o sob o reinado de D.Afonso IV que se iniciaram as primeiras explorações maritimas, tendo acontecido em 1341 a primeira ocupação portuguesa. Foi nas Ilhas Canárias que o primeiro pedaço de terra conquistado pela bandeira portuguesa foi devolvido aos espanhois, pois em 1344 o Reino de Castela disputou-as. O rei português não contente protestou junto do Papa Clemente V mas em vão já que no acordo entre as dois países foi Castela quem venceu. Estava dado o sinal da ambição portuguesa.

Em 1386 é assinado o Tratado de Windsor que permite aos mercadores portugueses pescarem em terras inglesas. E um pouco por todo o país se vão estabelecendo mercadores com vista a lançarem a ancora o mais depressa possível.

Estes foram alguns episódios que antecederam o verdadeiro inicio dos descobrimentos.

Foi com a conquista de Ceuta, na qual falaremos no próximo capítulo, que a aventura começou....

(continua dia 28 : Conquista de Ceuta)

Tahrir, o Marquês de lá

Depois da queda do regime, os manifestantes egipcios prometeram acabar com os protestos e voltar para casa. A sexta feira era a excepção até à implantação da prometida democracia.
Agora na Praça mais famosa do Mundo, os protestos deram orgiem à propaganda politica.

Na praça da Libertação, ainda continuam alguns egipcios acampados como se estivessem num concerto de Rock à espera do seu artista. Mas não, sentam-se no asfalto para que as promessas cumpridas não sejam esquecidas, mesmo que isso implique o uso da força por parte da regressada polícia do Cairo. Outros esperam angariar militantes para que o partido possa concorrer às primeiras eleições livres após o regime de Hosni Mubarak.

Vão-se ensaiando os primeiros discursos políticos e apontando caminhos diversos. As discussões giram em torno de quem tomará conta do país no futuro. Será que a Irmandade Muçulmana é um factor de instabilidade? Uns dizem que sim mas outros confiam nos Irmãos.

Mas ainda há quem continue de bandeira ao alto a celebrar o ar de liberdade. Pelo menos será assim nos próximos 33 dias....

Todos esperam na Praça a chegada da democracia. E enquanto ela não chega há que começar a preparar o futuro...

Apesar da multidão continuar no centro da cidade à espera das ultimas novidades; sim porque qualquer acontecimento terá de passar pela aprovação dos manifestantes quer os militares queiram ou não, porque é por isso que as pessoas ainda não regressaram definitivamente a sua casa; há um factor de liberdade que se nota : o trânsito caótico regressou.......

Era bom que o Marquês de Pombal também fosse assim...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sporting Clube do Cairo

Qualquer semelhança entre aquilo que se passa no Sporting e no Cairo é motivo de reflexão.

Ambas as instituições ( Sporting e Cidade do Cairo) estão num profundo embaraço e desorganização que não tem solução à vista, pelo menos no futuro imediato.

Começemos então pelo clube de Alvalade.

Desde já, sou benfiquista apaixonado e portanto as minhas palavras não serão de gozo mas sim de preocupação. Não me importando com o queda de um rival até porque um Sporting forte faz falta ao futebol português.

Sem duvida que a situação do Sporting não é a melhor. Primeiro foi Bettencourt, agora Costinha e mais Couceiro e Paulo Sérgio. Toda a estrutura montada pelo actual presidente num espaço de um ano ficou desfeita em apenas dois meses. É obvio que com novo elenco directivo Couceiro e Paulo Sérgio abandonarão o clube no final da temporada. E mais uma vez o chorrilho de candidatos ao trono não augura um bom futuro, porque este deveria passar por uma solução de unidade e não por multiplas candidaturas que irão dividir um clube que tem espaços de opinião demasiado para um clube de futebol. Tal como vai acontecer no Cairo com o surgimento de multiplas facções que poderão originar ainda mais instabilidade.

A constituição de vários nucleos leoninos é claramente uma solução negativa numa equipa que deve ser gerida apenas por duas ou três pessoas.

A bomba de Costinha esta semana é a repetição de um episódio já visto por Alvalade. Quem não se lembra da saida caricata de Ricardo Sá Pinto. E num clube que tem apenas 30 mil sócios e o estádio vazio como gerar receitas? Não deviam os dirigentes sportinguistas estar mais perto dos sócios e "imitar" Luis Filipe Vieira e Pinto da Costa que constantemente percorrem as casas dos respectivos emblemas por esse país fora?

Desde José Roquette que o Sporting tem vivido sob uma aristocracia, e muito lembram alguns opositores que o poder é constantemente transmitido. À semelhança do que aconteceu no Egipto e na maioria dos países árabes que volvidos estes anos todos estão a sentir a revolta do povo. O problema é que em Alvalade a população anda muito calminha.....

Alvalade e Cairo são duas localidades que têm o futuro incerto

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mulheres XXXVI

Elizabeth Banks

72 Horas de rara Beleza

Bandeira do Egipto

A bandeira do Egipto foi adoptada a 4 de Outubro de 1984.

A faixa vermelha simboliza a história do país.

A cor preta significa a Revolução de 1952 que permitiu a deposição do Rei Faruk I e que representou a implantação da Republica.

O escudo é um simbolo da paz no Egipto desde a guerra dos 6 dias.

O Simbolo central representa a Águia de Saladino.

Haverá espaço para uma faixa representando a revolução de 11 de Fevereiro de 2011?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Assembleia de Pinguins - A Guerra XXVII

(...)

Na Ilha Minguim a noite acalmou as manifestações e o clima de ansiedade que durante o dia marcaram o dia-a-dia dos Penguzan. De facto, a situação não estava fácil e havia quem sugerisse a saída imediata de Zéguim. Era uma realidade que grande parte das pessoas não estavam satisfeitas com o que tinha acontecido a um dos seus membros. A baleia Assassina ainda estava bem presente na memória de todos e os pinguins como eram um povo um pouco medroso, receava o regresso da Orca. Apenas os surfistas se aventuravam na praia de Waiko Beach porque o resto pouco ou nada se metia na águam, e quando o fazia era sempre de forma rápida.

O desejo de voltar para a Antártida era enorme até porque o clima das Ilhas Caçola não era o mais apreciado pela população. Circulava o rumor que um certo grupo de pinguins se estaria a organizar para voltar ao antigo habitat. Não era costume nos pinguins fazerem grupinhos, quando estavam em tribos nunca se separavam.

Foi quando estavam todos a dormir que o ataque dos Rocker à ilha aconteceu. Duas dezenas de setas foram atiradas por uns megas arcos e flechas. Mas não só. Também algumas bolas de fogo vieram da ilha do lado......

No dia seguinte de manhâ, ao acordarem, os penguzan ficaram boquiabertos com o que acabavam de ver.....

Milhares de setas estavam espalhadas pela ilha, mas não tinham feito nenhuma vítima mortal e havia duas casas destruídas. Todos se reuniram à volta dos objectos e a comentar quem teria feito aquilo....

Os Rocker tinham iniciado uma guerra com os seus vizinhos.....

(continua dia 16...)

Free Egipt

É com agrado que registamos este momento histórico

O dia do "Presidente das Caldas"

Cumprimento o meu motorista. Abre-me a porta do carro. Chego à Câmara Municipal. Bebo café e… vamos trabalhar.

Primeiro ponto: Sobre esta Associação de Apoio ao Sem Abrigo, “De volta a casa”. Considerando que não pagam a renda, então: rua com eles. Andam a dar refeições a 80 pessoas por dia, de certeza absoluta que “nem todos precisam”. Estes tipos são tolos deviam era vender jóias, se assim fosse pagavam a renda a tempo e horas, e ainda ganhavam dinheiro.

Segundo ponto: Fiscalização da habitação no “meu” município… Vamos almoçar.

Resultado: 7 feridos e 3 mortos. 3 pessoas mortas

Então mas a Autarquia não é o meio de grande proximidade aos eleitores? E para uma Câmara tão pequena é compreensível uma falha na fiscalização? As Caldas da Rainha fazem parte da UE? Eu respondo: Pelo vistos não, óbviamente que não, e infelizmente não!

Pela altura em que um Ministro deixou cair uma ponte, ouvi o Presidente dizer que no tempo do Cavaco Silva, isto era suficiente para um político de estatura apresentar por sua iniciativa a demissão. Pois é, eu tomei nota…

Infelizmente eu sei bem o quão ilegal, inseguro e pouco digno é a a realidade da habitação para quem tem menos meios económicos. Infelizmente eu e milhares de jovens… e muitos outros, emigrantes, idosos. Também sei bem como respondem os políticos: vamos almoçar.

 

 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Leão d´África não caiu....

O Leão de África fez uma declaração a confirmar que não sairá do seu posto
As condições no Egipto já não são as melhores e todos sabemos que quando o povo se une em torno de um objectivo, consegue alcançar.

Os protestos continuarão na rua até que Mubarak saia definitivamente e não vá realizando operações de fachada : Alterou uns artigos da Constituição.....!! e transferiu o poder para o Vice-Presidente mas continua a dormir no Palácio Presidencial.

Têm agora a palavra a população ( irão continuar em protesto até Setembro?) , os militares e os Estados Unidos que falharam na sua previsão deste ir acontecer História.

A História continua a ter um nome : Hosni Mubarak

A corrida para derrubar o Governo

Acabaram as Presidenciais, mas parece que estamos outra vez em pré-pré-pré-pré campanha eleitoral para as legislativas que não sabemos quando se irão realizar....

Pior será quando no próximo dia 9 de Março o Presidente da Republica tomar posse. Nesse dia abre a caça ao Governo, estando todos os partidos preparados para arranjarem uma forma de mandarem Socrates ir dar uma volta. Senão vejamos

O PSD como maior partido da oposição abriu o caminho da histeria. Usou a entrada do FMI em Portugal como desculpa, mas como agora os homens maus já não devem vir a Portugal, há que arranjar uma muleta. E essa chama-se PCP..... Se eles têm a iniciativa porque não aproveitar? Cairá neles a responsabilidade de uma eventual crise politica. Mas os sociais democratas sabem esperar e vão certamente ficar na expectativa.

Quem anda com uma enorme sede de poder é Portas e o PP. Nem os resultados das Presidenciais estavam fechados e já no Caldas se cantava vitória. Castigou-se o governo veementemente e no dia a seguinte, o mesmo protagonista quis fazer uma aliança pré eleitoral com o PSD. Os laranjas recusaram mas nem tudo foi mau já que o PPM aceitou o repto. São os centristas os mais desejosos de poder e querem desde já lembrar a Passos Coelho que existem. Não vá ele se esquecer se tiver uma maioria absoluta.....

O grande animador da corrida ao derrube vai ser o PCP. Já abriu as hostilidades dizendo que vai apresentar uma moção de censura ao governo. Desta vez o povo ficou entusiasmado porque parece que a Direita se quer juntar aos comunistas, mesmo tendo ideologias e caminhos diferentes.....

Mas são os comunistas a chave da questão, estando Socrates dependente do "momento adequado" da apresentação da dita moção.

Os outros dois protagonistas vão ficar a ver o que se vai passar. O BE como não quer a Direita no governo ( então mas nós somos governados por quem??) não irá certamente apoiar a proposta dos seus inimigos e velhos rivais comunistas.

O Presidente da Republica dará o tiro de partida daqui a dois meses e ficará sentado em Belém quietinho mesmo que vete um ou dois diplomas. Coisa normal num PR.....

Com tudo isto a acontecer, não percebo porque andam os portugueses descontentes com tanta animação politica...

Quem sairá vencedor nesta maratona?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Figuras da Década : Lady Gaga (13)

Stefani Joanine Angelina Germanotta ou para os amigos e fas simplesmente Lady Gaga.

É esta que dizem ser a herdeira de Madonna? Para aqueles que não gostam do estilo, musica, videoclip ou simplesmente da pessoa estamos perante a maior aberração da musica nos ultimos 30 anos. Ao contrário, outros idolatram esta cantora norte-americana que tem levado ao rubro milhões de pessoas sobretudo os mais jovens.

Não foi por acaso que a antiga diva teve influência em Lady Gaga. Muito se discutiu a sua forma de aparecer em palco mas a verdade é que os seus concertos encheram e foi um caso de sucesso mundial, chegando ao ponto da Revista Time a incluir num lote de 100 pessoas mais influentes do Mundo em 2010.

Quanto aos Singles, destaque para "paparazzi", " Poker Face" e "Just Dance", na melhor fase desta cantora pop que foi o seu inicio. Apesar disso os seus videoclips pareciam filme de Stanley Kubrick.

Mais recentemente lançou "Alejandro" e "Bad Romance" que mostraram a decadência da sua musica.

Goste-se ou não, o sucesso de Gaga é uma evidência e certamente que fará muito furor no futuro visto que estamos perante uma jovem com muito potencial.

Assembleia de Pinguins - A gruta XXVI

(...)

Fazendo o tradicional jogo do papel, tesoura e pedra, os visitantes da Ilha Misteriosa tiraram desta forma à sorte quem iria entrar em primeiro lugar na gruta. Luisim foi à tesoura e Dioguim meteu papel..... Teve ser este a fazer as honras da gruta.

- Estás preparado? - perguntou Luisim a Dioguim.

- Não há de ser nada. À primeira ameaça de ataque fugimos e marcamos ponto de encontro na nossa ilha.

- De acordo.

Os dois entraram na gruta escura. Havia um caminho e ao fundo havia uma enorme claridade. Deviam estar perto do esconderijo da Morsa. Finalmente haviam chegado à luz. Uma pequena abertura na rocha dava as boas vindas a quem quisesse visitar este local misterioso.

Os penguzan entraram numa pequena sala. Ali estava um grande cadeirão, que supostamente serviria de poiso para a Morsa, uma enorme mesa com animais mortos faziam a refeição do animal, entre outros objectos mais ou menos pessoais.

Ao longe, outra abertura dava acesso a mais compartimentos da gruta. Deveriam ser ali os aposentos da Morsa.

Luisim e Dioguim à medida que se aproximavam do local, ouviram um cantarolar. Era a morsa.

Foi neste momento que os dois tremeram....

( continua dia 11...)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Obama ao sabor do vento...

A Administração Obama teve com a crise no Egipto o seu primeiro grande teste a nível internacional.
Barack Obama prometeu diálogo e não usar a força nem se imiscuir nos assuntos internos dos Estados......
Neste caso, toda a administração norte-americana conduziu mal o processo, tendo tido as suas posições consoante os acontecimentos no Cairo. Desde o primeiro dia que pediu uma transição democrática imediata mas ressalvando a bondade de Mubarak, mas agora já afirma a necessidade do actual Presidente Egipcio ficar até Setembro.....
É publico e notório que os Estados Unidos possuem interesses no Egipto : o petróleo e o garante da estabilidade de Israel são assuntos demasiado importantes para os Estados Unidos forçarem o Egipto a quer que seja e muito menos exigir que Hosni Mubarak deixe o poder.
Estratégia ou falta de experiência em questões internacionais?
Uma coisa é certa, os EUA não se vão precipitar e muito provavelmente a sua actuação passará por breves discursos que não terão nenhum efeito no lado árabe, mas veremos se Obama e companhia deixarão o mais populoso país árabe cair nas mãos da Irmandade Muçulmana. Não acredito que deixe por muito que sejam os discursos de mudança do então candidato a Presidente dos Estados Unidos

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Regresso dos Coldplay

De forma a comemorar o regresso dos Colplay em Portugal marcado para dia 7 de Julho de 2011 na edição deste ano do Optimus Alive, vamos colocar videoclips das musicas do grupo de Chris Martin.
Iremos igualmente fazer uma sondagem para escolhermos a melhor musica e também o album mais in.
Assim, todos os sábados iremos ter um videoclip do grupo e na página do blogue no facebook http://www.facebook.com/?ref=home#!/pages/Olhar-Direito/160789243961242 ; recorrentemente iremos colocar o videoclip de todas as musicas.

UE: Uniao Europeia das Regiões Parte XII

Há muito que não falamos na União Europeia por estes lados. Assim, e depois de propormos o Bilhete de Identidade Europeu vimos tentar resolver a crise financeira, social e politica que a União mais antiga do mundo atravessa.
A ideia era criar não uma federação, mas uma espécie de regionalização na Europa. Assim os países do Sul, dos Balcâs, de Leste, da Europa do Norte gelada e do Centro poderiam-se unir e transformar as preocupações individuais num colectivo regional. Assim existia maior solidariedade porque a actuação só se resumia a cada região. por exemplo, sempre que um país do Sul da Europa passasse por dificuldades, haveriam de ser os países que constituíssem a Região Sul responsáveis por ajudar essa mesma nação.
Talvez com esta solução, evitava-se algumas soluções radicais e que os países mais fortes tivessem um ascendente sobre os mais debeis, que é o que acontece neste momento na actual União Europeia. Muito provavel com este novo desenho, a moeda seria mais forte e só existia liberdade de circulação de pessoas, serviços e mercadorias dentro dos países que compunham a região. Poderia combater a imigração ilegal e o terrorismo.
Poderíamos chamar a União das Federações Europeias, mas sempre preservando as constituições de cada Estado, que é o que não acontece no actual figurino.
Era uma forma de evitar que o poder caísse nos países mais fortes numa Europa cada vez mais dividia. Até porque os interesses e problemas das nações de Leste não são de certo os mesmos que os do Norte.....
Os lideres europeus deveriam pensar em todas as soluções para nos fazer sair do estado em que o Velho Continente se encontra.
Inclusive esta!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

OLHAR A SEMANA - A CRISE COMO FACTOR DE COESÃO

1- As crises servem para unir. Parece ser o que a presente crise financeira e económica está a conseguir na União Europeia. De facto, os países europeus foram avançando, alegremente, de tratado em tratado, sem medirem correctamente as consequências e os efeitos. Para uns, tratava-se de alargar mercados para escoar os respectivos produtos; para outros, era angariar fundos para garantir o "desenvolvimento". O alargamento a leste, na sequência da "queda do muro", promeveu um visão de democraticidade abrangente dos Urais ao Atlântico. A moeda única garantiu uma aparente consistência e robustez financeira. Um bloco unido de 500 milhões de habitantes, prometendo dar cartas na geopolítica mundial. Nada mais ilusório. Faltaram mecanismos para controlar crises financeiras. O Euro pôde ser atacado, impunenemente, na primeira crise. A economia real não se compadece com modelos teóricos. A integração de políticas não funciona sem um poder central forte. Os egoísmos nacionalistas existem para além da União. O desenvolvimento dos países do sul era puro despesismo. O alargamento foi rápido demais, sem adequadas medidas políticas e sem controle financeiro correctivo. A Europa tinha, afinal, pés de barro.
2 - Há mais de 20 anos que os países do norte despejam dinheiro nos cofres do sul, esperando uma harmonização económica. Esqueceram-se de fazer a harmonização cultural. Os países do norte, luteranos e empreendedores, tem uma noção de cumprimento dos compromissos que não coincide com a dos países do sul. No norte acumula-se riqueza. No sul gasta-se. O norte cumpre. No sul ninguém se destaca por cumprir a palavra ou satisfazer as obrigaçãoes assumidas. No norte os contratos são sagrados e elogiam-se os cumpridores. No sul são respeitados os que conseguem aldrabar, fugir ao fisco, tornear a lei. Não passa pela cabeça dos habitantes da Alemanha ou da Suécia que a Grécia, a Espanha, a Itália e Portugal se comprometam a ter um limite de 3% de défice das contas públicas e depois atinjam, alegremente, os 7 e 8%. Não lhes passa pela cabeça que os Fundos Comunitários sirvam para comprar Ferraris, iates de luxo e garantir reformas aos 55 anos, como acontecia na Grécia. Faltou, em absoluto, a harmonização cultural. Essa , sim, era essencial. 3 - Foi preciso uma crise financeira mundial para os países do norte entenderam esta verdade óbvia. Uma verdade que foi sendo mascarada pela comités de Bruxelas, mais interessados em se auto-justificar, do que em fiscalizar efectivamente a União. De facto, desde o agudizar da crise, assistimos ao verberar de ameaças da senhora Merkl e da França (estas mais veladas do que reais). A hipótese de expulsão da zona Euro e, quiçá, da UE, foi lançada, num esticar de corda que só contribui para adensar ainda mais a crise. Depois de muitos dislates, só ontem foram anunciadas medidas que, a serem aprovadas, implicarão harmonização da idade da reforma aos 67 anos; aumentos salariais não indexados à inflacção; harmonização dos impostos sobre empresas em toda a zona euro; e a exigência de adendas constitucionais, em cada estado, no sentido tornar inconstitucional um défice público superior ao previsto pela União. Estas e outras medidas são condição sine qua non para cedência de fundos para combater a crise estrutural actual. Finalmente, parece haver coragem para impor medidas que vão mais fundo na perda de soberania dos vários países da União. Finalmente, dão-se passos decisivos para a harmonização cultural e social dos estados da Europa. Bom será que sejam acompanhadas de medidas de fiscalização e punição exemplares. Se assim fôr, a crise poderá ser benéfica para consolidar a União. Servirá para juntar e não para separar. A crise será um factor de coesão e sairemos reforçados como bloco social e económico. Jorge Pinheiro

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Assembleia de Pinguins - Quem vai à frente? XXV

(...)
Chegados à Ilha Misteriosa, Luisim e Dioguim depararam-se com uma paisagem deveras assustadora. Já fazia escuro e a praia estava coberta por umas árvores enormes que impediam a passagem para o centro. Sendo ainda jovens e com pouca estaleca, a primeira sensação foi de receio e medo. Os dois amigos não se queriam aventurar por aquela floresta e naquela hora reclamavam a presença de um adulto para iniciar as investigações.

- Quem vai à frente? - Perguntou Luisim a Dioguim...

- Bem, sendo que tu és mais velho, concedo-te essa honra. - disse de imediato Dioguim.

- Mas são os mais novos que têm de sofrer as consequências - replicou de imediato Luisim

- Bem, assim sendo vamos os dois e que o Mestre nos ajude .

Os dois comparsas entraram pela floresta escura e silenciosa. Não havia qualquer barulho, nem de uma simples formiga. No meio daquele pantanal, havia sinais de um caminho. Notava-se que as arvores haviam sido tocadas por algum ser que possuisse uma força monstruosa.

- Olha estas arvores parece terem sido movidas por uma força monstruosa..... - avisou Luisim.

- É este o caminho que leva ao esconderijo da Morsa de certeza..... - concluiu Dioguim.

No meio da travessia, ainda pisaram alguns lagartos e um seres viscosos e nojentos que pensariam ser uma espécie de cobra. E eles que pensavam que apenas existiam animais marinhos naquelas ilhas. Puro engano! Havia repteis de variadissimas espécies, mas não se conhecia a existência de crocodilos.

Cumprido a quase totalidade do caminho, os dois companheiros depararam-se com uma enorme gruta, que por sinal estava iluminada. Tinham chegado ao destino, era ali a casa da morsa.

Perante a enorme pedra, os pinguins tinham desta vez de escolher entre eles quem iria à frente, pois isso significava ser o primeiro a enfrentar a temivel morsa.

Aqui tiraram á sorte, e não havia lugar à realização de uma Assembleia para escolher o corajoso...

( continua dia 9)

Innaharda, Ehna Kullina Misryeen

The title of this post is a transliteration of Arabic aimed at English-speakers. I am told it means "Today, we are all Egyptians." Watching the protests in Egypt descend into violence, especially seeing video from the BBC and CNN of pro-democracy protesters clashing with agents of the authoritarian status quo in one of Cairo's most important open spaces near its center of government reminds me of an incident from my own nation's history. It is a reminder that democracy is rarely achieved without paying a cost in blood.

In Boston on March 5, 1770, a young man named Edward Gerrish, who was the apprentice of a wig maker, confronted a British soldier, Captain John Goldfinch, near Goldfinch's post guarding the customs house. Gerrish said that Goldfinch had not settled up his bill with Gerrish's master. In fact, Captain Goldfinch's account was good, so he ignored the request for money. Gerrish came back later with some friends and renewed the claim that Goldfinch owed money. A low-ranking British soldier named "Private White" then hit Gerrish, either with his fist or the butt of his rifle. One of Gerrish's friends tried to retaliate, and a fistfight broke out between the civilians and the redcoats.

The fight grew, and attracted the attention of both Bostonians who were already upset enough that there were active-duty military troops in Boston to collect taxes, and the soldiers who felt their paramount duty was to keep the peace. One of Goldfinch's superiors sent a squadron of eight soldiers with fixed bayonets in to the growing fight to try and regain control of a chaotic situation. This did not work, as the crowd responded to the escalation of force from the redcoats by throwing so many snowballs at them that they could not advance to join the other soldiers.

They also taunted the British soldiers as having no right to be in the colonies and said that they should go back to England where they belonged. While crudely expressed in the riot, this mirrored an argument made by patriot leaders like Samuel Adams, who had publicly denounced King George's government for putting a standing army in the peaceful civilian city of Boston. Characteristically, the troops remained stoically silent in response to the jeers of the crowd, but it is hard to imagine that being accused of acting lawlessly had no emotional effect on the soldiers.

Then, a few people in the crowd produced clubs and began physically attacking the relief soldiers. The soldiers responded by using the butts of their rifles to club back, and the situation deteriorated into a general melee. Someone -- it does not seem likely to have been the commander of the relief troops -- shouted "fire!" and five of the soldiers fired their rifles into the crowd. We know that it was at least five, because five people died, three of them instantly. These are thought to be the first casualties of the American Revolution.

After the shots were fired, the crowd sobered up quickly, many running away in panic. The next day, the military commanders withdrew troops from the area to barracks, waiting for the mood of the town to die down. The growing patriot movement, however, was not content to allow the situation to end, and pressed for murder charges to be filed against the soldiers who had used their rifles on the crowd.

It is doubtful that any legal action would have been taken if it were not for Paul Revere. Americans celebrate Paul Revere for his famous "midnight ride" from Boston to Lexington in 1775, alerting people along the way that British troops were moving to secure a cache of small arms and cannon stored in a depot inland. But Revere's biggest contribution to the cause of independence was his creation of a colored woodcut depicting what came to be known as the "Boston Massacre," showing in graphic detail (and with a little editorial license) the moment of March 5, 1770, when the redcoats opened fire on the rioting colonists. Revere's illustration was reprinted, first in newspapers in Boston and over the course of several days, in papers from Quebec to Augusta, and eventually found its way to London. The graphic illustration of a line of British soldiers firing their rifles into a crowd of unarmed American colonists outraged nearly everyone who saw it.

This raised pressure on the government, which agreed to allow the prosecution of murder charges against the soldiers. By itself, this was a significant concession -- the colonial government was admitting that there was a possibility that the soldiers had acted unlawfully. Public sentiment against them was very high and they had to be confined for their own safety during the trial. It appeared that convictions were a foregone conclusion.

That was when John Adams, the man who later would be the second President of the United States, stepped in. He volunteered to defend the soldiers at no cost. He was already a prominent citizen of Boston and was identified with the patriot movement -- which at the time did not want formal independence from England but rather what we would today call "local autonomy." John Adams and his cousin Samuel Adams had a bitter falling-out over the first man's offer to defend the soldiers in the high-pressure trial. The firey patriot Samuel Adams said that this was a betrayal of the cause of freedom; the future President said that the reasons the colonists wanted independence was to free themselves from the lawless actions of the government, so their first duty must be to ensure the rule of law, and that required that the defendants be able to present the best legal defenses to the charges against them that the evidence would support.

In the trial, argued that the confusion of the fight, the initiation of violence by civilians against the soldiers, and the simple fact that the soldiers were being physically attacked all meant that they had the right to defend themselves from immediate attack. Adams put the blame solidly on King George for having sent a standing army to be stationed amongst civilians in the first place -- Adams said that if this incident had not happened, then something else very much like it would inevitably have happened. The fault, he argued, lay not with the soldiers but with the orders they had been given from London.

The defense worked. Of the eight soldiers who were charged with murder, six were acquitted and two convicted only of manslaughter because of their own admissions that they had fired their rifles directly into the crowd. Adams reduced the sentence for these two by invoking the ancient rule of "benefit of the clergy," by having the two soldiers in question demonstrate that they could read from the Bible. While this looks like sort of a cheap trick to modern eyes, it also helped demonstrate the very frivolity of that ancient and outmoded rule -- these men were obviously not priests but soldiers. Nevertheless, Adams' maneuver reduced their sentence from death to a branding of their thumbs. All eight defendants were sent home to England alive.

Along the way, Adams risked a substantial loss of political standing for defending these very unpopular men, and doing so vigorously. It took him some time to recover from many of his friends and clients turning against him in retaliation for having taken the case, and Adams was very sensitive about public approval to begin with. But history has vindicated the lawyer over the brewer. John Adams' defense of the soldiers in the Boston Massacre trial is a powerful example of a man putting principle first, above even his own politics. He made it clear that he believed the soldiers should go home, too, and that the King had no legal right to have stationed the soldiers there in the first place -- but even if George Hanover would not respect the rule of law in London, John Adams would respect the rule of law in Boston, and so should the jury.

Adams demonstrated in the trial that even the military was subject to the rule of law, and that the law demanded that even the King could be criticized in court with impunity if the rule of law were to be upheld. He showed the world that the King's policy of having active-duty troops in a civilian city to maintain order and collect taxes was very bad idea indeed and a legitimate cause for grievance by the colonists against the King. And in so doing, he ensured that the deaths of the five civilians would culminate in the independence of the United States of America and the founding of a Constitutional republic on the western shores of the Atlantic.

Whether a similar result can be achieved on the banks of the Nile in 2011 remains to be seen. Sadly, not all nations can experience velvet revolutions and Egypt will look more like the former colony of Massachusetts than the former Czechoslovakia in that now, the blood of martyrs has watered the tree of liberty. Let us hope that the tree flowers and blossoms, without need of any further nutrition.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Olhar Direito no Jornal Publico

Estes foram os dois artigos que recentemente apareceram no Jornal Publico na rubrica "Blogues em papel". Aqui estão os links

http://olhardireito.blogspot.com/2011/01/que-quer-ele.html

http://olhardireito.blogspot.com/2011/01/os-boicotes.html

Entrevista a Raquel Ochoa

Olhar Direito 1- De todos os romances que escreveu qual o seu favorito? e porquê?

Raquel Ochoa

Só escrevi um romance, “A Casa-Comboio, os outros são o “Vento dos Outros”, uma crónica de viagens à América do Sul, e uma biografia – “Bana Uma Vida a Cantar Cabo Verde”. Não tenho nenhum preferido exactamente por isso, são todos muito diferentes, cada um de um género literário distinto. Talvez tenha uma relação mais íntima com “O Vento dos Outros”, escrevi-o na primeira pessoa, é um relato de algo que me aconteceu.

Olhar Direito
2-Acha que a escrever é mais um hobby pessoal ou pode ser considerado uma profissão?
Raquel Ochoa

Há quem se tenha profissionalizado na escrita, os repórteres, os jornalistas, e até muitos dos escritores. Mas acho que os escritores têm sempre a sensação de serem amadores a fazer o que fazem. Quando perdem essa insegurança e passam a escrever mecanicamente, lá está, “profissionalmente”, o “je ne sais quoi”, a magia da sua escrita tende a perder-se. O que não quer dizer, claro, que não se seja profissional, ou seja, que não se trabalhe com ética profissional.

Olhar Direito

3-Pensa que as personagens principais dos livros devem ser um auto retrato do autor? Sim e Nao? e porque?

Raquel Ochoa

Muitas vezes são-no, muitas outras não. Não há fórmulas, creio eu. As personagens à partida, devem ser alguém que o autor conhece muito bem, daí a tendência para escrevermos sobre nós ou sobre os que nos são próximos. Mas há personagens fantásticos, que dão enciclopédias inteiras e que na realidade só se cruzaram connosco uma vez na vida. E há outros que vêm do nosso inconsciente. Muitas vezes essas são as melhores.

Olhar Direito

4-Ao escrever um livro em que se baseia? No seu intimo? Na Natureza Humana? Na sociedade em que vivemos?

Raquel Ochoa

Nisso tudo, compilado com a única coisa que eu tenho de verdadeiramente original, a minha experiência. Ninguém viu no mundo (leia-se nesta vida) o que eu vi. Isso é o meu valor acrescentado. As minhas circunstâncias, o invólucro em que existo nesta vida. Há pessoas fascinantes, com percursos de vida inéditos e extraordinários que nunca contaram uma única história sua. Há pessoas perfeitamente banais que passam a vida a fazê-lo. Ao fim e ao cabo, no fim, tudo se resume a uma coisa: estar disponível para o narrar. Eu tenho sentido essa disponibilidade. Até ver…

Olhar Direito

5-Qual é o seu género literário favorito? e qual o escritor preferido?

Raquel Ochoa

Leio muitos ensaios, reportagens, romances. Há excelentes livros em todos os géneros, não tenho nenhum preferido, retiram-se sentimentos diferentes de todos os géneros. Também leio poesia, mas é por impulso, mais residual nos meus hábitos de leitura. Autores favoritos… José Gomes Ferreira, Cardoso Pires, Eça de Queiroz, Hermann Hess, gosto de ler os livros de Bruce Chatwin e dentro dos relatos de viagem de portugueses tenho a destacar os testemunhos de Fernando Nobre. Mas há tantos…

Olhar Direito

6-Pensa que estamos a atravessar uma fase em que "todos escrevem um livro". Não poderá isso fazer com que a qualidade dos livros seja pior? O que pensa deste tema.

Raquel Ochoa

A intemporalidade é a única juíza da qualidade. Há muitos livros sem interesse, é verdade, mas são interessantes para quem os compra. É muito mais importante educar-se a boa leitura, ou seja, explicar aos mais novos o que é um bom livro, do que revoltarmo-nos contra o mercado editorial para quem um livro tem um prazo de validade de venda de 15 dias. Parece que estamos a falar de laranjas… Qual quê, até as laranjas aturam mais na prateleira! Olhar Direito agradece a colaboração da escritora

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

a Historia em directo....

Hoje a hora do almoço deparei-me com o inicio da Guerra Civil no Egipto. Protestantes pró e anti Mubarak estão finalmente frente a frente na cidade do Cairo. Agora, não importa quando e se o Presidente vai sair do cargo. Isso é uma inevitabilidade, mas depois começarão novos confrontos para decidir quem fica com o poder.

É o começo de uma nova fase nesta "intifada".....

Assisti á entrada dos militares norte-americanos em Bagdad, hoje acordei com um guerra civil. Bons tempos em que a guerra nos entra pela casa dentro, sem termos de esperar pelo jornal do dia seguinte ou pelo telejornal das 20:00.

Também no Twitter estão a ser difundidas mensagens sobre os acontecimentos. É uma forma de participarmos nos acontecimentos...

Hoje fez-se História.....

Assembleia de Pinguins - A visita XXIV

(....)

Foi então que com a astúcia reconhecida aos Pinguins, Luisim e Dioguim nadaram até à Ilha Misteriosa com toda a força, desafiando todos os perigos. Nem os animais mais fortes se atreveram em qualquer circunstância a se aproximarem da costa, quanto mais entrar nela. Mas para os dois jovens não havia nada que os demovesse de meter o nariz onde não eram chamados, como é óbvio esta visita foi efectuada à revelia dos progenitores. Com os seus dentes mortiferos, a morsa dava cabo de qualquer pinguim em dois tempos. Esta incursão iria mudar o rumo da história naquela ilha.....

Entretanto, na Ilha Minguim o clima ainda era de tensão pelo facto de estar iminente uma cisão ou uma guerra civil. Era notório que havia descontentamento pelas decisões tomadas pelo lider tribal e desde que a Esquerda começou as criticas, existiram sinais de uma revolução e destituir pela primeira vez na história um chefe pela força do povo. Pela primeira vez também, o Sábios Pinguins não estavam unidos.......

Para isso também contribuiu o facto de Zéguim não ter executado o Pinguim Malhado devido à sua traição. Mas o lider espiritual foi sempre uma pessoa moderada, daí que tivesse optado pela extradição.

As reuniões esquerdistas eram cada vez mais frequentes e mais numerosas, chegando ao ponto dos pinguins se refrescarem em lados opostos da ilha. A divisão na ilha era cada vez mais evidente e isso preocupava os seus lideres. Também se falava muito nesta situação fora da ilha e os rocker também se preparavam para aproveitar as fragilidades vizinhas....

(continua dia 4...)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Esta Irmandade acabou....

Primeiro a Tunisia. O ditador Ben Ali foi retirado do poder à força pelo povo. Agora é o Egipto que está em sobressalto, apesar das promessas de Mubarak a população não sai da rua e não o irá fazer até que Hosni saia do país. Mas ele disse que "morrerá no Egipto". Hoje foi a vez da Jordânia ser confrontada com manifestações e nem a mudança do Primeiro-Ministro serviu para acalmar as hostes.

Apesar da população querer a democracia, é crível que estejamos perante um novo Irão, e isso é o que todos querem evitar ( Estados Unidos e Israel à cabeça). Das duas uma, ou o efeito domino se alastra para uma democracia que demorará tempo a ser implantada, ou então estamos perante um perigo iminente do alastrar do radicalismo islâmico aos países do Norte de África.

O futuro politico destes países recairá sobre uma das opções referidas, mas é certo que a Revolução está em marcha. Demorará cerca de dez anos e a limpeza será feita. Resta saber quantos inocentes pagarão a factura e se haverá intervenção militar nos países em transformação.

Desta vez o inimigo não é a América nem o Ocidente.....Pela primeira vez, o alvo a abater é o próprio radicalismo islâmico que é nepotista, corrupto e arrogante disfarçada com eleições fraudulentos em que a oposição é simplesmente silenciada.

A Irmandade das ditaduras e monarquias baseadas no dinheiro vindo do petróleo tem os dias contados.

Afinal o povo árabe tem força e quer mudanças. Quer ter as mesmas oportunidades que os ocidentais e usufruir totalmente da palavra "liberdade".

Muito mais haveria para dizer, mas de certeza que teremos forçosamente de voltar a falar neste assunto

Para maior enquadramento : http://olhardireito.blogspot.com/2011/01/o-povo-quer-mais.html

Viver em Moscovo votar na Finlandia

Se na Russia está fechado, vá votar na Finlandia.

Isto aconteceu aos emigrantes residentes em Moscovo, que não puderam votar na Russia pelo facto dos serviços da embaixada estarem fechados. Sugeriram que fossem exercer o seu direito.........na Finlandia!

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=243537

E quem paga a viagem?

A fama e os holofotes

Esta palavra está enraizada no jovem português. A procura da fama a qualquer custo tem-se tornado um objectivo de vida para a nossa juventude.
Mas isto não é só culpa daqueles que sonham, mas principalmente dos progenitores. São os próprios pais que incitam os seus filhos a procurarem uma carreira fora da Universidade ou dos estudos.
Como dizia e bem um conhecido sociológo, os pais já não querem que os filhos tenham uma profissão mas sim um passatempo que não só ajuda os filhos mas também os progenitores a ter melhores condições de vida. No fundo, existe um egoísmo por parte dos pais que utilizam o filho para satisfazer necessidades suas.
Basta mostrar o corpo ou dar uns pontapés no esférico que a subida é fácil. Não tem custos e não tem de haver por parte de quem educa a preocupação de perder tempo.....
Talvez porque o jovem acredite pouco em si mas também por achar que existem poucas oportunidades de trabalho, mas o esforço e a vontade é cada vez menor. Depois quando o sonho de uma vida de fama e sucesso não passa disso mesmo acontecem desgraças com consequências trágicas.
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