domingo, 11 de dezembro de 2011

Olhar a Semana - A Pen vai para Bruxelas

Esta semana muito se falou da Europa, do futuro do Euro, da crise da União Europeia e da situação de Portugal.
Com a tão esperada cimeira do tudo ou nada a dominar a agenda informativa e opinativa, ficámos com a confirmação que a nossa soberania terá de ser partilhada com Bruxelas segundo a Lei de Merkozy.
Das medidas anunciadas e que não tiveram o apoio do Reino Unido salta à vista a imposição de um limite constitucional da dívida pública situada nos 0,5 %. Digamos que é uma medida impossível de cumprir e que será violada por todos. Alemanha incluido.

A mais gravosa e que será alvo de grande discussão a nivel interno é o facto dos Orçamentos de cada país terem que ser inspeccionados minuciosamente por Bruxelas antes de serem aprovados nos Parlamentos Nacionais. O que quer dizer que em caso de governos de maioria relativa, o Partido na oposição terá obrigatoriamente que votar a favor do diploma, porque Bruxelas assim o decidiu. O mesmo vale se lá em cima rejeitaram o proposto pelo Governo. Ora, a discussão em torno do OE e as medidas alternativas que serão propostas acabarão por ser desnecessário porque já estará tudo decidido quando a pen estiver em Lisboa. Após o OK ou a nega de Bruxelas tudo o resto será mero formalismo. Acaba-se assim com o jogo democrático e a especulação que estes momentos trazem à vida política portuguesa.

Estamos assim perante uma enorme perda de soberania ou de alguma autonomia financeira, ainda não sei bem qual delas é que descreve melhor a situação que teremos de enfrentar num futuro muito próximo, já que o clâ Merkozy promete alterações ao tratado já para Março.

Assim, e perante o cenário colocado, o melhor é enviar um email para Bruxelas em vez de inserir tudo na Pen.

6 comentários:

Pedro Coimbra disse...

Uma sugestão deveras pertinente.
Boa semana!!

Fatyly disse...

e ao inserir tudo na Pen ou enviar um email há que ter cuidado e sinceramente já começo a duvidar das contas públicas com erros atrás de erros, porque são gravissimos aos olhos de quem agora manda em nós, como as noticias de hoje:

Juros de 390 milhões contabilizados duas vezes no Orçamento - outra vez? antes foi 300 milhões e agora novamente este erro? Brincamos?

Instituto (Segurança Social) notificou trabalhadores independentes isentos e vai agora corrigir a situação. - Exigem a cobrança com medidas graves como penhoras e afinal não deviam nada?????

Nunca mais acaba esta saga? o que é feito à pressa...sai sempre asneira!

Pois pelo que dizes...as medidas alternativas que serão propostas acabarão por ser desnecessário...claro só podia, e nada melhor que um parlamento a uma só voz, melhor dizendo "obediência cega e cheia de incertezas e inseguranças onde já não há espaço para mais nada, democraticamente falando, a não ser para o governo"...

Salazar voltou? vou arregaçar as mangas!

Até Março muita água vai correr debaixo da ponte!!!

expressodalinha disse...

O problema de não se ter caminhado explicitamente para o federalismo, é que agora perdemos autonomia, soberania e democracia.

Francisco Castelo Branco disse...

mas com o federalismo também acontecia.
talvez até a nivel politico

expressodalinha disse...

ENTÃO MAS ISTO NÃO É PIOR?!NÃO É A NÍVEL POLÍTICO.?

Francisco Castelo Branco disse...

Acho que não.
O importante é criar regras mais fortes e que sejam aplicadas consistentemente.

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