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domingo, 4 de dezembro de 2011

Olhar a Semana - Ainda há esperança?

A entrevista do Primeiro-Ministro dada à SIC foi um momento na vida nacional em que os portugueses esperavam que o chefe de governo dissesse algo de novo que pudesse trazer alguma boa disposição a este povo tão triste e descrente. Um caminho, um rumo ou mesmo uma nova esperança. Estando o país real descrente e sem confiança, era de esperar que na Quarta Feira viessem sinais claros de São Bento, e ainda por cima depois do pior orçamento de Estado dos ultimos 30 anos ter sido aprovado. Apesar dos sinais positivos e de algumas mudanças relativamente ao seu antecessor, o sentimento que paira no ar é de pouca esperança. Ao ler a blogosfera e ouvir os comentadores que também já deviam ter sido substituídos, nota-se que a crença neste Portugal é cada vez menor, e nem a troca de chefe de governo serviu para acalentar as esperanças que o caminho seguido é o correcto. Não sei se tem a ver com este PM em particular, mas há um sentimento generalizado que isto não vai lá. Seja com Coelhos, Seguros ou Ratos. Não se percebe como é que um país que teve dois actos eleitorais em 2011 está cada vez mais triste e apático. Se calhar é porque as decisões não dependem dos nossos máximos representantes. A situação na Grécia e Itália também não ajudam ao levantar do moral das tropas nacionais. A questão de fica ou sai do Euro é outra incógnita para os portugueses. Uma coisa é certa, quase seis meses depois do país ter mudado de governo parece que o sentimento de desânimo continua o mesmo que há muito reina na "Ocidental praia lusitana".

11 comentários:

Fatyly disse...

Como é que é? Há uma enorme diferença entre este post e o post de "Há que estar preparado para tudo", que respondi o que respondi e não vou transcrever novamente, mantendo-o na integra!

A entrevista foi cópia de outras tantas do passado...e pela conjuntura europeia PPC e PP nunca deveriam ter prometido o que não sabiam se tinham (saber sabiam, mas tiveram a postura do faz de conta), porque a meu ver quem votou (tirando os partidátios) foi para derrubar Sócrates e burros...fizeram pela pior via ao darem uma maioria a quem deram, que eu acho que foi uma minoria vergonhosa e quem venceu nunca deveria atirar foguetes antes da festa!

Depois li tanta coisa que me deram vómitos, que se tinha cumprido os ideais de Sá Carneiro todos laranjas- 1º.ministro, PR e P da (des)UE...ai se ele fosse vivo e com o feitio que tinha bem que estariam todos fritos em azeite, olha quem, um homem com uma visão soberba...daí o terem tirado de cena bem cedo!

Sou portuguesa Made in Angola, jamais fui, sou ou serei triste, esperança claro que tenho e sou extremamente sorridente para rir da própria m**** bem ao contrário dos da metrópole, que quando fiquei por cá eram cinzentões, tudo parecia mal, tudo corria mal e pior as lamúrias vinham mais do que tinham a barriga cheia.Mudaram sim senhora e hoje voltaram ao mesmo que já não suporto ouvi-los e falta de esperança enche barriga? Porque votaram? Há uns meses era impensável uma saída do euro, agora já é uma hipótese o que se saberá para a próxima semana...e porque raio esta obediência cega a dois "bonecos articulados" que conseguem impôr-se contra 25 ou vá lá contra 15? Algo está errado...

O desânimo já vem de longe porque as últimas governações têm sido tudo menos honestas e transparentes e onde a corrupção (não só de políticos) foi a maior pouca vergonha. O actual governo e os seus seguidores, pensavam que tinham a poção mágica mas afinal deram com o veneno da " maravilhosa dupla europeia". Em sessenta anos quase 61 já aprendi muito e a pôr uma couraça de indiferença e desvalorização numa de :não há nada na vida que não passe, é preciso encolher, encolhe-se, há uma folga então sim avança-se... e
se me tirarem a magra reforma...volto à estaca zero e começo de novo a construir o castelo que já se desmoronou por 3 vezes e esta será a 4ª porque volto a repetir as palavras de José Régio:

Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

e comigo e com os meus, que falamos muito e transmito-lhes esta postura de trabalho e ir à luta nem que seja a lavar escadas,a indústria farmaceutica não ganhará um tusto com anti-depressivos:)

Fatyly disse...

mas agora...já irão arrebitar com o Fado, com o esgotar numa luta aparvalhada para comparem bilhetes para o Rok-in-Rio (ai o meu Bruce que vem cá mas eu não irei se ele quiser que venha aqui a casa :)) com a Selecção de Futebol a jogar contra uma muralha do caneco...e se perdem...lá voltam ao cinzento. APREEEE!!!!

expressodalinha disse...

Penso que o PM deu a entrevista para alertar os portugueses para o que der e vier. Não era esperança que ele queria transmitir, mas realismo. Um realismo que está por inteiro nas mãos da Europa/Alemanha. A cimeira de 8 e 9 parece ser decisiva (será?) E foi isso que ele veio dizer. Alertar para o pior.

Francisco Castelo Branco disse...

cara fatyly

eu neste post apenas quero mostrar o sentimento de várias pessoas após a entrevista do PM.
nada tem a ver com a minha opinião sobre a entrevista.
Essa expressei-a nesse post.

Agora que a descrença se mantêm após os alertas do PM, isso é verdade

Francisco Castelo Branco disse...

Ao contrário daquilo que eu esperava, a entrevista não foi animadora para o país nem trouxe a esperança

Expressodalinha

as cimeiras são todas decisivas, mas nenhuma chega a um consenso a um caminho.
Isto quer dizer muita coisa.
uns querem as eurobonds, outros nem por isso..
Aonde ficamos?

Em lado nenhum. Iremos passar o ano nesta incerteza.

daga disse...

o "desânimo" e a "apatia" derivam, na minha opinião, precisamente da impotência que os portugueses sentem nos seus "máximos representantes"... nada podem fazer, têm de cumprir as regras da europa e, por isso, não vale a pena "espernear" porque, por enquanto, não há outra solução... e os "grandes" da Europa tb não parecem nada seguros nas suas decisões...

Fernando Vasconcelos disse...

Francisco no que me diz respeito - e estou à vontade para dizer isto porque nem sequer considero o PPC um líder à altura dos acontecimentos - o problema é que em toda a Europa não há ninguém melhor que ele. São todos iguais ou ainda piores, Merckl e sarkhozy incluídos. Comparar estes a ex-primeiros de França e de Alemanha é anedota. Isto para lhe dizer que provavelmente a nossa tristeza não é tanto interna mas mais externa. Porque de disparate em disparate da chanceller e do seu esquizofrénico "roberto" ... Sabe acho que se PPC fosse francês ou alemão paradoxalmente estaríamos bem melhores, pelo menos reconheço nele algumas pontas por onde pegar, já nos outros dois personagens só mesmo para anúncios do Licor Beirão e mesmo assim ficam piores que o Futre.

Francisco Castelo Branco disse...

Sem duvida, Chirac e Schroeder eram muito melhores

PPC tem muitas qualidades, mas tal como Socrates está amarrado ao eixo franco-alemao. Estamos todos. Hoje vai haver novo encontro

Fernando Vasconcelos disse...

O problema não está no eixo ... está na qualidade dos que o governam que é muito mas muito má. Nem sequer sei se se qualificam como governantes. PPC seria certamente muito melhor, pelo menos tem alguma coisa na cabeça para além da vontade politica de ser re-eleito, acho eu. E como digo estou à vontade para dizer isso porque nem o considerei a melhor alternativa, mas embora com erros estes meses têm para mim demonstrado que pelo menos tem um rumo, uma ideia. Como já lhe disse também acho que é pena que não a saiba ou queira comunicar. Isso seria fundamental para precisamente nos tirar do "buraco" emocional ... tão relevante como o financeiro. Comunicação é tudo, senão vejam-se os discursos do Churchil por exemplo, ou do Kennedy. Só por eles mudaram muita coisa. São necessários sinais desses. São desses sinais que Merckl e Sarkhozy são incapazes porque do alto do seu ego não vêm nada para além dos números irrelevantes que os seus consultores económicos e políticos lhes debitam e que (coitados) lhes podem causar danos eleitorais. É aí que está o mal desta europa, nesta espécie de lideres pseudo competentes e incapazes de mobilizar, incapazes de verem para além do que é óbvio incapazes de baterem na mesa e dizerem tem de haver uma outra solução ... Os bonecos articulados de que fala a Fatyly conseguem-se impor porque todos os demais infelizmente são tão bonecos quanto eles ... Relativamente a PPC tenho como dizia ainda a esperança que assim não seja, veremos ...

Francisco Castelo Branco disse...

Quanto à reeleição, acho que se fosse por aí ele não tinha arriscado logo no corte dos subsidios até porque não estava no memorando da troika.
É natural que um PM governe a pensar em duas legislaturas, mal seria se um governo durasse só 4 anos.


Quanto à comunicação concordo consigo. É obvio que a mensagem não passa, mas quem quer estar atento e ouvir dizer que o seu subsidio vai ser cortado? ou que os impostos vão aumentar?
Na minha opiniao, o facto dele ter vindo a publico anunciar os cortes é de coragem e de uma grande atitude nunca antes vista em qualquer PM.
Ele sabe qual o caminho mas tem duvidas que a coisa resulte, mas por factores externos e nao internos. Por isso é que ele disse que é necessário estar preparado para tudo, no que toca à continuidade de Portugal no Euro.

Oxalá Sarkozy e Merkel percam as eleiçoes no ano que vem. Estes encontros a dois já começa a chatear.

Francisco Castelo Branco disse...

Curioso é verificar que tanto Passos como Seguro defendem as Eurobonds, mas como um está no poder mudou de opiniao, o outro estando na oposição mantêm o discurso.

curioso é verificar como se comportaria se estivesse no governo

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