quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

o ano politico : Mudanças na continuidade II

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Chegámos ao Verão com um novo governo, a troika bem instalada no nosso país e com um futuro negro à nossa frente. O país não pôde respirar de alívio a saídad e Socrates porque logo depois da eleição de Passos Coelho veio uma má noticia : o governo iria introduzir um novo imposto extraordinário sobre parte do subsídio de Natal. Não estava no memorando da troika, mas isso não interessa nada. O que era preciso era entrar a cortar porque a troika estava cá e queria resultados imediatos.

Entretanto o PS mudou para um lider Seguro mas que brevemente dará à Costa porque é assim que acontece a todos os lideres na oposição, mesmo assim ainda vai dando bons contributos para a resolução da crise. Sem férias para a malta porque a vida está cara, o Governo anunciou medidas para entreter os portugueses e levá-los também a praticar medidas de austeridade. Nada de viagens em executiva e no Ministério da Agricultura ninguém usa gravata porque faz calor e gasta electricidade. Com isto se vão poupando uns cêntimos ao Estado. Quanto a medidas de corte na despesa nada e para relançar a economia também zero.

Foi um Verão diferente porque a malta não pode ir de férias porque não tem dinheiro, e fica a saber que no Natal também não há férias ou presentes para a criançada. Assim se alcança o principio da igualdade.

O Orçamento de Estado para 2012 foi anunciado e o país entrou em depressão. Se é que já não estava. Desta vez o corte foi total : não há subsídios para ninguém nas férias e no Natal, pelo que o melhor nestas alturas é todos ficarem a trabalhar porque o país precisa de produzir, até porque já se começava a discutir o fim de alguns feriados que fizeram de Portugal aquilo que ele hoje é.

Com a aprovação do OE 2012 começaram a surgir as primeiras manifestações de enorme proporção. De lá saíram os indignados, os sindicatos, o pessoal que gosta de ir curtir para as manifs e todos aqueles que estão revoltados não se sabe muito bem com o quê. O país parou na greve geral que juntou os dois lideres políticos que mais longevidade têm na nossa democracia. Nem os dinossauros autárquicos estão há tanto tempo em posição de influência. A greve foi o mesmo de sempre, números contraditórios e a promessa que a luta vai continuar.

Para distrair os portugueses pelo facto de não terem este ano dinheirinho para as megacompras, veio a questão dos feriados. O governo quer acabar com dois dias para que a malta trabalhe. O pior é que os republicanos e os monárquicos exigem descanso nas datas históricas porque é bom estar sempre a lembrar o passado heróico. E não estar a pensar no presente e futuro catastrófico que o belo Portugal tem e vai ter. A falta de auto-estima é tanta que a discussão em torno dos feriados durou dias e dias e mais dias. Foi preciso entrar a Leopoldina e a Popota para que as pessoas entrassem no espirito natalício, mas mesmo estas já estão diferentes e bem mais comedidas nos preços baixos. A troika não deixa.

No meio destes acontecimentos, Alberto João voltou a ganhar na Ilha mas desta vez sem maioria absoluta dos votos. Todos criticam Jardim mas este leva sempre a melhor. Mesmo que por uma margem mínima.

Antes das celebrações natalícias e da festa de passagem para um ano "horribilis", a Europa reuniu-se numa cimeira do tudo ou nada, mas em que se decidiu "nada", para assim continuar na incerteza.

"Há que estar preparado para tudo" - dizem em uníssono os habitantes da Terra.

2 comentários:

expressodalinha disse...

Decidiu-se que o UK saía... O que é péssimo.

Fatyly disse...

Há muito que deveriamos ter saido ou melhor nunca deveriamos ter entrado...mas foram no engodo e...lamentações e "malhar no ceguinho" para quê?

Não adianta nada, porque ninguém nos dá ouvidos e nem querem saber da opinião do povo, querem sim manter o que é deles e o resto é paisagem.

Nenhum ser humano está preparado para tudo, mas na hora H encontra sempre uma porta de saída!

Para já digo a uma certa camada de incompetentes: que se lixem e que sejam bem lixados!

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