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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As Ultimas de Bagdad

Hoje os soldados norte-americanos guardaram a bandeira dos EUA que estava hasteada em Bagdad. Este foi o ultimo acto antes da partida definitiva e da entrega da soberania total aos iraquianos. Já antes Obama foi dar aquele abraço às tropas estacionadas naquela zona do globo.
A promessa foi cumprida, e os Estados Unidos deixam o Iraque em condições de ser governado por si próprios. Nove anos depois, a Guerra no Golfo terminou e para sempre, porque o principal objectivo está cumprido : Saddam não volta.
Mais de 4500 soldados norte-americanos morreram e cem mil iraquianos perderam a vida no seu próprio país sem saberem porquê.

A Guerra no Iraque iniciada por W.Bush em 2003 não teve o efeito desejado : encontrar armas de destruição massiva. Esse falhanço foi recompensada pela captura e morte de um dos inimigos dos Estados Unidos. Apesar disso, muitos consideraram esta guerra fora do objectivo final : a luta contra o terrorismo. Se o Iraque era uma ameaça à segurança mundial, então que dizer do Irão.
Talvez por seu pai não ter conseguido destruir Saddam, W.Bush pensasse que ao eliminar o ditador poderia ser melhor que o pai. A guerra no Iraque correu mal e foi a partir daí que o terrorismo aumentou. Sejamos ou não a favor da guerra esta é uma verdade la paliciana.
Não teria o povo iraquiano força suficiente para derrubar o ditador? Não sabemos, mas a realidade é que se a Primavera Árabe tivesse chegado a Bagdad talvez se tivessem evitado sofrimentos familiares. Se os restantes povos árabes tiveram coragem para enfrentar lideres temidos (por ex Kadafi), não haveria razão para que o povo iraquiano não conseguisse também derrubar Hussein. Afinal a força do povo é bastante superior que as leis ditatoriais.
Se W.Bush tivesse esperado 9 anos...............

terá valido a pena tanto sangue?

4 comentários:

Fatyly disse...

Quando li a notícia fiquei muito feliz, por ambas as partes, mas o actual presidente OBAMA prometeu e cumpriu, ao contrário de muitos presidentes do mundo.Que regressem em paz, porque quer de um lado, quer do outro morreram muitos inocentes, mas ao se pôr um FIM a uma guerra é sempre muito bom!

Não sei se o povo irariano ao revoltar-se teria o apoio da NATO conforme os líbios tiveram. Hummm!

"A força de um povo é de facto bastante superior às leis sejam ditatoriais ou não" mas para conseguirem prevalecer, houve, há e haverá sempre vitimas a lamentar.

olha FCB já vivi esse filme no "antanho":) e na actual realidade europeia... já o vi mais longe, porque andam "Bushs" em demasia!

Pedro Coimbra disse...

Claro e directo - Não!

MCB disse...

Caro Francisco,

Ainda estamos muito "em cima" do acontecimento para poder analisar a História com objectividade. Mas, ainda assim, deixo duas questões para reflexão:

a) Pressupondo que a "primavera árabe" é, de facto, uma revolta dos povos em busca de regimes democráticos (o que não tenho por certo), será que a mudança forçada de regime no Iraque não foi o acontecimento que, na verdade, serviu de génese (como efeito dominó) à revolta árabe?

b) Será que a chamada "primavera árabe", sob a capa de revolta em busca de democracia, não irá ter como consequência, a médio / longo prazo, a tomada do poder por partidos fundamentalistas islâmicos (pensar no que se está a passar no Egipto, Líbia, Tunísia...).

Fica para reflexão.

Um abraço,

MCB

daga disse...

Também penso que não valeu a pena e que a não intervenção na soberania alheia (que os EUA defendem para si) é sempre preferível a qualquer conflito armado.

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