terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sinal Mais

A actuação do governo social-democrata/democrata-cristão/troika tem sido muito positivo nestes primeiros meses. Agarrados a um programa troikiano exigente e duro, o executivo liderado por Passos Coelho tem cumprido com o prometido, mesmo que isso signifique o corte e o benefício de muitos direitos que os cidadãos têm direito. Apesar das medidas impostas, ninguém pode acusar o Primeiro-Ministro de não cumprir. Já na campanha eleitoral o então candidato a PM chamava a atenção para a necessidade de se mudar de vida. Chegado ao governo, começou a cortar em parte do subsidio de natal. Mais tarde e após a elaboração do OE 2012, Passos acabou definitivamente com dois subsídios que também são objecto de discussão na nossa vida política. Concordamos ou não com as medidas o estilo do actual PM é bem diferente dos seus antecessores, e não estou a referir-me só a Socrates. Também incluo Durão, Guterres e um pouco Cavaco. Convenhamos que Passos Coelho se assemelha mais ao estilo de Cavaco Silva, mas com menos dinheiro. É de louvar o facto de ter dado a cara na apresentação do OE para 2012. Outros refugiavam-se nos Ministros das Finanças. É de saudar o facto de Passos Coelho e Vitor Gaspar não prometerem que este é o ultimo pacote de austeridade. O melhor é preparar a população para mais buracos inesperados.... Quanto ao discurso é bastante positivo o facto de Passos Coelho não recorrer ao insulto nem à demagogia, mas isso parece ter acabado na nossa vida parlamentar. Perante tudo isto, a actuação do governo quanto à forma está a correr muito bem. Merece um sinal mais desta casa.

8 comentários:

expressodalinha disse...

Eu acho que ele está a cumprir "bem demais".

Francisco Castelo Branco disse...

bem demais? como assim?

expressodalinha disse...

Ultrapassa os mais "troikianos"!

Francisco Castelo Branco disse...

Ainda bem que assim é. Tem perfeita noção das dificuldades

Fernando Vasconcelos disse...

Não se pode acusar de não estar a fazer o que prometeu, mas tecnicamente já cometeu pelo menos um erro porque a medida anunciada dos cortes dos 13 e 14 mês com limites fixos em vez de progressivos são incompreensíveis e geradores de injustiças - mesmo não discutindo a sua necessidade. Falta ainda bom senso na comunicação porque é claro que esta pergunta que aqui coloco poderá estar na mente de muitos visados. que alguém me explique porque é que ganhando 950€ mantém um dos subsídios e ganhando apenas mais uns meros €100 o perde totalmente? Nunca ouviram falar em escalões progressivos ou percentagens ? Expliquem por favor a justiça relativa desta execução porque sinceramente escapa-me. Desculpa-me Francisco mas este é um erro básico e grave técnico e/ou de comunicação. E mais ainda no âmbito dos erros faltou claramente anunciar os cortes nos privilégios. Irrelevante economicamente é verdade mas importantíssimo como forma de credibilizar e de fazer passar a mensagem. Sinal mais? Diria que mais ou menos ... E falta ainda explicar o que querem efectivamente fazer ao SNS e à Segurança Social. Efectivamente não com declarações de intenção. Ou seja qual é a politica que preconizam, para onde querem ir ... é isso que espero ouvir.

Fatyly disse...

além de subscrever o comentário de Fernando Vasconcelos...volto à carga: onde está a explicação e a respectiva penalização da origem dos buracos que constantemente aparecem?
Há muito, mas muito dinheiro escondido assim como muitas coisas que convém que não se saiba...

A juntar a isto os debates televisivos deveriam ser coerentes, sérios e feitos num palavreado menos elaborado de modo a que de uma vez por todas o povo entenda a mensagem. É para isso que serve uma RTP paga por todos nós em que as entrevistas são sempre contabilizadas ao segundo porque a seguir há um desafio de futebol ou novelas!

Para mim ainda é sinal +--

Francisco Castelo Branco disse...

Fernando

Quanto aos privilégios. Ouvi a semana passada dizer que iam legislar os salarios dos gestores publicos.
Quanto ao buraco, eu acho que as ultimas politicas socialistas dizem tudo.
Em relação à comunicação acho que tem razão, mas ele está lá para governar e não falar

Fernando Vasconcelos disse...

Como Francisco? está para governar e não para falar? Desculpe que lhe digue mas faz parte das funções de qualquer gestor incluindo as do primeiro gestor do país - o seu primeiro-ministro o ser capaz de comunicar as suas politicas. Tem de falar sim sr, e tem de nos saber convencer e motivar.Não é um mero tecnocrata. Essa noção que tudo é uam questão técnica como se a economia fosse uma ciência é uma falácia. A economia lida com seres humanos que têm de ser tratados como tal. Nas empresas em todos os manuais de gestão se explica isso - portanto nem sequer esta é uma teoria fora dos manuais de gestão, antes pelo contrário. Mas Francisco faltou o comentário à parte mais importante da minha critica e que se refere à taxação dos subsídios de forma não escalonada que é um erro de palmatória e que no minimo me deixa a pensar se chegaram efectivamente a pensar no assunto. Por fim salários dos gestores públicos? Agora? Francisco deveria ter sido antes além de que nem isso é o mais grave. Pensões, regalias de reformas acumuladas e conseguidas com 8 anos de trabalho, etc ... tudo isso antes de se pensar nos níveis salariais que é o que menos me importa. Porque esses ao menos são remuneração de trabalho os outros são benesses inconsequentes e que até estão erradas relativamente à politica de mobilidade e de flexibilidade laboral que defendem (e até eventualmente bem) para os demais ... comecem por eles então. estas duas partes eram fundamentais para realmente marcar a diferença. Volto a insistir sobre este ponto falta a este timoneiro que explique para onde quer levar o barco. O que me preocupa mesmo Francisco é que não estou seguro que ele saiba ...

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