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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O dia-a-dia do pessimismo nacional

O impacto da crise no nosso país é enorme, há muito que as pessoas foram contagiadas por sentimentos de tristeza e depressão.
Senão vejamos:
Basta caminhar na rua para que sejamos logo confrontados com o pessimismo nacional.
De manhâ, quando vamos comprar o jornal, temos a primeira queixa.
"Isto vai muito mal, é só desgraças" - diz o vendedor.

Mais tarde somos confrontados com a dura realidade ao lermos na capa do pasquim as notícias mais importantes. Estas confirmam os piores receios.

Já no autocarro ou no Metro, ficamos mal dispostos por aquilo que lemos. Mas não só. Durante a viagem a crise também é tema de conversa dos restantes passageiros.
"Agora é que vem aí a verdadeira tempestade" - diz um.
" Estamos nisto há séculos e não há maneira de isto andar para a frente"- apregoa o outro.

Saindo da estação, tomamos a nossa primeira refeição. Pedimos um café e um bolo.

O empregado sauda-nos não com um bom dia mas sim com o ....
"Isto vai mal hein??"
Ao que nós respondemos
"Pois"...
Por fim, lá chega o pedido mas como não há almoços grátis temos de pagar....
"É mais uma despesa" - atira o empregado...
Ao nos deslocarmos para o nosso trabalho, ouvimos os culpados pela crise falar do Estado da Nação, da responsabilidade, apontam-se soluções para sair da crise..... E ainda por cima está a chover.
A caminho encontramos um velho amigo, daqueles que já não vemos há muito tempo.
Em vez do tradicional "Estás bom", ou do "Há quanto tempo..."; recebemos um abraço mas...
"Então isto anda mal por estes lados. O melhor é mesmo ir para fora".
Nós nem sequer temos a possibilidade de responder, porque rapidamente o nosso velho e bom amigo desaparece entre a multidão.
Mas é no local de trabalho que a desilusão está instalada. Os colegas comentam as más notícias e olham para o futuro com o maior pessimismo possível. Nem mesmo a empresa se vai salvar da tempestade.
"Isto está muito mal, já não há volta a dar" , é o que se ouve.
"Agora é o principio do fim" - atira outro.
" A bancarrota está próxima" - replica mais outro.
E o pior é que aqueles que acreditam num futuro são olhados de lado e com desconfiança. Alguns são mesmo posto de parte.
As conversas não passam daqui durante o dia todo.
Terminando mais um dia de trabalho é tempo de ir para casa e estar com a familia. Mas nem aqui nos livramos da insatisfação.
Ao jantar somos bombardeados com notícias sobre a crise, o desemprego e tudo o que de pior vai no Mundo.
Assim a melhor parte do dia é aquela em que nos vamos deitar...... mas nem aí deixamos de ter pesadelos com a crise.

3 comentários:

Anónimo disse...

Motivos cívicos de força muito grande forçam-me a usar este meio para vincular este alerta,
Pode apagar esta mensagem, mas passe a informação das formas que desejar.

Por favor tome conhecimento do conteúdo deste blogue e defendam-se:
Recuse Contadores Inteligentes

Passe e repasse a informação junto dos vossos amigos e vizinhos, coloque imagem e link no seu blogue se desejar, é preciso que a verdade se saiba.
É que povo desinformado é povo enganado.
Obrigado

expressodalinha disse...

Mas o Ministro Álvaro disse que era o fim do príncipio (ou terá sido ao contrário).

Fatyly disse...

Não sou dada a esses pessismos porque não adianta por dois motivos:

1º.- não posso resolver nada porque estivemos, estamos e estaremos entregues à bicharada política
2º.- não quero e tudo faço para que nem eu e nem os meus entrem em depressões, porque os medicamentos são muito caros.
3º.- Podem depenar-me a reforma mas jamais em tempo algum me tiram o sorriso, a esperança e a vontade de lutar, ao ponto de me chamarem lírica...mas ainda bem que sempre fui assim e com algo acrescido que aprendi no teatro de guerra: nada materialista porque em minutos fica-se sem NADA!!

Mas digo-te que cada vez mais me sinto Angolana em vez de portuguesa onde aprendi a rir da própria m****

Claro que me preocupo com os meus, mas ajudo-os não em termos financeiros porque não posso, mas a ir buscar os netos, acompanhar se estiverem doentes, limpar-lhes a casa, passar a ferro, fazer recados, mas nunca não numa de "imporem" mas sim de "pedirem"!
Depois tenho a minha mãe com 82 anos. Caso contrário estaria a trabalhar por 485 euros.

Se falasses comigo verias que lamechices não é comigo, falo de tudo menos da crise e até agora não tive qualquer pesadelo - vão cortar? tudo vai subir? logo verei o que já vejo há anos e anos e se for preciso deixo de ter internet e se for preciso abato o meu carro e se for preciso acrescento água no feijão e se for preciso vou às traseiras dos hiper-mercados e peço o que vai para destruição e se for preciso enfrentar mais uma guerra, paciência, sim porque se houver será a 3ª e ironicamente tendo como na linha da frente a Alemanha, !

Lamento é que quem anda no gamanço e crime violento não seja PUNIDO DRASTICAMENTE e ainda vem para a rua tipo "garanhão"...mas às casas de quem deveriam ir não vão, porque será?

Que se lixe a crise, porque ninguém do actual governo explica/fala/ou diz o que referi, e todos os outros que discutem, que debatem, que comentam...mais parece os preparativos para a matança do porco!
Estive a ouvir a discussão do orçamento na AR, e acreditas que não vi uma explicação plausivel? ZERO!

Eu não sei nada e nem os políticos do mundo sabem o dia de amanhã, muito menos os paus-mandados portugueses! MInto...muitos sabem as contas: A Grécia mentiu, a Madeira mentiu, fala-se da Itália que...e concluo o que já há muito penso: todos da UE MENTIRAM e estamos cá para ver!

Xau e faz tudo para seres feliz...porque eu sou, mesmo por vezes com lágrimas de revolta !

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