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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Direito à greve, sim senhor?

Esta semana o país está a ser confrontado com uma série de greves dos transportes, ao mesmo tempo que na Assembleia da Republica é discutido e votado a proposta de Orçamento para 2012.
É raro nestes momentos de greve ouvir a população se indignar contra a falta de respeito que algumas empresas de transporte têm para com os seus cidadãos. Se a isto juntarmos o facto de existir um enorme buraco nas contas das mesmas empresas, então questionamos o porquê de não quererem trabalhar e ganhar alguns trocos.

É verdade que o direito à greve está constitucionalmente consagrada, mas não deixa de ser mentira que é necessário garantir os serviços mínimos indispensáveis para que a percentagem de prejuízo seja menor. Também diz na CRP 76 que "compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve". Todos sabemos que em Portugal não são os trabalhadores que definem fazer greve mas sim os sindicatos que muitas das vezes nem sequer ouvem os seus parceiros. E há muitos trabalhadores que querem ir trabalhar e nestas ocasiões são impedidos de o fazer.

A greve em Portugal tornou-se uma obsessão e uma espécie de conquista do 25 de Abril. Nos dias de hoje, faz pouco sentido falar em greve, até porque as consequências desta já não são os mesmos de há uns anos para cá. Os governos já não caem, as empresas não deixam de fechar e a população já começa a ficar um bocado farta de ver certos sectores da sociedade sem trabalhar.

E o pior é não poderem ir trabalhar porque há quem não o queira fazer.

1 comentário:

Fatyly disse...

é raro? não FCB este problema já é mais que velho do que eu sei lá, sei bem o que se passava, porque sempre andei na malfadada Linha de Sintra bem diferente da Linha de Cascais onde sempre tiveram uma rede de diversas camionetas.

Mais, sempre me indignei e como eu milhares porque as greves foram e ainda são marcadas depois da cobrança dos passes e ou módulos ou seja com os vencimentos assegurados(que nunca ganharam tão pouco como dizem)! Também não tinhamos carro!

Eu era obrigada a ir, pedir a justificação no Rossio pois caso contrário descontavam-me o dia!

A greve é um direito...mas no que toca aos transportes públicos sempre fui contra, porque nunca fizeram greve à cobrança de passes e bilhetes e raio que os parta!

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