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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Agora, escolha.

Este era o título de um programa de televisão, agora recuperado, que consistia na disponibilização ao espectador de dois blocos. Cada bloco tinha um serie. A serie mais votada, passaria, na íntegra, após as votações. Apresento-vos, então, o bloco A: Paulo Rangel e a discordância da "judialização da politica". No bloco B: Medina Carreira e o facto"desta gente que levou o País a esta situação não estar presa". Segundo Paulo Rangel seria mau que os responsáveis politicos fossem punidos judicialmente, à semelhança do que acontece na Islândia. Bem sei que, caso fossem objecto de um inquérito crime, teríamos que aferir das opções politicas de Durão Barroso e Ferreira Leite que, mau grado, tiveram implicações na má gestão dos dinheiros públicos. Segundo Medina Carreira, seria desde 2000, altura em que o Estado começou a ter um peso excessivo na economia, que os politicos deviam ser responsabilizados, judicialmente, pelos actos de gestão danosa de dinheiros públicos que nos levaram à actual situação. Ficamos, assim, perante uma escolha. Sem querer influenciar o leitor, adianto que o Código de Processo Penal, que prevê o crime de gestão danosa, é de aplicação geral e abstracta. A escolha, civica e politica, está em colocar em crise as opções (politicas) dos governantes dos últimos 11 anos, que tiveram impacto nas finanças públicas, e tentar investigar se essas opções foram parciais, do ponto de vista do interesse público, ou, ao invés, se tiveram como objectivo a satisfação de interesses exclusivamente privados. Claro está, a incompetência não é crime. Agora, colocar um País à beira da bancarrota, e, em simultâneo, aumentar os ganhos da banca, das construtoras, e de grandes grupos económicos, não é, certamente, incompetência. Permitir o fenómeno BPN, BPP, e as parcerias publico-privadas excessivamente onerosas para o Estado, a par de aumentos pré-eleitorais nos vencimentos da função pública e de regalias de gestores de empresas públicas que, ano após ano, apresentam prejuízos, não é incompetência. Transferir Ministros (Obras Públicas) para construtoras nacionais, que, já agora, detêm uma grande fatia das concessões e das parcerias que oneram o Estado, é, no mínimo, estranho. Como é estranho que um iletrado da confiança pessoal e politica do (ex) PM seja nomeado administrador da CGD e do BCP. Como é estranho as "Covas da Beira" e os "Freeports". Estes são fenómenos de má gestão. De desconfiança. São factos sinuosos, obscuros. Já vos disse como se aclaram as teorias, não disse? Agora, escolha.

4 comentários:

expressodalinha disse...

Uma coisa é corrupção, suborno,
etc, outra é má gestão ou gestão ruinosa. Provar o dolo é complicado. A negligência julgo que não é (nem pode) ser punida. POr isso vamos ficar na mesma. Não passa de demagogia.

Francisco Castelo Branco disse...

a negligência devia ser punida....

Fatyly disse...

Subscrevo inteiramente as palavras de expressodalinha que disse o que eu diria num longo texto por não saber ser sucinta.

FCB
a negligência não é de facto punida...mas sê negligente no privado e terás logo a folha feita!

expressodalinha disse...

Ah pois!

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