quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O esquizofrenismo de MST

MST, que merece a abreviatura, clamou sobre o fim das touradas na Catalunha. Não sei se saberia, mas o fim das touradas decorreu de uma votação no Parlamento, isto é, uma maioria votou esclarecidamente. Esclarecidamente porque, numa comissão criada para o efeito, académicos e profissionais depuseram no sentido do sofrimento que é exercido no touro durante a "festa brava" (expressão que, nos meus tempos, estava associada ao foró que teria com a gaja do 4.º andar se ela viesse fazer o tpc comigo). Ora, em função dos esclarecimentos, os deputados, eleitos democraticamente, votaram. O voto é o exercicio máximo da democracia. Alterou-se democraticamente a lei. Fim das touradas na Catalunha. Pois bem, eis que surge MST. Atenção: nunca vão falar em público numa das diversas situações abrangidas pelo artigo 257.º do Código Civil. Para MST, o boxe ou as lutas de carros também devem ser proibidas. Para MST, uma minoria pode fazer tudo aquilo que quer, desde que a maioria não assista. No boxe e nas lutas de carros, a igualdade é real, a vontade de participação é esclarecida e exercida por homens. Para MST os agressores sexuais, pedófilos, homicidas podem andar aí em desvario, desde que ninguém veja. Se virem, ao menos que vejam os que gostam, os que não gostam que virem a cara. É caso para dizer: Muco Só mesmo Tú, rapaz!

4 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

não há maior igualdade do que um homem a lutar contra o toiro em plena arena....

Só um sobrevive.

Muitas vezes morre o homem

S* disse...

Que opinião infeliz... o povo decidiu, está decidido. E eu fico muito feliz com mais um bocadinho de humanidade no mundo...

Joseph Lemos disse...

Mas toda a gente conhece esse "boca larga".
O homem não passa de um ignorante frustrado, mas isso vem mais ao de cima quando já emborcou uns quantos whiskeys.
O melhor é deixá-lo a falar sózinho e a masturbar-se na sua inconstância.

MCB disse...

A defesa da abolição das touradas tem por subjacente uma pretensa defesa do touro bravo face à brutalidade do homem.

Nesta narrativa, fica apenas por resolver uma pequena coisa: o touro bravo é o elemento essencial de uma tradição, à qual estão ligadas milhares de pessoas, com diversas funções. Como imaginarão, não existe um depósito de touros onde se os vai buscar com o propósito de meia dúzia de "selvagens" lhes enfiarem com umas bandarilhas, para o gaúdio de outros milhares de "selvagens" que assistem.

Pelo contrário, existem estruturas e pessoas dedicadas à criação e desenvolvimento do touro bravo, para que este possa nascer em liberdade e viver em liberdade. Como é natural, não é possível largar touros no Gerês ou em Monsanto para que ai se desenvolvam.

Ligados, portanto, à criação do touro estão ganaderos (criadores), campinos, veterinários, biólogos e um sem númerod e outras profissões, que dedicam a sua vida a este animal. Ou seja, pessoas que se interessam verdadeiramente por este animal e que fazem dele o centro das suas vidas.

Eu pergunto-me - para além do "pequeno" pormenor do que irá ser de toda esta gente que tem profissões ligadas à criação e desenvolvimento do Touro Bravo - se os abolicionistas já pensaram no que irá ser da própria raça do animal em causa. Raça essa, aliás, que hoje em dia se encontra confinada a Portugal, Espanha e Sul de França. Mantém-se um casal de Touros para guardar no Jardim Zoológico?

Outra coisa que questiono é o seguinte: será que os abolicionistas já se preocuparam em saber como vive e morre uma vaca de matadoro?

Parece-me a mim que a preocupação com o touro não é o que motiva a luta abolocionista. Se quisessem saber do animal para alguma coisa não poderiam deixar de procurar saber como nasce e como se desnevolve este animal, e do que é que esse nascimento e desenvolvimento depende. Como não poderiam deixar de apresentar soluções para o futuro da raça, no caso de as corridas de toiros serem, efectivamente, abolidas.

A luta dos abolocionistas nasce do facto de haver pessoas que olham para um tradição e não a entendem, não concebendo que possa haver quem a entende e admira. E, por isso, vá de proibir tudo, doa a quem doer - que, neste caso, é o próprio animal que, pretensamente, querem defender.

MCB

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