Etiquetas

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

CENÁRIOS DA CRISE

Há um cenário optimista que garante uma recessão em Portugal de 2,5%, em 2012. Um cenário optimista que penaliza os impostos directos e indirectos. O IVA vai aumentar. A “taxa extraordinária” vai tirar 50% no subsídio de Natal dos trabalhadores. O Código de Trabalho vai ser modificado para facilitar os despedimentos. O desemprego vai crescer. Os bens essenciais sobem em flecha. A Saúde vai ficar mais cara. A Educação cada vez mais na mesma. Este é o cenário optimista.
Mas há um cenário pessimista em que euro rebenta. A moeda perde o valor. Os bancos vão à falência. Os nossos depósitos (para quem os tem) virtualizam-se para sempre. Os certificados de aforro ficam bloqueados. A bolsa afunda-se. As máquinas ATM deixam de “dar” dinheiro. Os salários desaparecem. As reformas volatilizam-se. Um cenário pessimista de violência e tumultos. Um cenário em que morrer é uma excelente solução social.
Seja qual for o cenário, o que incomoda é que tudo se vai passar independentemente da nossa vontade, façamos o que fizermos. O que é estranho é que só depois da crise bater no fundo surgirão novas soluções. Soluções que nem sequer adivinhamos. O excesso de informação torna a situação ainda mais dolorosa. Contrariamente a outras crises históricas, esta é a primeira vez em que vemos a crise ao vivo e a cores. Uma crise em directo na televisão. Esta é a primeira vez em que antecipamos colectivamente o fim de um ciclo. Um cenário filosoficamente interessante…
Jorge Pinheiro

1 comentário:

daga disse...

volto a dizer: só filosoficamente... e isso é pouco :p

Share Button