quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Causas & Coisas - os "inhos"

No nosso bom Portugal, há a tendência de tratar tudo e todos por "inho".

Um dos melhores exemplos é a forma como nos cumprimentamos. Senão vejamos:

Então o senhor está bonzinho? -pergunta .

Nem por isso, estou bastante malzinho - responde o outro.
É sobretudo na mesa que se nota este hábito irritante de falar com os outros. Quem nunca teve de engolir o "queres arrozinho, meu filhinho?". A "sopinha estava boa?". "No fim queres um geladinho?". No fim disto tudo é natural que o sujeito objecto destas bombas tenha vontade de devolver tudo aquilo que consumiu durante a refeição, para além de nunca mais querer falar com a pessoa que o chateou durante aquele momento importante.
Nem no calão nos portamos como deve ser. Se repararem as palavras "parvinho" e "estupidinho" revelam a nossa falta de agressividade.

Mas é no amor que atingimos o pico do rídiculo, ao tratarmos a nossa cara metade por "amorzinho" ou "florzinha". Não há uma explicação lógica para isto acontecer, mas segundo alguns especialistas tem a ver com questões de natureza sentimental.

Há quem atribua a esta maneira de expressar à depressãozinha nacional que teima em não ir embora.

Mas atenção, é preciso não exagerar e passar do 8 para o 80 e não começar a falar como autênticos animais.

É preciso encontrar o equilibrio.

3 comentários:

daga disse...

pois isso é característica de um povo "piegas" que valoriza o "sentimentozinho" em detrimento da "razão"!
A língua reflecte a "alma" do povo - a língua inglesa não tem diminutivos, porque será?

Fatyly disse...

Sempre odiei os "inhos" e comigo e com os meus nunca houve essa "tragédia verbal à portuguesa"!

Toma lá um abraço sem "inho" por este post

expressodalinha disse...

Olha, a crisesinha vai benzinho? Então e um cafezinho?
Abracinho.

Share Button