terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ídolos das Gerações - O fim da voz aos 27

Recentemente, fomos surpreendidos com mais uma triste notícia de mais um ídolo dos nossos jovens (e não só), encontrado morto em casa.

Amy Winehouse, uma cantora de R&B, soul e jazz, morreu aos 27 anos, em circunstâncias ainda por esclarecer.

É do conhecimento geral, que este ídolo, dos tempos modernos, tinha vários problemas com álcool e drogas. Tendo sido, por diversas vezes, internado em clinicas de reabilitação, para toxicodependentes.

Mas, infelizmente, este caso é a repetição de muitos outros. Robert Johnson, Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Cobain, Elvis Presley, Sid Vicious são alguns exemplos de celebridades que marcaram gerações, por bons e maus motivos. E que, continuam a influenciar estilos musicais e fãs incondicionais.

Serão estes, os ídolos que os nossos jovens idolatram, choram, seguem e admiram?

Serão estes os melhores exemplos a seguir por parte de milhares de adolescentes, à procura de caminhos para o futuro e na idade tão critica, como é a adolescência, na qual as escolhas e opções, nesse período, feitas, podem condicionar o resto da vida?

Penso que seja bastante importante reflectir um pouco sobre este assunto. Não só na condição de pais, irmãos ou amigos, mas como também como cidadãos independentes deste mundo tão globalizado.

E é na condição de cidadãos informados que devemos actuar, de forma a colmatar certas lacunas desta “Geração Rasca” que está “à rasca”.

É importante não esquecer que, por mais educação e valores que possamos transmitir, como educadores, a envolvente é um factor que tem cada vez mais importância no crescimento pessoal, na tomada de decisões e na adopção de diferentes estilos de vida.

Infelizmente, muitos casos de toxicodependência juvenil são devidos a estes exemplos que a sociedade aclama como modelos a seguir.

Os educadores deviam tomar mais em atenção os ídolos dos seus educandos, de maneira a tentar precaver algumas mudanças menos próprias, no caminho, destes jovens.

Acredito que uma explicação sincera sobre aquilo que é o bem e o mal, é um ponto de partida muito importante para a distinção das características de uma pessoa.

Em suma, penso que seja muito importante a educação como forma de transmissão de valores e um diálogo aberto com o objectivo de informar aqueles que mais facilmente são influenciados, num mundo em constante mudança e no qual a fronteira entre o correcto e o errado é cada vez mais ténue.

5 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

Boa estreia.
Excelente tema!

Acho que não é por acaso que morrem tão novos. Mas dada a coincidência parece que os grandes mestres da musica escolheram os 27 para morrer.

Acho que tem a ver com a fama mas tambem com a falta de horizontes para além da musica.
No entanto, as suas musicas permanecem para além dessa idade.

destes todos, só tenho saudades de Kurt Cobain.

daga disse...

Penso que estes artistas não conseguiram lidar com a fama que os asfixiava, aprisionava e impedia de serem els próprios.
Porém, acho que os jovens que gostam de os ouvir e ver, podem até imitá-los no estilo de roupa, atitude etc, mas não é por isso que se começam a drogar...inclusivamente vêem o resultado que a droga e o alcool podem provocar!

Francisco Castelo Branco disse...

Kurt Cobain e Jimmy Hendrix foram duas grandes perdas para a musica

já Amy apesar da voz não me parece que tenha sido uma perda.

Fatyly disse...

Gostava de uma ou duas músicas, mas sinceramente não a apreciava e acho que venceu pela exuberância de atitudes em palco e não só, o que não me impede de lamentar a sua morte.

Todos tivemos ídolos, uns mais malucos que outros, que os imitávamos etc e não é por aí que se entra no mundo das drogas e álcool.

Por acaso detestava o Elvis e gostava imenso do guitarrista canhoto Jimmy Hendrix...

"na fase do armário dos jovens" quase sempre os pais falham por não saberem dizer um Não, falta de diálogo (para muitos jovens, os pais têm que ter a mestria de serem saca-rolhas-mas-não-cuscos) e a terrível e mais nociva das coisas: não incutirem nos filhos a responsabilidade devida dos seus actos e cumprimento das horas (jamais exigir a bomba -quero-te em casa às X horas, mas atirar a que horas vens? e se não cumprir sofrerá as consequências) e se namoram então...oh pobre jovens que "as aparências perante os vizinhos é a que prevalece em vez de os deixarem em paz". Depois filhos de pais separados, muitos crescem como autênticas mochilas de recados em papelinhos versus agressões e começam bem cedo a ver que afinal o mundo dos adultos...é tudo negro!

Concordo e parabéns Inês C.Cunha por este texto e venham mais!

expressodalinha disse...

É sempre uma perda. Ninguém ganha, a não ser os intermediários. Não há comparações. Hendrix, Morrison, Joplin, Cobain... Amy. Perdas. E, o curioso é que não aprendem. A morte é uma atracção. A fama é um abismo.

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