segunda-feira, 1 de agosto de 2011

9.2 -HISTÓRIA DO BRASIL - SISTEMA DE COLONIZAÇÃO

1 - O primeiro instrumento institucional de colonização no Brasil foi a Feitoria. Era um ponto de contacto como os índios e de exploração do pau-brasil. Logo emtre 1502 e 1504, criaram-se as Feitorias de Cabo Frio, Bahia e Pernambuco. Muita gente em Portugal pedia para estabelecer feitorias, mas o sistema era incipiente e não garantia uma presença articulada e muito menos a colonização de um território tão extenso.
2 - D. João III instituiu a divisão por Capitanias. Cada um tinha 50 léguas de costa. Foram entregues a fidalgos de confiança. Como donatários, cabia-lhes criar vilas e povoações, exercer a justiça, garantir a defesa, incentivar a criação de engenhos, marinhas de sal e moendas de água. Os colonos beneficiavam de várias vantagens, consagradas num "foral de direitos". Era urgente povoar o Brasil, face à ameaça francesa.
3 - O sistema não resultou. Territórios excessivamente grandes. Ataques dos índios. Desinteresse dos capitães-donatários. Apenas 3 das 15 Capitanias haviam resistido. Optou-se, então por um sistema de Governo-Geral. Em 1549, chega Tomé de Souza, o primeiro Governador. Estabeleceu-se em São Salvador, fundando na Bahia a primeira cidade. Iniciou-se a planificação de um estrutura político-administrativa. A luta contra os Tupinanbás foi feroz. Chegaram os padres jesuítas. Iniciou-se a cristianização.
4 - O sistema de Governadores evolui para Vice-Reis, mas sem grande vantagem. A dimensão do território e a fragilidade do sistema tardava em criar um verdadeiro governo centralizador, como a Metrópole pretendia, comprometendo uma eficaz exploração do Brasil e, consequentemente, os interesses fiscais e estratégicos da Coroa. Da exploração do pau-brasil, passou-se aos engenhos de açúcar. Os "senhores dos engenhos" eram verdadeiros senhores feudais, dificultando a intervenção central. Com a ocupação do trono pela dinastia dos Filipes (espanhóis), os holandeses intensificaram os seus ataques, estabelecendo-se em vários pontos de território. Só por volta de 1660, Portugal recupera a soberania sobre a totalidade do Brasil.
As guerras do açúcar deixaram o território devastado. A transferência de tecnologia para a Antilhas, dimuiu a margem dos produtores brasileiros. A crise instalou-se. A queda do preço do açúcar determinou aquilo que muitos historiadores designam por "ensimesmamento da América portuguesa". A colónia deu as costas ao mar e começou a entranhar-se pelo serão adentro. A descoberta de ouro em Minas Gerais viria a resolver o recessão.
5 - O empobrecimento progessivo de Portugal e a quebra das receitas da Índia, acentua a exploração do Brasil. As riquezas descobertas aumentam a ganância. As revoluções sucedem-se no Brasil, ainda no séc. XVII, e acentuam-se no séc. XVIII. Os ataques de piratas e corsários mantêm-se. As revoltas dos índios também. A definição de fronteiras potencia conflitos com a América espanhola. Em 1776, as colónias inglesas da América decidem tornar-se independentes. Segue-se a colónia francesas do Haiti... Um movimento imparável. No Brasil começam a aparecer indícios de sedição. Em 8 de Março de 1808, a corte portuguesa chega ao Rio de Janeiro, fugindo às invasões napoleónicas. O destino do território estava traçado. O Brasil seria independente.
Jorge Pinheiro

2 comentários:

Eduardo P.L disse...

Simples assim!

daga disse...

Falta mencionar (nem que seja de passagem...) a "importação" de escravos do continente africano! Fomos responsáveis por isso também. Em relação aos índios pensei que tinhamos sido menos cruéis do que os espanhóis do outro lado, mas talvez esteja enganada..

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