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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

9.3 - Raposo Tavares e as Bandeiras

Para os que não conhecem a história de Portugal de uma ponta à outra, o nome de Raposo Tavares pode parecer estranho. Confesso que ao fazer esta crónico não me senti à vontade pois não sabia quem era Raposo Tavares, muito menos a razão das bandeiras.

António Raposo Tavares era um português e bandeirante paulista. E o que são os bandeirantes? Denominam-se bandeirantes os sertanistas de São Paulo que penetraram nos sertões brasileiros em busca de riquezas minerais, sobretudo a prata, abundante na América espanhola, indígenas para escravização ou extermínio de quilombos. Havia vários tipos de bandeiras e bandeirantes mas isso não interessa para a nossa história.

Foi após a morte do pai e depois de se mudar para São Paulo que Raposo Tavares se entusiasmou pelas expedições de aprisionar indios.

A sua primeira expedição foi em 1628 e tinha como destina Guaira. Esta bandeira era comandada por Manuel Preto e contava com cem paulistas e dois mil indios auxiliares. Há quem diga que foi com esta primeira bandeira que se iniciou o processo de expulsão dos jesuitas espanhois.

Em Julho de 1633 em conjunto com mais homens assaltou o colégio de Jesuítas do Barueri, ao mesmo tempo que expulsava os padres. O objectivo dos bandeirantes era expulsar os Jesuitas das povoações, mas havia quem achasse que o grande propósito seria o de escravizar os indios. Nesta situação em concreta, o Governador ordenou que a aldeia fosse devolvida aos Padres e que fosse retirado o titulo de Ouvidor da Capitania de São Vicente a Raposo Tavares.

As expedições para expulsar os Jesuítas continuaram pelo Brasil fora. No entanto, a maior expedição deu-se em 1648 e só terminou em 1651. Percorreu 10.000 quilometros em três anos tendo subido o curso do rio Paraguai, rio Grande, rio Mamoré, rio Madeira, rio Amazonas. Raposo Tavares foi o primeiro a atravessar a floresta amazónica capturando cerca de 10.000 indios que viraram escravos.

Não se sabe ao certo a data da sua morte : 1658 ou 1659

(continua dia 29....)

8 comentários:

Anónimo disse...

Pretty insightful. Thanks!

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Anónimo disse...

Não é bem assim mas...está bem.
Recomendo "o último bandeirante" de Pedro Pinto, edições "romance".
Antonio Raposo Tavares "virou" heroi quase mitico das bandeiras...mas leiam. vale a pena.

DCS (retired ATP)

Francisco Castelo Branco disse...

Caro DCS

tive muita dificuldade para fazer este post. O tempo não me permite que as minhas cronica sobre a historia de portugal sejam perfeitas.
Quando é o Bruno ou o expressodalinha ficam muito melhor.
Então neste caso como desconhecia a personagem e a situação foi mais dificil. Não me lembro em nenhum momento desta parte da Historia de Portugal.

Fatyly disse...

Sinceramente eu que adorava história (no meu tempo era bem mais aprofundada do que é dada actualmente) não me lembro nada deste Raposo Tavares... e nem do seu outro nome "O Velho" (wikipédia) e sinceramente tudo que toca a escravatura...dou um salto!

expressodalinha disse...

A "grande guera" com os jesuítas foi na fronteira com o Paraguai e, claro, na colónia de Sacramento. Os índios nunca foram bons escravos. Por isso se importaram negros de áfrica. Dito assim parece mercadoria e, naquele tempo, era mesmo.

Anónimo disse...

Fatyly
Mesmo no "nosso tempo" este género de personagem era ignorado..... No que respeita ao Brasil mal se " tangenciava" o ' tira dentes'....!
Para os brasileiros de hoje Raposo Tavares é quase como Nuno Alvares Pereira para nós mas por razões diferentes....refiro-me ao grau de referencia histórica..... Estou certo ou estou errado Expresso?
A obra de Pedro Pinto realça muito bem o confronto entre a igreja e "as bandeiras"

Abraço( do Alasca)

Dcs ( retired ATP)

Fatyly disse...

Dcs
pois, lá está... pelo que li sobre este personagem, era óbvio que reportado à ditadura este género seria ignorado. Mas já aprendi algo mais e também expressodalinha deu uma achega o que agradeço.

Francisco Castelo Branco disse...

mas ele era uma espécie de heroi para os indios?

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