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sábado, 2 de julho de 2011

" A situação não é uma fatalidade"

Cavaco Silva respondeu assim a uma pergunta que estava relacionada com o novo imposto aplicado pelo governo.
Ao contrário do que fazia com Sócrates, o PR veio a público defender o novo governo. Também não era de esperar outra reacção, visto que Passos Coelho acabou de tomar posse, mas ainda assim o Chefe de Estado não deixou de tomar partido. Isto vem dar razão áquilo que eu escrevi anteriormente acerca da coabitação entre PM e PR : Após meses de estranho silêncio, o PR vai ter um discurso mais ponderado, coerente e de apoio pessoal ao novo PM.
Só prova que a paciência de Cavaco Silva para com José Socrates há muito se tinha esgotado, mas para com Passos Coelho a tolerância vai ser maior.
Apesar de ser necessário transmitir optimismo e esperança, nunca nos tempos de Socrates, o PR teve um discurso destes. Há que ser justo e dizer que quando um PM é da mesma cor, o PR tem comportamentos diferentes, apesar de alguém considerar que esta análise é um erro político grave.
Não posso concordar com tal análise, porque a história da democracia portuguesa está rodeado de casos em que PR e PM de cores diferentes dificilmente praticaram a cooperação.....estratégica.

8 comentários:

daga disse...

Pois, esse é um problema grave do nosso "semi-presidencialismo" - PR e PM ambos eleitos pelo povo, podem ser de partidos diferentes e não praticarem "a cooperação".
Será legítimo, por exemplo, fazer o que Jorge Sampaio fez? O PSD tinha uma maioria, eleita pelo povo, por muita "asneira" que o PM tivesse feito ou não, na minha opinião, o PR não deveria ter dissolvido a Assembleia etc... Sócrates também fez asneiras e Cavaco não procedeu da mesma forma, o povo tinha-lhe dado o seu voto... (não interessa se gosto de uns ou de outros, interessa respeitar a vontade do povo, dignificar a democracia).

Francisco Castelo Branco disse...

Sampaio agiu bem e Cavaco também, tendo em conta a situações em que os dois governos se encontravam.

Socrates caiu por si, já Santana foi tirado á bomba.

E Santana não tinha sequer sido eleito.

Foi esse o problema. A questão de legimitidade pairou sempre no ar

Fatyly disse...

E eu não concordo nada contigo, porque a meu ver o PR eleito igualmente pelo povo, seja ou não da mesma cor política, deveria ser totalmente isento e tomar as decisões certas nas horas certas, dentro dos limites que lhe assistem.
A meu ver no segundo mandato de Sócrates, ele esteve assobiou para o lado ou nas tintas e recostou-se no sofá, o que foi péssimo. Deveria ter posto mais travão e não promulgar leis, etc, etc. quando não estava de acordo com elas e deixar o PM fazer o que fez e foi fazendo discursos lacónicos que ninguém o entendia e se não tinha paciência para com José Sócrates que se demitisse ou que deitasse abaixo o governo. Os deveres são para serem cumpridos e não andar a cometer "erros políticos bem graves como cometeu", porque tem que haver "cooperação e estratégias isentos da cor"!

"A situação não é uma fatalidade"... para ele, que tem a vida que tem, bem como toda a dos seus, mas infelizmente para milhões de portugueses incluindo eu...a nossa fatalidade começou quando Cavaco Silva foi primeiro ministro e continuo com uma pergunta que não tive resposta: onde foram parar os milhões, biliões, triliões de euros dados a Portugal como fundos europeus. Ninguém, mas ninguém foi condenado, expoliado dos seus bens, e ver o sol aos quadrados...pelo contrário...gozam à grande e à francesa e tudo à nossa custa!

Enfim...oxalá que este governo consiga mudar o rumo do país, que para já...estamos muito longe da "luz ao fundo do tunel"!

Francisco Castelo Branco disse...

1- Se Cavaco fizesse isso , estaria a ser acusado de interferência política. Por muito que não concorde, o PR deve promulgar as leis que, note-se; vêm da Assembleia da Republica.

2- Ele quer dar uma mensagem de esperança aos portugueses. É a função dele.

O que quero dizer é com Socrates o discurso já foi outro.

Fatyly disse...

FCB
sabes que a mensagem de esperança deve ser dada por gestos, gestos, feitos, porque estamos fartos de falsas promessas e falsos profetas numa de politicamente correcto! APRE!

Francisco Castelo Branco disse...

mas não estavas á espera que o PR dissesse outra coisa?


ou estavas?

Al Kantara disse...

O que signica que quando o Aníbal (é assim que tratam as pessoas em Vancouver...) garantia há uns meses que "os portugueses não suportam mais sacrifícios" se esqueceu de acrescentar "a não ser que Passos Coelho seja primeiro ministro..."

Francisco Castelo Branco disse...

na visão deste post exactamente!

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