terça-feira, 19 de julho de 2011

Na Católica, nada de xanatos ou Camisolas à Benfica!

http://www.publico.pt/Educação/catolica-cria-regras-de-vestuario-para-alunos-e-professores_1503662

18 comentários:

Sophia disse...

Andei dois anos na Universidade Católica, nesses tempos nunca houve necessidade de haver um código de vestuário. Eram raros os casos em que alguém andava com roupa menos própria. Nas orais, o aprumo e o atavio era obrigatório, mais que não seja esse cuidado começava na consciência de cada aluno. Não devia ser necessário haver um código de vestuário, mas confesso que com o que ultimamente tenho visto não me espanta. E isto não é ser antiquada, só que o lugar dos chinelos, dos micro-shorts e dos decotes até ao umbigo é na praia ou quando se está num ambiente descontraído e informal. Cada coisa no seu lugar.

Francisco Castelo Branco disse...

cara Sophia o melhor é voltar à farda...

Francisco Castelo Branco disse...

Acho a medida exagerada, pelo menos no que ao recinto da Universidade diz respeito.

Não tirei o curso na Católica, mas acho que estas medidas só deviam ser proibidas dentro da sala de aula, onde a autoridade do professor tem de ser respeitada.

Agora nos bares.....

Sophia disse...

Francisco, os meus dois primeiros anos de curso foram na Católica, os demais foram noutra faculdade, portanto tive oportunidade de ver quer um lado quer outro.
E não é uma questão de farda, é uma questão de se estar num recinto onde o objectivo principal é aprender e não o exibicionismo estilo pavão... Acaso já foi a uma escola ver as modas? aconselho vivamente. Basta pensar nas calças a caírem pelo rabo abaixo e nos decotes que vão quase até ao umbigo, acho bem que as pessoas se sintam e andem à vontade, mas a liberdade de cada um termina onde começa a do outro e eu não me sinto obrigada a ter que ver o rabo ou os boxers seja de quem for. Mas isto
é apenas um exemplo entre muitos. Quanto às fardas, tanto podem ter um efeito negativo como positivo, ora para evitar discriminações entre alunos (basta pensar no exemplo dos ténis da nike) como podem ter o efeito oposto. Agora deixo uma questão: gostaria de ir a um serviço público e ser atendido por um funcionário envergando calções de praia, camisola à manga cava e chinelos? Quanto aos bares da faculdade, também esses espaços pertence à faculdade ou acaso estou equivocada?

Sakana disse...

MAIS SAKANAGEM

www.sakanagem69.blogspot.com

Francisco Castelo Branco disse...

sophia...

essa outra faculdade é a clássica? Pois bem, é normal que tendo mais alunos de diferentes regiões do país haja mais diversidade de estilo de roupa.

Eu andei na Lusíada e havia de tudo. A mim nunca me fez confusão ver esse tipo de situações, mas acredito a algumas pessoas possa fazer.

Quanto á catolica, acho que se os alunos forem proibidos de entrar nas salas de aula de uma certa maneira, depois vão começar a trazer outra vestimenta.
Em relação ao bar, não acredito que algum funcionário ande pelos bares a verificar que está bem ou mal vestido.
Se bem conheço a católica o bar tem uma entrada própria, ou então estou a fazer confusão.


eu sei muito bem quais são as modas, até porque as vejo no dia-a-dia nas ruas de Lisboa, mas que fazer?

Sophia disse...

Era a clássica sim. E agora numa outra fase do percurso académico outra faculdade.

A mim faz-me confusão ver metade dos traseiros ao léu, faz-me confusão ter de ver quase o peito inteiro de uma rapariga e não acho que isso seja a forma mais correcta de apresentação numa faculdade.

E isto não é conversa de uma senhora de 40 ou 50 anos , longe disso, nos meus tempos também usei roupa que era considerada rebelde.

Agora uma coisa é rebeldia expressada através da roupa, outra coisa é a ausência de pudor e de respeito pelos outros.

Em relação à católica, os alunos como em qualquer outra instituição de ensino devem ter algum decoro e atavio.

Além do que como o próprio artigo do público refere é apenas uma questão de explicitação e não uma imposição.

Relativamente ao bar da faculdade de direito na universidade católica tem de facto uma entrada própria, mas ainda assim é possível o acesso ás salas de aulas através da porta interna.

E ainda tem o bar do edifício da biblioteca e dos serviços administrativos, onde circulam professores, alunos e funcionários.

Portanto acaba por haver um contacto do bar com o espaço das salas de aula, ainda que se diga que o espaço do bar é um espaço de lazer... porque quantos não ficam por lá a jogar cartas.

E alguns professores também vão a esse mesmo bar.

Não me parece que o Sr. António (se ainda lá trabalhar) se meta a verificar seja o que for no que refere a roupa.

Quanto ás modas nas ruas de Lisboa o Francisco falou muito bem... são modas na rua e não num espaço académico.

Acabou por não responder à questão que deixei no ar.

"Agora deixo uma questão: gostaria de ir a um serviço público e ser atendido por um funcionário envergando calções de praia, camisola à manga cava e chinelos?"

Francisco Castelo Branco disse...

"A mim faz-me confusão ver metade dos traseiros ao léu, faz-me confusão ter de ver quase o peito inteiro de uma rapariga e não acho que isso seja a forma mais correcta de apresentação numa faculdade. "

Estando na Clássico é normal isso acontecer, ora não sendo a FDL uma faculdade com diversos alunos oriundos de quase todo o país.
Já a Católica tem um ambiente diferente.
De vez em quando ainda vou à Lusiada e fico decepcionado com o tipo de pessoas que por lá andam... Mas hoje quem paga pode entrar...independemente da roupa...


"Em relação à católica, os alunos como em qualquer outra instituição de ensino devem ter algum decoro e atavio.

Além do que como o próprio artigo do público refere é apenas uma questão de explicitação e não uma imposição.

Relativamente ao bar da faculdade de direito na universidade católica tem de facto uma entrada própria, mas ainda assim é possível o acesso ás salas de aulas através da porta interna. "

Então porque é que na Classica não adoptam isto também? É muito mais dificil de controlar. A católica é um meio mais pequeno e fácil de controlar.
Eu andei nos salesianos do estoril. Lá também havia esta regra, e era quase como uma imposição. Mas eu como nunca fui fa das calças sem cinto nunca me preocupei.
É que se calhar há muita malta que vai para o bar, entra por aquela porta e depois vai-se embora. Por isso é que vão mais á desportiva. Não condeno isso. Repito : na sala de aula é bem diferente.


já fui a muitos serviços de finanças e nunca me preocupou o facto de usarem calças de ganga ou t-shirt no verão, mas sim a demora no atendimento das pessoas.

Fatyly disse...

Nem tanto ao mar...nem tanto à terra e infelizmente há de tudo nas várias universidades e até no ensino secundário, concordo com o que pedem, não se trata de uma exigência mas uma chamada de atenção.

Francisco Castelo Branco disse...

que se vai tornar numa exigência e posteriormente numa imposição...

já estou a ver os "pides" por essa catolica fora a chatear os alunos

Sophia disse...

Francisco por acaso nunca vi traseiros ao léu na FDL e acho que se houvesse também se calhar haveria uma recomendação nos mesmos moldes. Mas só se agora as meninas andam dee traseiro ao léu... ora está aí uma novidade também para mim. Mas se acaso me deslocar à FDL fica a promessa que terei o cuidado de partilhar se acaso vir algo do género.

Na clássica o acesso ao bar é feito através das entradas para o edifício da faculdade. E em cada entrada até está um segurança.

O Francisco desviou-se um pouco da questão colocada, não estava em causa o uso de calças de ganga ou t-shirt, mas sim chinelos de praia com calções e uma manga cava... é um pouco mais revelador.

Eu, pessoalmente recusaria ser atendida por um funcionário nesses trajes.

Qualquer dia temos os advogados a abandonarem as togas e os juízes a deixarem as becas em casa... pelo andar da carruagem.

expressodalinha disse...

A malta anda muito desbragada. Nos tribunais aparecem figuras fantásticas. As pessoas não se enxergam

Fatyly disse...

Os PIDES????? vê-se mesmo - E FELIZMENTE - que não fazes a mínima ideia do que e quem eram esses PULHAS!!!!

Aqui avisam, pedem...eles não avisavam nem pediam...bastava os bufos dizerem mal de ti com conotações do que nunca imaginaste que eras e desaparecias do mapa sem qualquer hipótese!

e subscrevo as palavras de Sophia e de expressodalinha...e mais nada!

Francisco Castelo Branco disse...

Sophia

Nem compare. Até porque nem todos chegam a advogado ou juiz.


ja agora pergunto : porque recusaria ser atendida por um funcionario nesses termos?

Calça de ganga e t-shirt foi só um exemplo.

Sophia disse...

Caro Francisco,

Peço desde já desculpa pelo atraso da minha resposta.

A Universidade Católica prepara advogados, juízes, juristas, economistas entre outros. E não é preciso necessariamente ser advogado ou juiz para ter que andar vestido em condições, pense nos diplomatas ou nos empresários, já viu algum a ir para uma reunião de trabalho de chinelo no pé, t-shirt e calções? Se vir diga-me por com certeza é um inédito.

Relativamente aos funcionários, estou a pensar concretamente em quadros não técnicos, basta olhar para os exemplos da MEO, da ZON ou da Vodafones todos usam farda ou pelo menos a t-shirt da farda, não andam de calção nem com manga cava.

Ainda que o Francisco não tenha respondido à questão que deixei no ar, faço questão de responder ao que me pergunta.

Recusaria ser atendida por um funcionário vestido com calções, t-shirt com manga cava e chinelos pela simples razão de que o funcionário que se apresenta nesses termos:
1) não tem respeito pelo local de trabalho
2) Não tem respeito por si próprio... uma pessoa vai assim para a praia
3) Não tem respeito pela estrutura empresarial em que está inserido
4) não tem respeito pelas pessoas que está a atender.

As calças de ganga, com uma t-shirt e uns ténis ou sapatos fechados ou até sandálias compostas não me choca, agora o conjunto chinelos, t-shirt com manga cava e calções sem sombra de dúvida que me causa mau estar porque não me sinto obrigada a ter que olhar para as axilas, pernas e pés do senhor.

Isso é para ir para a praia.

Francisco a título de exemplo, basta pensar nos funcionários dos estabelecimentos prisionais, mais concretamente nas funcionárias dos estabelecimentos prisionais masculinos, já pensou o que seria se essas funcionárias andassem de mini-saias e tremendos decotes em ambientes masculinos, carregados de sexualidade reprimida?

O exemplo é extremo eu sei, mas tudo isto para dizer que as regras não existem por nenhum motivo ou que a existir e depois a serem reafirmadas por uma comunicação por escrito não fere ninguém, apenas tem de se procurar o motivo que está subjacente a essas mesmas regras.

Sejam pessoas formadas, em formação ou sem formação académica a verdade é que ultimamente as pessoas já não sabem o que inventar e talvez por isso andem a destapar mais do que devem.

Francisco Castelo Branco disse...

cara sophia

mas que mal tem andar vestido assim para ir para o bar?

Não acredito que haja chinelos ou camisolas á benfica nas aulas da catolica ou mesmo da clássica.....

Se essas pessoas se restringirem a certos locais e não "deêm" nas vistas, acho que não tem mal nenhum até porque são locais de passagem e de descontracção..

mas eu respondi : a mim não me faz confusão ser atendido por um funcionario das finanças de camisa cava. o que me chateia é estar horas á espera de ser atendido.

Se me chocasse, eu como advogado exigia que estivessem vestidos a rigor, fato e gravata e que falassem o bom português.

Como isso não acontece, não é por isso que deixo de ir ás finanças ou às conservatórias.

os exemplos que deu são de instituições ou locais onde existem regras claras.

Agora no meio universitario acho que não é preciso ir tão longe. não acredito que haja pessoas a irem para as faculdades de xanatos e camisolas á benfica. Podem ir mais descontraídos sim, mas desta forma não acredito

Sophia disse...

Caro Francisco,

Camisolas do SLB e ate do SCP já eu vi nas faculdades, quer num lado quer noutro. Portanto não é algo que esteja tão longe da realidade.

Como advogada, enquanto o fui, nunca exigi nada porque nunca me deparei com uma situação dessas.

Enquanto cidadã, já me vi em situações que me senti incomodada pela vestimenta de alguns funcionários. Portanto a questão da roupa e como se devem apresentar quer alunos, quer funcionários é pertinente e se as pessoas tiverem noção das regras evitam determinadas situações.

Aproveito ainda para dizer o seguinte, não há nenhum dress code para os funcionários civis nas prisões, ainda assim as pessoas têm noção do que se deve vestir ou não vestir. Pelo menos dos Ep.´s que conheço.

O espaço do bar, ainda que seja um espaço de descontração, pertence ao espaço universitário, logo as regras tem de ser respeitadas.

Francisco se me permite até lhe deixo uma sugestão: experimente viajar até à Arábia saúdita acompanhado de uma senhora, o véu tem de cobrir a cabeça e os cabelos, já para não falar doutras situações.
Para lá do fundamentalismo religioso que não vêm ao caso, ali é que não há de facto absolutamente liberdade nenhuma. Ali há um verdadeiro motivo de queixa.... cá em Portugal parece-me mais que é uma questão de despudor e libertinagem.

Francisco Castelo Branco disse...

despudor e libertinagem?

então mas porque?

essa não percebi...

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