quarta-feira, 27 de julho de 2011

Duelos Intelectuais : a politica da troika cá dentro 7ºacto

Depois da Europa finalmente Portugal.
Várias questões interessantes se colocam .....

Quanto à questão das diferenças programáticas não podia estar mais de acordo. Até parece que todos defendem o mesmo, optam pelos mesmos caminhos. Infelizmente isso é verdade no que toca aos três partidos que costumam estar no poder e o pior é que parecem se ter esquecido do Estado Social e dos mais desfavorecidos. Esse é o grande problema, porque foi a defender as pessoas e os seus problemas que nasceu a democracia. Mas como já abordámos, a implementação das politicas hoje depende mais de Bruxelas do que São Bento e por isso torna-se dificil a um Partido Socialista voltar aos tempos de Mário Soares, daí que o anteriormente Primeiro-Ministro Socrates não tenha conseguido alcançar acordos com a Esquerda. E muitas vezes foi acusado de ser de Direita. É essa semelhança de valores que faz com que a politica em Portugal tenha perdido interesse, até porque a esquerda é mais radical. Daí que seja necessário aparecer no nosso espaço político um partido liberal-democrata, muito parecido com o que existe em Inglaterra.

Há um ponto em que discordo : o CDS não defende o Estado Social, mas é populista. É um partido de elites com valores conservadores que hoje já não se usam : a familia em primeiro lugar e o catolicismo como religião predominante no nosso país. Mas em campanha eleitoral, o seu lider está sempre nas feiras e nos mercados, mas nestas eleições aconteceu um dado curioso : muitos jovens que votavam no BE "passaram" para o CDS.

Quanto ao PCP continua com o seu eleitorado porque está na linha da frente na defesa dos trabalhadores e a isso não é alheio o importante papel dos sindicatos. Especula-se que o próximo lider comunista seja um actual sindicalista. É este o papel que o BE quer ter, mas devido ao seu discurso anti-capitalismo situa-se na extrema esquerda. Também por isto os bloquistas perderam nestas eleições de 2011 : os portugueses estão fartos de radicalismo.

Não foram só as politicas desajustadas que derrubaram Socrates, mas sim o discurso de mentira em que afirmava não ser preciso mais austeridade. A grande diferença para o governo de direita é que desde o primeiro momento Passos Coelho assume que é necessário "mais medidas".

Já todos percebemos que estamos perante um governo de cortes e que vai mudar muita coisa. Da esquerda mais à esquerda não devemos esperar mudanças. Assim é o PS que tem de definir a sua linha ideológica. Conhecido o seu lider, notamos que não haverá grandes mudanças. De discurso ou políticas, não só porque estão amarrados ao memorando da troika mas devido ao facto do PS há muito se ter esquecido das pessoas, ou do Estado Social, para além que na oposição irá ter o velho discurso demagógico. Pelo menos aparente....

Uma coisa é certa : Tanto os discursos como as políticas estarão condicionadas.....

depois se verá...

7 comentários:

Bruno Gonçalves Bernardes disse...

não se esqueceram coisíssima nenhuma, estão sempre a falar dos pobres, dos desfavorecidos e das pequenas e médias empresas

Francisco Castelo Branco disse...

então e as politicas? há algum tipo de politicas nesse sentido?

a pobreza e o desemprego estão a aumentar...

Francisco Castelo Branco disse...

O problema é que o PS há anos que vem seguindo politicas de direita. Isso é sabido por todos e a crise também é por isso.

Porque os ricos continuam a viver bem

expressodalinha disse...

Em Portugal não há radicalismos. Há medianismos. Provavelmente é melhor assim. Somos todos probrezinhos e gostamos de couve galeaga. A verdade é que sem "chicotadas psicológicas", não se vai a lado nenhum. Talvez seja necessário um partido novo que agregue competências descontentes. Virá a tempo? Qual será o futuro (próximo) destes partidos velhos e surreais?

Francisco Castelo Branco disse...

o que é isso das competências descontentes?

Não sei se há espaço para um novo partido, mas que é preciso não haja duvida. Talvez aqueles que são mais liberais precisem de uma força que os represente.

Estes partidos irão continuar, penso é que o BE tem os dias contados

Fatyly disse...

Pois é, pois é...mais partidos da treta para quê? deveria haver um que olhasse menos para os seus interesses e mais para o povo.

Francisco Castelo Branco disse...

Por isso mesmo é que é necessário mais uma força politica.
Porque estes falharam no seu essencial : ajudar as pessoas e a resolver os problemas delas. Fecharam-se neles próprios e dali não saiem

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