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terça-feira, 26 de julho de 2011

Duelos Intelectuais :A Europa ali tão longe - 4º acto

Concordo quando se afirma que o alargamento foi feito à pressa e não houve o necessário aprofundamento das matérias. Aprendi na faculdade que existia uma dicotomia aprofundamento vs alargamento.
Embora os muitos tratados europeus trouxessem várias alterações de cariz positivo, acho que não acompanharam a evolução da sociedade europeia e muito menos a integração dos países de Leste, economicamente apetecíveis para se investir apesar da aproximação russa. Houve sem duvida um menor crescimento dos países do sul com a entrada de 10 novos estados-membros. E não foram só os pequenos a terem dificuldades : Itália e Espanha também vão sofrer as consequências e de uma forma mais dura. Como será quando a UE se alargar aos balcâs? A Croácia entra em 2013, a Sérvia depois de ter entregue os assassinos de Sebrenica para lá caminha e a Turquia está a pressionar, embora o tal eixo franco-berlim não queira. Mas isso não significa que com a mudança de lideranças tal não se venha a verificar.

Bruxelas tem vontade mas não pode. Ou melhor, não tem a força suficiente para impor a sua vontade, até porque lhe falta o apoio dos ingleses. Coisa que nunca vai ter. Como já referi nos comentários, com a vaga de eleições que se avizinham pode ser que haja mudanças a nível de lideres europeus e voltemos aos tempos de Mitterand e Jaque Delors. Porque verdade seja dita, Durão Barroso é um lider europeu fraquíssimo que apenas corresponde à vontade do tal eixo. De nada valeu ter fugido de Portugal.

Eu não acho que seja preciso repensar o Estado Social na Europa. O que é mais importante é criar um Estado forte europeu em que alguém mande verdadeiramente.. mas que seja eleito pelos cidadãos da Europa. Muito se tem falado da criação de um Orçamento comum e um Ministro das Finanças europeus, acho que são boas ideias. Pelo menos em termos económicos a Europa precisa de caminhar lado a lado para fazer face às outras grandes potências.

Com ou sem federalismo?

deixo a pergunta no ar....

4 comentários:

Bruno Gonçalves Bernardes disse...

Não é que se queira repensar o Estado-social, vamos ser todos forçados. A Europa transformou a estrutura da sua economia, ou seja, transformou a estrutura que lhe permitiu criar o Estado-social; essa economia já não existe hoje...no entanto, depois de tantos direitos adquiridos fica difícil repensar novas soluções...soluções que, creio, a nossa geração terá de inventar, pois os atuais líderes só estão interessados em adiar este mesmo debate

Francisco Castelo Branco disse...

ah, pois o problema foi a concessão desses mesmos direitos adquiridos.

Na minha opinião liberdades a mais sem pensar nas consequências.
Daí que a adesão ao federalismo seja uma forma de fechar a Europa. Por exemplo na livre circualação de pessoas.

Também não era má ideia a Europa ter politicas de saude e educação comuns. Que me dizem?

Francisco Castelo Branco disse...

"geração terá de inventar, pois os atuais líderes só estão interessados em adiar este mesmo debate"


mas a nossa geração está interessada em inventar? discutir? sugerir?
o exemplo dos jovens do 15-m foi uma forma de contribuir que não é a mais certa.
Pela via democrática, se calhar os jovens estão um pouco alheados...

ou seja o anarquismo é cada vez recorrente

Francisco Castelo Branco disse...

O Federalismo vai fechar ainda mais a Europa e criar mais desigualdades sociais.

Porque quem detiver o poder económico mandará politicamente

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