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terça-feira, 26 de julho de 2011

DUELOS INTELECTUAIS - 5º ACTO

A questão do federalismo, neste momento, é uma falsa questão. Seria um aprofundamento evidente há uns 10 anos. Agora é tarde. Ninguém faz um federalismo feito de desigualdades, sabendo de antemão que uns países vão ter de suportar os outros. O alargamento a leste comprometeu o federalismo. A Europa está num impasse. Portugal tem um problema grave: alheou-se de si e concentrou-se na captação de "fundos estruturais" que, a bem dizer, foram "fundos conjunturais". O país não tem uma estratégia de desenvolvimento. Não definiu sectores prioritários e, consequentemente, não se organizou em conformidade. Não faz sentido apostar em sectores ineficientes. Temos de fazer opções. Já as devíamos ter feito. O ensino e a formação deveriam ser organizados em função desses objectivos. Os capitais mobilizados para uma estratégia de longo prazo. Ainda continuamos dependentes da construção civil. O falado turismo de qualidade e as indústrias associadas (que são muitas, imensas) e o retorno à pesca e a uma certa agricultura, parecem óbvios. Porque se espera? O problema é que tudo é demorado. Não se podem matar gerações. Podem é preparar-se os jovens para outro modelo, mais afinado, mais sustentado. Não é isso que se vê. Era preciso um "desassossego económico" que nos desse novo fôlego. Só vejo contabilistas.

5 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

Como podemos voltar à pesca e à agricultura se é Bruxelas que decide dos ganhos desta actividade?

É preciso definir prioridades, e não começar a gastar em tudo. e ainda por cima mal

Bruno Gonçalves Bernardes disse...

o federalismo é, aliás, o deleite das elites nacionais que sempre odiaram o risco inerente ao capitalismo

Francisco Castelo Branco disse...

o federalismo é igual á monarquia, mas mais suave lol

Rafeiro Perfumado disse...

Resumindo, estamos fecundados...

Fatyly disse...

"Temos que fazer opções, já as deviamos ter feito"...pois é quem devia nunca as fez e agora para o justo pelo pecador.

Só por respeito é que não digo um palavrão!

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