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quinta-feira, 28 de julho de 2011

9º Acto: Um Sexto Partido?

Um sexto partido; primeiro seria difícil que um partido novo emergisse na cena política portuguesa capaz de galvanizar o eleitorado necessário para entrar no parlamento - o sistema encontra-se de tal forma saturado que seria difícil. Além disso, e como tu bem disseste ou o partido seria liberal ou de esquerda; tanto num caso como noutro nenhum teria capacidade para chegar ao eleitorado e garantir assento no parlamento; depois, mesmo com assento, teria de se consolidar localmente, o que, com a consolidação local dos atuais partidos torna a prova quase impossível.
Vejamos o exemplo de um partido liberal ao centro: como poderia ele tirar votos ao PS e ao PSD? Ou mesmo de um partido à esquerda, talvez da ala esquerda do PS juntando-se com alguns bloquistas descontentes: seria um partido, tal como o BE, muito dependente do tipo de voto de descontentamento e não tanto de um partido com mobilização concentrada.
O problema do nosso sistema é também a sua força: sendo muito esquerdista e ao centro torna os partidos muito parecidos, o que poderia ser uma mais-valia em caso de coligações e arranjos pós-eleitorais, no entanto, como os partidos querem fazer diferenciar-se uns dos outros para evidenciar a sua identidade (que na raíz é a mesma: social-democracia), sendo as diferenças muito pequenas, eles acabam por entrar nas guerrilhas da pequena política, para se parecerem demasiado diferentes.

6 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

Eu acho que um partido liberal podia ser implementado, mas teria de ser bem defiinido nas suas politicas e ideologias.

Tinha de ter um rumo muito bem definido.

Um partido Liberal diferenciava-se bastante do PS e PSD pela sua matriz. Nenhum destes dois partidos é verdadeiramente liberal, porque tem na sua génese preocupações sociais. como primeira linha de intervençao

expressodalinha disse...

E ainda bem que têm essas preocupações. Partidos liberais são interessam para mobilizar o discurso social-democrata.

Francisco Castelo Branco disse...

Não é o que os partidos liberais não tenham, fazem-no de uma forma diferente e mais justa também para o arranque da economia.

o ter preocupações sociais na social-democracia e no socialismo a ordem é para mais despesismo e descontrolo. Tudo em nome do Estado Social.

Ora, o caminho não tem de ser só esse. Há que criar condições para aumentar o emprego, dando ás empresas liberdade e reduzindo o peso do Estado

Fatyly disse...

Bem ou mal a economia vai arrancar e só te digo, que se tivesses conhecido bem Sá Carneiro, jamais os sociais democratas afirmariam o que afirmaram na noite das eleições quando ganharam por uma "unha negra"!

Pois com sexto ou sem sexto...aguardo veemente a redução do peso do Estado mas não pela via da educação e saúde, mas pela redução de gastos, mordomias, recepções, condecorações, carrões e outros ões!!!!

Francisco Castelo Branco disse...

mas tambem pela via da educação e saude têm de ser feitas reduções, porque o sistema não aguenta tanto despesismo e oferta inutil

Fatyly disse...

olha que ontem ouvi o Ministro e se já gostava dele, ainda fiquei a gostar mais...pois claro que têm que ser feitas reduções e sobretudo muitas alterações na educação mas não de uma forma doida, mas sim com calma e ponderação (palavras dele).

Na saúde...bastava travarem "o gamanço de produtos" que muita coisa mudaria!

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