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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Portugal à Direita

É neste sentido que o país vai mudar a partir de Domingo. Agora já não há dúvidas, Socrates vai perder as eleições depois de ele próprio ter criado uma crise politica. Achou que o país estava com ele mas enganou-se redondamente. Ainda havia uma esperançazinha socialista mas tudo começou a mudar após aquele debate entre os dois candidatos a Primeiro-Ministro.

Socrates não vai mesmo governar com o FMI tal como tinha prometido há uns tempos.

Após quase 10 anos de Socialismo, a Direita vai regressar ao poder após uma curta passagem de 2002 a 2004. Desta vez, não há o perigo de fuga por parte do futuro PM, pois o presidente da Comissão é também ele um português. Em 2016 há Presidenciais e se Passos Coelho fizer um bom trabalho abre o caminho para Durão Barroso se candidatar a Belém. Contra Socrates? Muito provavelmente.

Importa falar do futuro mais próximo. Este novo governo não terá muita margem de manobra no primeiro mandato devido ao acordo com a troika. Nestes primeiros anos, o governo de direita vai enfrentar muita contestação social, porque vão ser necessárias mais medidas de austeridade para além daquelas que estão no Memorando.

Com um programa liberal e bastante reformador, o PSD de Passos Coelho será o mais Direita dos ultimos anos e ainda por cima com o CDS também no governo. E as reformas prometidas vão ser muitas duras e não irão agradar à maioria das pessoas, mas terão de ser implementadas.

O resultado destas eleições pode significar uma mudança de paradigma e de valores da sociedade portuguesa. Há dias, Portas falou que não havia ideologias, mas a verdade é que Portugal é um país mais à esquerda. A Direita ainda é vista como estando ligada ao salazarismo e capitalismo.

Só que para meter a economia a crescer, as contas publicas na ordem, e existir um certo rigor é preciso novas politicas e um rumo diferente.

5 comentários:

Fatyly disse...

"es as reformas prometidas vão ser muito duras e não irão agradar à maioria" claro que vão, mas o exemplo deverá vir de cima e oxalá que assim seja!

" A Direita ainda é vista como estando ligada ao salazarismo e capitalismo".

Claro que uma direita é muito perto disso e se for radical então é igual. Não gosto de tudo à direita, nem tudo à esquerda, porque ao escreveres o que escreveste, penso que és dos milhares que ainda bem que não viveram a ditadura..

Se olharmos para os parceiros europeus, que raramente faço, mas e porque me puseram lá tenho forçosamente que olhar de vez em quando...e o povo já mostrou muitos cartões vermelhos e deram voltas de 180º.

e sinceramente esta coligação ou só mesmo o PSD da forma que é...as contas públicas na ordem...será? tem que ser porque quem manda é a Troika...mas irão eles todos abdicar das suas mordomias? Ou, como sempre e aqui volto à ditadura...o povo é que tem de comer o pão que o diabo amassou?

Respeito as tuas ideologias políticas mas gostaria muito mais que todos os partidos sem excessão se unissem em prol deste país que me acolheu, com debates credíveis com palavras mais ao nível de de muitos portugueses já bem envelhecidos (que infelizmente nunca puderam estudar nem ter um canudo), troca de ideias numa aceitação sem guerras, porque todos têm gente à altura, debates parlamentares sem "a pouca vergonha que tem sido nos últimos 20 anos e não vejo essa "vontade" no PSD, CDS-PP e muito menos no PS, porque querem tudo para eles, com eles e o resto é palha!

Francisco Castelo Branco disse...

Não tem estado atenta À campanha.

Houve muita elevação desta vez!

Nao me lembro de ter ouvido ataques pessoais

Fernando Vasconcelos disse...

Acho um erro profundo de análise confundir o estado social com a crise financeira que essencialmente é provocada pela falta de controlo do próprio sistema financeiro privado. O estado social e social democrata é possível desde que nós enquanto sociedade o desejemos. Este gosto do liberal se me permite Francisco é uma nova versão da "culpa é dos outros" que resultou infelizmente em muito mais miséria do que riqueza. Mudança de valores e de paradigma? Veremos. Espero sinceramente que esse bloco de que fala cumpra o que prometeu fazer embora como já referi tendo prometido coisas opostas consoante a necessidade dos ventos lhes vá ser difícil mas ...

Francisco Castelo Branco disse...

É um programa arriscado e corajoso.

Dificil de ser implementado na sociedade portuguesa.

Nomeadamente no capitulo das privatizações

Fernando Vasconcelos disse...

Sabe Francisco não sei se as privatizações de empresas que são algumas delas lucrativas seja uma ideia especialmente brilhante. Corajosa também não sei. Em muitos casos concordo com a sua necessidade em outros tenho dúvidas. De qualquer forma se é por aí que se pensa reduzir o peso do estado na economia algo com o que concordo em absoluto, estamos mais uma vez a começar pelo local errado. O certo seria diminuir a máquina do estado não produtiva pela diminuição da burocracia. Mais ainda pela terminação imediata da noção de "carreira" na função pública por exemplo. Isso sim seriam medidas corajosas. Mas mais importante do que isso o que temos mesmo de mudar é a mentalidade dos portugueses que continuam a esperar do governo a solução para os problemas. Isso paradoxalmente é algo que lhes vem da direita mais profunda e do corporativismo que lhe vem associado. Isso é o que é urgente mudar e é isso que espero que exista coragem de fazer ... estaria de acordo com um programa liberal :-) e para mim de acordo com um verdadeiro programa social-democrata. É que Francisco incomoda-me mesmo que um partido chamado Social Democrata, forma de organização da sociedade e da economia que defendo, defenda um programa liberal. Coragem seria terem mudado de nome e chamarem-se Partido Popular Liberal, assim como assim seria mais justo para os eleitores ... PSD/PPL

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