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sexta-feira, 24 de junho de 2011

"Não pagamos"

Está a nascer na Grécia um movimento de desobediência civil ao Estado. O grupo "Não pagamos" tem como objectivo não pagar os serviços publicos básicos : metro, comboio, portagens entre outros.
Outra reacção não seria de esperar, depois do Parlamento grego ter aprovado mais medidas de austeridade.
Não é por acaso que estes movimentos composto, nomeadamente por jovens estão a surgir um pouco por toda a Europa. Em Espanha os "Espanhóis indignados" acamparam em Madrid e agora o Movimento "Não pagamos", está a desabrochar na Grécia. Ao estilo Maio de 68, a população está a começar a revoltar-se contra a corrupção, clientelismo político, mas sobretudo está farta das políticas europeias. Também não é alheio o facto do desemprego estar crescer, principalmente entre os jovens.

Em Portugal, há uns meses tivemos a manifestação da Geração à Rasca.
O problema é que os protestos estão a ser cada vez mais violentos. Não faz sentido nenhum acampar no meio de Madrid nem no Rossio. Muito menos "não pagar" os serviços publicos. Apesar das reinvindicações serem justas e equitativas não é menos verdade que o nível de protesto tem de ser mais moderado. Infelizmente não é isso que estamos a assistir um pouco por toda a Europa.

A contestação social está a aumentar e desta vez não são as forças politicas nem os sindicatos a promoverem esta luta, mas sim movimentos que nascem nas redes sociais compostos maioritariamente por jovens. Anarquistas mas não só.
É matéria para que os lideres politicos europeus reflictam sob pena de não terem meios de conseguir controlar a rua.

10 comentários:

Fernando Vasconcelos disse...

Não sou radical mas a verdade é que as soluções do FMI não são pelos vistos soluções ... e relembre-se a Argentina. Talvez assim se perceba a avaliação de risco que é feita. Conclusão? Espremer demais não resulte em sumo mas na recusa do cesto e da máquina de espremer ... Não têm razão? Pois não sobretudo porque não sabem muito bem contra o que protestam, como aliás em Maio de 68. Mas é um "feeling" e nesse "feeling" existem subjacentes algumas verdades infelizmente, que para utilizar todas as letras se chama apropriação indevida de riqueza e que em tempo de guerra daria direito a tribunal marcial ... Se as quiserem corrigir ainda estão muito a tempo. Se perseverarem com receitas que obviamente não endereçam a verdadeira doença (alguns remédios ainda a vão tornar pior) então vão ter uma surpresa dentro de uns anos ... depois da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha terem servido como bodes expiatórios e a questão os afectar dentro das suas próprias fronteiras qual será a desculpa que irão então encontrar?

Francisco Castelo Branco disse...

O problema nestas manifs, principalmente dos indignados espanhois, é que eles próprios não contribuem para o crescimento do país não trabalhando.
Pelo menos a maioria deles.

Os protestos deviam ser pacificos como aconteceu em Portugal com a geração à rasca.

Giuseppe Pietrini disse...

Caro Francisco Castelo Branco,

Nós, os "outros", não gostamos de ser rotulados de "a rua". E talvez seja essa a dica mais importante que posso dar a si a quem reflecte sobre o que escreveu. Talvez esteja aí a chave para se começar a resolver as questões sociais emergentes.

Fatyly disse...

É matéria para que os lideres politicos europeus reflictam sob pena de não terem meios de conseguir controlar a rua.
.............
sobretudo julgarem e condenarem os prevaricadores deste descalabro, que falando de Portugal todos os dias sabemos do desvio de milhões de fundos europeus e até dentro da própria UE, a velha corrupção...e de uma vez por todas, talvez ainda tenham tempo, com políticas viradas para o povo e nunca contra o povo.

Claro que numa contestação social há milhares de infiltrados que nunca contribuiram com nada e que viveram e vivem à custa do Estado e que só servem para criar desacatos, destruição e destabilização e...olha sinceramente não quero passar por outra..."bola de neve"!

Uma vez mais subscrevo o comentário de Fernando Vasconcelos, que em tão pouco diz tudo! Parabéns!

Anónimo disse...

FCB
Olhe que o Maio de 68 tem pouco a ver se é que algo com os movimentos de hoje. Naquele tempo era mais a guerra fria do que outra coisa....o Movimento estudantil francês com Korn Bendit(um judeu alemão) à frente era comunista Léninista, O sindicalista da CGT George Marchais era outro,aproveitou a deixa e trouxe para a rua o operariado comunista....nem sequer sabiam o que reclamavam a não ser a "cabeça" politica de De Gaule porque este não se decidia nem pela NATO nem pelo Pacto de Varsóvia!!!!!e....conseguiram.
.....A nossa "geração àrraca" tambem não sabe o que quer...penso eu ou melhor, querem tudo!

Abraço

DCS ( Retired ATP)

Francisco Castelo Branco disse...

Giuseppe Petrini

Ninguém os está a rotular de "a rua". Mas a verdade é que há sempre alguém que se queira manifestar provocando a desordem publica.
E isso acontece cada vez mais.

Não estou a dizer que os outros são " a rua".
Estou a afirmar que há cada vez mais manifestações e protestos "contra" o sistema.

Algo que é para reflectir

Francisco Castelo Branco disse...

fatyly

então isso justifica o que se está a passar na grécia? e o que aconteceu em Espanha?

Não me parece

Anónimo disse...

Paga o que deves!

Giuseppe Pietrini disse...

Caro Francisco Castelo Branco,

Aquilo de que falou é algo que é para reflectir, sem dúvida, e muito.

Mas perdoe a insistência, o Francisco rotulou-nos a nós, os outros, de "a rua", sim. E o que eu queria dizer é que esses rótulos que a classe política nos coloca é que instalam um certo distanciamento dessa classe em relação a nós, os outros. E nos provoca uma certa mágoa e desencantamento de nós em relação aos políticos, aqueles que nos governam mas que também têm de nos servir.

Francisco Castelo Branco disse...

"É matéria para que os lideres politicos europeus reflictam sob pena de não terem meios de conseguir controlar a rua"



Sob pena da autoridade não conseguir controlar a contestação que se vai fazer sentir na rua.

Acho que fui bem explícito

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