sábado, 2 de abril de 2011

A Tia Julia e o Escrevedor

Já imaginaram ter um romance com a vossa Tia ou Tio? A esta pergunta, Mário Vargas Llosa, o prémio Nobel da literatura 2010 responde no seu romance a Tia Julia e o Escrevedor. ~

Varguitas é um miúdo com os seus 20 acabadinhos de fazer e trabalha na Rádio Pan Americana com dois amigos. Tem uma vida normal para um jovem da sua idade, mas tudo muda com a chegada da sua Tia Julia a Lima, no Peru.

Entre eles se desenvolve um romance proibido e que choca toda a família, inclusive o pai de Varguitas que viaja de propósito para o Peru com intenções de mandar a Tia Julia embora de Lima.

Mas nem só do romance entre os dois se faz a história deste magnifico livro. Existe outro factor que está a mexer com a sociedade peruana. O radionovelista Pedro Camacho começa a transmitir as suas histórias através da Pan Americana. Atinge um sucesso tal que estas são comentadas em todos os locais. Mais tarde, Camacho começa a confundir as personagens e a misturar as histórias. Este é o período que coincide com o seu estado de loucura o que o leva ao seu internamento.

Neste romance, Vargas Llosa conta duas histórias: a do romance entre Varguitas e a Tia Julia mais a sequência das novelas editadas pelo escritor boliviano. É precisamente este factor que prende o leitor. É um livro muito fácil de ler embora tenha uma escrita muito técnica.

O mais espantoso nesta obra é o autor conseguir imaginar um romance entre um sobrinho e a sua Tia ao mesmo tempo que vai construindo uma narrativa.

Isto só está ao alcance dos melhores. E Vargas Llosa é o melhor.

3 comentários:

daga disse...

estou a acabar de ler "O Sonho do Celta" de Vargas Llosa e é realmente muito bom! Nunca tinha lido nada dele e estou a gostar muito :)
tenho de ler esse também então.

Francisco Castelo Branco disse...

tb so conheci vargas llosa por este livro.

Escritor de gabarito internacional

Tiago M. Franco disse...

Também adorei a obra, o livro é excelente e está cheio de duplos sentidos.
No entanto não concordo consigo, não vejo relação entre as trocas de personagens de Pedro Camacho e a sua loucura. Se alguém estivesse louco ali, seria os “empresários progressistas” e os ouvintes das novelas.

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