terça-feira, 26 de abril de 2011

Coelhinho da Pascoa

Com o aproximar das eleições era de esperar que o PSD já estivesse perto da maioria absoluto. Contudo, e perante as ultimas sondagens que até dão o PS ligeiramente em primeiro lugar, convêm perceber as razões do não arranque definitivo laranja rumo à vitória.
A questão Nobre foi fundamental para que muitos olhassem o PSD com desconfiança. Principalmente muitos militantes do chamado aparelho partidário que mostraram a sua indignação perante a escolha de Passos Coelho. Mas não deviam esses apoiantes do PSD reservar as suas preocupações para momentos posteriores? Não é o que faz o PS? Aposto que muitos deles não gostam de Socrates, mas a facadinha vem depois do acto eleitoral. Se o engenheiro perder claro...
Com essas vozes discordantes, PPC pode perder muito do apoio essencial para ganhar as eleições, nomeadamente as pessoas ligadas ao cavaquistão. Embora queira trazer pessoas novas para o Parlamento, ex Carlos Abreu Amorim, Carlos Moedas, Francisco José Viegas; com a exclusão de outras figuras, o Presidente do PSD pode estar a comprar uma guerra, porque apesar de tudo esses velhos senadores ainda têm influência junto dos militantes base.
Também o facto do PSD deixar o PS culpabilizá-lo pela actual crise politica e financeira está a ter repercussões. E na hora do voto a mensagem que chegar ao ouvido dos portugueses é que vai decidir quem será Governo.
Nesta altura, ainda não sabemos qual é o soundbyte laranja, porque a mensagem está a ser muito díspar. Não está focalizada num unico aspecto.
Como disse e bem, o PSD tem de trabalhar mais para conseguir pelo menos fazer maioria com o CDS. Se calhar deveria ter aprovado o PEC e esperar mais uns meses pela total descrebilização do PM.

1 comentário:

expressodalinha disse...

É o que eu acho, mas quem sou eu...

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