terça-feira, 22 de março de 2011

Uma Nação em crise

A história de Portugal tem sido desde a sua Fundação feita de crises, tal como toda e qualquer nação do Mundo. Desde a Implantação da Republica, que os vários governos têm sofrido enormes problemas e vivido em sobressalto. Antes da chegada do Estado Novo, não houve nenhum Primeiro Ministro que se aguentasse no cargo. Passado a ditadura, a revolução dos cravos trouxe um novo ar : mais democracia, mais liberdade mas acima de tudo confiança num sistema político estável. Foi por isso que Freitas do Amaral, Mário Soares e Francisco Sá Carneiro lutaram bravamente contra a ditadura primeiro e depois na tentativa de evitar um regime comunista em Portugal.

Depois de alguns anos conturbados, os anos Soares e o Cavaquistão trouxeram estabilidade e progresso económico. Foi assinado a adesão à UE e os investimentos publicos garantiram desenvolvimento. Com Guterres começámos bem mas umas eleições legislativas deitaram tudo a perder. O antigo primeiro ministro abandonou o barco a meio, tal como o seu sucessor que preferiu ir para Bruxelas. Santana Lopes foi o flop que se viu e depois calhou-nos um Sócrates. Não o filosófo mas um engenheiro mal diplomado.

Esta foi a história política do Século XX português. Os outros séculos não foram diferentes. Muita crise, muitos problemas para resolver. Foi a crise de 1385, as várias tentativas de Castela tomar o poder, as invasões francesas, a revolução liberal, as questões da sucessão, por tudo isto a nação sofreu e continuará a sofrer....

Amanhâ o país pode entrar numa nova crise política que é apenas relativa porque o sistema é sólido e não vamos entrar em guerra civil como está a acontecer na Líbia. O problema é a falta de credibilidade não das instituições; porque estas têm uma história imaculada, mas essencialmente porquem as ocupa. Se formos para eleições não há mal nenhum disso, mas que não seja mais um acto eleitoral para entreter as televisões e encher a blogosfera de posts. Que de uma vez por todas os agentes políticos falem verdade e apresentem ao país a verdade das contas mas essencialmente aquilo que pretendem fazer do nosso país.

As crises que atrás enunciei também têm a ver com aquilo que está a ser escrutinado. A falta de verdade de quem nos governa, a sua forma de fazer e estar na politica mas principalmente o rumo que temos obrigatoriamente de seguir. O chamado "atrasado cultural ou mental", é há anos um problema e não me venham dizer que a culpa é do PS ou do Cavaco. A nossa história tem sido pródiga em opções erradas, caminhos desviantes e escolhas que nos têm levado ao abismo. Poucos são aqueles que na nossa História se podem orgulhar de merecerem uma estátua......

Amanhâ na AR o que está em jogo não é o nosso futuro nos próximos dois ou três anos, é saber qual a nossa História daqui a 10, 15 anos.

Que não tenhamos de escrever mais uma crónica negativa na nossa longa história de bravura e coragem.....

3 comentários:

daga disse...

na minha opinião, as nosssas crises ao longo da história estão sempre ligadas a "escolhermos o caminho mais fácil", não em termos de coragem pois a expansão foi realmente um acto épico,mas em termos de enriquecimento fácil em vez de produção e de trabalho. Assim, viviamos de transportar escravos, mercadorias etc no chamado "comércio triangular", gastámos o ouro do Brasil, em vez de investir na produção, na indústria, no trabalho. Agora gastámos (gastaram...)os empréstimos sem investir na criação de emprego, na indústria etc. Não queremos trabalhar...

expressodalinha disse...

Mesmo assim faz confusão. O ppais é tão pequeno! É preciso ser muito mau gestor.

Francisco Castelo Branco disse...

tem a ver com a credibilidade.

ao longo da história muitos foram os episodios emq que o caminho mais facil e o do roubo foi seguido.

Por isso e que temos sempre de voltar atras

Share Button