segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

O papel da Mulher no Século XXI

Qual é o papel da mulher no Século XXI? Foi o desafio que me lançaram para escrever um texto para o "Olhar Direito". Mas a mim, anti-feminista convicta, é-me dificil ver que haja um papel para a mulher no século XXI que não tenha havido no Século XIX, ou no Século XX, ou em qualquer outro tempo. Pois, não há um papel para a mulher fora daquele que é a sua natureza criadora. A mulher tem o eterno papel criador que lhe é conferido pela sua instintiva sabedoria do que o amor é o desígnio da humanidade.

Provavelmente caberá um dia à mulher a subtil tarefa de salvar as sociedades humanas do seu actual narcisismo e individualismo. Em grande parte protagonizado pelo homem na sua guerra de totens.

Mas não nos enganemos, foram também as mulheres que votaram os homens à solidão do seu individualismo. E não há duvida que a crise das relações humanas é uma das grandes catástrofes do século XXI, vivemos aquilo a que chamamos a desumanização do amor.

Uma vez li numa entrevista de Agustina Bessa Luís( uma mulher de todos os séculos) , sobre o seu livro Antes do Degelo, lançado em 2004, que, e passo a citar, "o homem vive da culpa, precisa da culpa para criar. A mulher é aquilo que é, tem esse dom criador, ao ser mãe. O homem usa a culpa como modo de superar esse dom da mulher. É pela culpa que se dão os grandes feitos da humanidade". Essa é talvez a profunda diferença entre o homem e a mulher. O homem define-se provando ao Mundo as suas capacidades, a mulher tem outro tipo de ambições, ambiciona dar amor, que é o mesmo que dar vida.

Na mulher o poder não é um fim ou uma meta, porque na mulher o poder sempre esteve na graciosidade estética, e de facto aquilo que mais perturba as consciências é a estética. Vejo que para o Século XXI a mulher vai querer regressar ao seu papel de pilar da família. Décadas de "emancipação" feministas não conduziram a mulher a um grau mais alto de felicidade, pelo contrário. A mulher está divorciada da sua natureza, como diria Agustina "a mulher encontra-se seriamente ameaçada no seu equilibrio". Eu prevejo que ainda este século a mulher vai começar a recriar a família. Não será no entanto um caminho fácil, porque terá de reconstruir a tolerância na relação com os homens e há muito que a sua condição moderna se afirmou por uma guerra dos sexos com o sexo oposto. Por virtude dessa condição moderna, a que as mulheres aderiram e que as pôs a rejeitarem a sua feminilidade e a sua natureza maternal, os homens seguiam o caminho materialista do narcicismo e do individualismo. Uma vez que deixaram de ser o "pater familiae" substituiram o proteccionismo por um materialismo em todas as vertentes.

O que empurra hoje as mulheres para a escravatura das aparências. As mulheres são forçadas a deixar de envelhecer. Isso é também uma tendência do Seculo XXI.

A mulher, até pelo seu poder de insignificância, é muito menos vulnerável que os homens à corrupção, razão pela qual acabará por ser sempre o e motor invisivel da mudança.

Texto de Maria Teixeira Alves blog mariateixeiraalves.blogs.sapo.pt

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