quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Assembleia de Pinguins - A guerra tribal XV

(...)

O Rei da tribo Rocker, D.Pinguim IV reuniu os seus conselheiros para saber a opinião deles em relação a um eventual ataque aos vizinhos Penguzan e acertar os detalhes da estratégia. Havia na comunidade, desde a chegada dos “irmãos”; um certo desconforto pela presença de outra tribo de pinguins na mesma ilha.

A atenção não seria a mesma por parte de outros animais que recorreriam aos outros sempre que necessitassem de ajuda. Por tudo isto, os Rocker tinham um sentimento de inveja em relação aos Penguzan, nomeadamente após o ataque das Orcas em que a comunidade das Ilhas Caçola ficou solidária com os novos inquilinos devido à morte de um dos seus membros. O que criou ainda mais fúria nos pinguins mais agressivos. Esta era também uma das características destes animais criados no sul da Argentina e que pouco contacto tinham com a Antartida, apenas viajando para efectuar algumas missões de espionagem. Tinham um departamento de investigação que localizava e recolhia informações sobre todas as tribos de pinguins existentes no planeta para no caso de serem confrontados no futuro com alguma das comunidades, estarem em vantagem. Tendo em conta o trabalho feito por uma equipa de alto gabarito, os rocker estavam prontos para a batalha com os Penguzan conhecendo os pontos fracos dos seus inimigos. Algo que a tribo liderada por Zéguim não estava preparada, pois era conhecida no meio pelo seu pacificismo e honestidade. Estavam virados mais para a luta política do que enfrentar guerras militares.

D.Pinguim IV após ter obtido o parecer dos seus homens de confiança, chamou Zatruka o chefe das tropas e deu o sinal para avançar. Avisou que o serviço militar era para todos, menos para as fêmeas que estivessem em período de acasalamento.

Entretanto, na Pedra Zavi os Penguzan estavam desorientados porque tinham dois problemas bicudos para resolver e Zéguim não sabia por onde começar. O líder tribal reuniu-se em primeiro lugar com o Conselho de Sábios Pinguins para decidir o que fazer com o Pinguim Malhado, porque a questão era muito sensível e não podia ser resolvida a quente. Em relação a Assassina, a questão já estava votada a favor da morte da Orca mas como não havia sido ratificada e escrita na Lei Fundamental dos Pinguins, ninguém poderia ir avisar os Narvais que efectuassem a matança.

Alguém lembrou Zéguim para escrever a ordem dada mas este estava com demasiada pressa - Primeiro vou reunir com o Conselho e decidir sobre o que fazer com Pinguim Malhado.

Esta atitude do Mestre teria consequências desastrosas…..

(continua dia 10..)

2 comentários:

daga disse...

Esta história é muito interessante ... gosto muito! Estou ansiosa para saber o que irão decidir em relação ao destino do Pinguim Malhado!

Francisco Castelo Branco disse...

Obrigado por estar a acompanhar... e a gostar desta história.

vai ser uma supresa....

Nem eu próprio sei lol

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