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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Assembleias de Pinguins - A primeira Morte XVIII

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Só mesmo a brigada Narval Oceânica poderia resolver este problema. Infelizmente esta não podia aparecer do nada, tendo de ser chamada para ajudar a derrotar a Assassina. O problema é que os mares das Ilhas estavam ameaçados pela presença da Orca e ninguém se atrevia a entrar dentro de água, sob pena de servir para refeição da baleia.
Mais tarde, começaram a chegar os primeiros reforços que se juntaram à predadora. O pânico estava ainda mais instalado. ~

Do alto de uma árvore da Ilha Minguim, um pinguim corajoso decidiu saltar e enfrentar a Baleia Assassina completamente sozinho. O seu nome é Linguadim e também era de Direita, mas tendo uma cabeça completamente louca e irresponsável. Saltou para o buraco onde os gigantes respiram e tentou picar a pele com um pauzinho. A Assassina sentiu-se desconfortável e foi tentando sacudir o pinguim para o mar a fim de poder comê-lo. Ela ainda deu alguns gemidos mas não era o suficiente para evidenciar fraquezas ao ponto de poder morrer.

As outras baleias já tinham chegado e duas delas estavam em redor da Assassina para assim que o Linguadim caísse fosse imediatamente devorado. Apesar de alguma resistência o famigerado animal acabou mesmo por cair ao mar, sendo de imediato desfeito em pedaços.

Os Penguzan estavam em choque, porque tinham sido vitimas da fúria da baleia. Focas e pinguins haviam sofrido consequências nas suas tribos. Estavam chocados e em completo desnorte. Uns choravam, outros rezavam e pediam que Zéguim rezasse aos Deuses para que trouxessem Linguadim de volta e matasse as Orcas. Mas isso não era possível pois o pequeno pinguim era apenas restos. Os pais do pobre coitado quiseram seguir as pisadas do filho mas rapidamente a comunidade evitou uma tragédia ainda maior. Na Ilha ao lado, os Rocker apesar de aparentarem preocupação, estavam contentes com o sucedido pois era mais uma baixa nos pinguins rivais, o que os deixava numa posição de fragilidade em relação ao domínio que queriam exercer nas ilhas. Havia apenas espaço para uma tribo de pinguins na Ilha, e tinha de ser os Rocker. A existência de outra espécie de pinguins era mais um dos muitos problemas que os Penguzan tinham de enfrentar: para além das questões ideológicas, das baleias assassinas e de outros perigos que vinham aí.

A concentração de todos estava agora nas predadoras. Agora não era apenas uma a rodear a Ilha Minguim, mas sete. Embora com duas de guarda em relação às outras ilhas. Era notório que a Assassina vinha à procura de causar baixas e medo nos pinguins, mas ainda faltava saber quem a tinha avisado.

Ao longe, o mar estava a começar a agitar-se e algumas comunidades começaram a gritar e a se exaltar. Via-se de longe uma respiração forte que saía da água, era o reforço que todos estavam á espera. Os narvais tinham finalmente chegado em comboio e com muitos reforços prontos para acabarem com as baleias assassinas. Estas ficaram preocupadas e começaram a se organizar em modo batalha. Quem teria conseguido passado a barreira imposta pelas baleias e avisado os narvais?

(continua dia 12...)

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